Coquetel especial, que pode chegar a US$ 130 mil, promete reavivar memórias por meio do sabor

O renomado bartender Ryan Chetiyawardana prepara a mistura depois de conhecer a história de cada um de seus clientes.

Alex Ledsom
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O renomado bartender Ryan Chetiyawardana prepara a mistura depois de conhecer a história de cada um de seus clientes

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O escritor francês Marcel Proust já escreveu sobre como o cheiro de madeleines recém-assadas podiam levá-lo imediatamente de volta à sua infância. Ele sabia como certos aromas são marcantes em alguns momentos das nossas vidas e nos fazem sentir bem.

E assim como o filme “O Bom Gigante Amigo”, de Roald Dahl, que colocou sonhos de criança em garrafas de vidro, uma empresa no Reino Unido – a Mr. Lyan’s Time Capsules – está, literalmente, engarrafando os sabores, texturas e cheiros favoritos dos clientes (e as memórias que eles evocam) em coquetéis feitos de forma personalizada. O detalhe é que esses coquetéis chegam a custar US$ 130 mil.

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Os coquetéis já percorreram um longo caminho desde o Long Island Iced Tea, e agora incorporaram a mesma habilidade e precisão de misturar bons vinhos ou destilados. Atualmente, eles são envelhecidos em barris, em argila ou cera de abelha, a partir de destilados raros comprados em leilão que custam até US$ 33 mil a garrafa.

A My Lyan’s Time Capsules é ideia de Ryan Chetiyawardana, um premiado bartender proprietário do White Lyan, um bar pioneiro no desperdício zero que opera sem gelo ou quaisquer outros componentes perecíveis. Ele começou a preparar coquetéis engarrafados há cerca de dez anos, conforme relatado no site “Punch”, para suas duas irmãs Karen e Natasha. Elas levavam as bebidas para festas de trabalho e as enviavam para clientes. A partir daí, e da sua estimada coleção de uísque, Chetiyawardana desenvolveu um nicho de negócio, com bebidas mais imaginativas e personalizadas.

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Esses coquetéis “cápsula do tempo” acompanham um jantar, no qual os clientes conversam com o bartender sobre quem são, suas memórias e lugares favoritos. Em seguida, ele prepara uma bebida – processo que leva duas semanas – que capture essas experiências. Os clientes são aconselhados a deixar a garrafa com o coquetel fechada por mais seis meses antes de abri-la. Às vezes, uma bebida especial pode ser feita para combinar com uma grande comemoração, como um aniversário.

Um exemplo dos coquetéis de Chetiyawardana é uma bebida preparada para um de seus clientes: noz fermentada em um xarope de kombucha que foi, em seguida, fortificada com licor de genciana (um aperitivo comum na região francesa de Auvergne, onde as raízes das plantas de genciana são maceradas em álcool e filtradas). É isso que evoca o sentimento da França rural. Então, a bebida foi misturada com vin jaune (literalmente, “vinho amarelo” feito na região de Jura na França e que se assemelha a um xerez seco). Depois, foi misturada com um Chartreuse muito antigo e creme de cacao, o que resultou em um coquetel muito parecido com um conhaque Hine do século 20 (um dos principais fabricantes franceses de conhaque).

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Para quem quer saborear algo especial, mas não pode pagar o preço alto, Chetiyawardana oferece suas receitas favoritas no “The Telegraph”.

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