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LGBTQIA+: 5 empreendedores da comunidade que estão transformando o ecossistema de inovação

Das mais de 13 mil startups do país, menos de 5% contam com fundadores que pertencem à sigla

Gabriela Del Carmen e Matheus Riga
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Para Edmar Bulla, fundador do Grupo Croma, o preconceito, seja ele qual for, sufoca a inovação

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Os desafios para uma maior inclusão de profissionais LGBTQIA+ no ecossistema de inovação começam pela falta de acesso às vagas e se estendem pelo pouco acolhimento nos ambientes corporativos. No entanto, as questões envolvendo diversidade e representatividade dessa comunidade em startups vão além dos processos de recrutamento, seleção e retenção. O debate também passa pelas oportunidades disponibilizadas para que pessoas, de todos os espectros de orientação sexual e gênero da sigla, possam criar e desenvolver negócios escaláveis de base tecnológica.

Embora a ampliação da discussão seja algo almejado pelas startups brasileiras – de acordo com dados da Abstartups (Associação Brasileira de Startups), 75,1% das empresas nascentes de tecnologia acreditam que apoiar iniciativas desse tipo é um fator importante para seus negócios -, a representatividade da comunidade LGBTQIA+ no cargo de fundador é baixa. Das mais de 13 mil startups do país, apenas 3,9% possuem fundadores homossexuais. Nas outras siglas, o índice é ainda menor, chegando a 1,5% no caso dos bissexuais, 0,1% dos transgêneros e 0,2% de outra orientação sexual ou gênero.

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Essa baixa representatividade é seguida pelo baixo acesso ao capital, essencial para garantir a sobrevivência dos negócios no longo prazo. Em ecossistemas de inovação mais maduros que o brasileiro, como nos Estados Unidos, onde estima-se que haja 67 mil startups, a organização de promoção a negócios LGBTQIA+ StartOut estima que empresas fundadas por representantes da sigla receberam apenas US$ 13 bilhões de investimentos desde o ano 2000. Por meio de modelos matemáticos, a instituição demonstra que o potencial de captação dessa comunidade nesse período, caso tivesse o mesmo acesso de heterossexuais, seria de US$ 140 bilhões, número quase dez vezes maior que o real.  

Essa estatística, no entanto, não impediu que fundadores LGBTQIA+ desenvolvessem negócios de base tecnológica com sucesso nos EUA. É o caso de Leanne Pittsford, criadora e CEO da Lesbians Who Tech, startup que ensina programação para mulheres da comunidade, sejam elas cis, trans ou não-binárias. Outro exemplo é o cofundador do Facebook, Chris Hughes, que junto a Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Andrew McCollum e Dustin Moskovitz criou uma das maiores empresas de tecnologia da atualidade. O cofundador do PayPal, Peter Thiel, também faz parte do grupo de criadores de negócios que pertencem à sigla.

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LEIA TAMBÉM: Conheça os principais desafios – e oportunidades – de inclusão LGBTQIA+ no ecossistema brasileiro de inovação

No Brasil, o cenário não é diferente. Mas, apesar das dificuldades e da falta de acesso a oportunidades, a comunidade LGBTQIA+ já começa a ter representantes no setor. Mais do que isso: ela está atuante e atuando para mudar essa realidade. 

Veja, na galeria de fotos a seguir, a história de 5 empreendedores LGBTQIA+ inseridos no ecossistema brasileiro de inovação:

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    Edmar Bulla, Grupo Croma

    CEO e fundador do Grupo Croma, Edmar Bulla não se deixa intimidar pelas dificuldades do dia a dia.

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    Hóttmar Loch, Nohs Somos

    Aos 28 anos, Hóttmar Loch é CEO e cofoundador da Nohs Somos, startup de impacto social que tem o propósito de garantir o bem-estar da comunidade LGBTQI+.

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    Maira Reis, camaleao.co

    Jornalista por formação, Maira Reis nasceu no interior de Minas Gerais e mudou-se para a cidade de São Paulo após sofrer lesbofobia do pai de uma ex-namorada.

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    Manoela Mitchell, Pipo Saúde

    Depois de atuar por sete anos no mercado financeiro como investidora de private equity, Manoela Mitchell decidiu trocar de lado na mesa de negociação para criar o seu próprio negócio.

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    Simone Cyrineu, thanks for sharing

    Curiosa desde menina e disposta a aprender sobre o mundo e o ser humano, Simone Cyrineu iniciou sua carreira no audiovisual em uma pequena produtora, enquanto cursava relações públicas na UMESP.

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Edmar Bulla, Grupo Croma

CEO e fundador do Grupo Croma, Edmar Bulla não se deixa intimidar pelas dificuldades do dia a dia.

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