7 coisas que você diz que acabam com a sua credibilidade

Colocações corriqueiras podem destruir a confiança que as outras pessoas têm em você.

Tony Ewing
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Colocações corriqueiras podem destruir a confiança que as outras pessoas têm em você

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A credibilidade é como uma moeda que nunca se deprecia – a menos que você faça isso intencionalmente. Se as pessoas acreditam que você tem credibilidade, elas vão ouvi-lo, vão confiar em você e vão segui-lo. Mas se você faz ou diz algo que fere sua credibilidade, nenhuma quantidade de dados ou evidências vai ajudá-lo.

Na verdade, reconstruir a credibilidade perdida é um processo longo. Pense, por exemplo, em um líder incompetente ou indigno de confiança. O motim é inevitável. E um médico que comete erros? Seus pacientes não ficarão por muito tempo. Cientistas que exageram em suas descobertas? É uma questão de tempo antes que o mundo descubra tudo e os abandone.

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Portanto, a credibilidade é necessária para o sucesso profissional. Tanto que, na verdade, todo um subcampo da ciência comportamental é dedicado ao estudo dessa característica na liderança, mídias sociais, ciência e outras esferas da sociedade. A conclusão é que o que você diz pode construir sua credibilidade ou destruí-la por completo. Toda atenção é pouca.

Veja, na galeria abaixo, 7 coisas que você provavelmente já disse – ou ouviu outras pessoas dizerem – que acabam com a credibilidade:

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  • “Eu acho que…” (Falta de competência)

    Competência é a marca da credibilidade, seja no empreendedorismo, na medicina ou nas redes sociais. As pessoas querem acreditar que você tem um conhecimento mais profundo de um assunto, além de apenas uma opinião. As celebridades, por exemplo, entendem a repercussão de tudo o que postam.

    No entanto, quando você faz declarações que sugerem que está deixando de lado a opinião de um especialista e abrindo seu próprio caminho, você prejudica sua própria credibilidade. Ironicamente as pessoas querem que você indique especialistas para que pareça um especialista. Vemos esse problema rotineiramente em organizações onde os executivos desconsideram as opiniões de consultores ou pessoas de fora. Eles acham que isso é atraente para os seguidores. Mas é o tipo de coisa que acaba com a confiança e mostra teimosia. Uma frase melhor seria: “Minha experiência diz que…” ou “Minha experiência me faz concluir que…”. Assim, as pessoas pelo menos verão que você é especialista o suficiente para saber quando não é um especialista.

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  • “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço” ou “Não precisamos dizer isso a eles” (Falta de integridade/ honestidade)

    Poucas coisas corroem a credibilidade de um líder mais rápido do que a desonestidade ou a falta de integridade. Quando dizemos – mesmo de brincadeira – que as pessoas não devem fazer o que fazemos, estamos sugerindo que nossa maneira de fazer as coisas é contra as regras. Sugere, ainda, que retemos informações de outras pessoas (do chefe ou até da equipe) e nos faz parecer mentirosos – e mentiras inocentes costumam denotar outras mais sérias.

    Embora essas frases sejam frequentemente usadas para sugerir que as regras estão sendo violadas de uma maneira correta, quebrá-las é uma questão delicada. Afinal, passar por cima de convenções desnecessárias é uma coisa. Violar as políticas da empresa ou a lei é outra. A enxurrada de CEOs importantes demitidos no ano passado por violações éticas sugere que muitos líderes não perceberam a diferença. A última coisa que você deseja é que seus colegas (ou familiares) confundam sua transgressão possivelmente inocente das regras com um comportamento totalmente antiético. Uma frase melhor seria: “Vamos fazer as coisas como devemos fazê-las”.

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  • “Eu sei como você se sente” (Falta de empatia)

    Credibilidade depende de inteligência emocional. As pessoas querem sentir que você entende o que elas estão passando e que está se colocando no lugar delas. Uma pesquisa sobre inteligência emocional, no entanto, argumenta de forma convincente que quando você diz “eu sei como você se sente”, uma resposta que parece natural na maioria das conversas, demonstra, na verdade, falta de empatia.

    Por quê? Porque, como o autor aponta, essas palavras mudam o foco da conversa para você. Na realidade, elas costumam ser seguidas de frases como “isso acontece comigo o tempo todo” ou “bem-vindo ao clube”. Sem esse conhecimento, a maioria de nós reduz a nossa credibilidade ao parecermos egoístas e egocêntricos. E isso é exatamente o oposto de emocionalmente inteligente. Uma opção melhor é apoiar a conversa dizendo coisas como “lamento ouvir isso”, “o que faz você se sentir assim?” ou “posso imaginar como você se sente”.

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  • A maioria das frases que começam com “eu” (Falta de fidelidade)

    Pode ser desafiador para muitos de nós, mas apenas evitar o uso da palavra “eu” em uma conversa pode ajudar muito a sustentar e construir credibilidade. Por definição, o uso do “eu” denota egoísmo, bem como egocentrismo. Como a frase citada acima, ela desvia o foco dos outros para você. No entanto, também reduz a confiança do ouvinte, ou seja, seu compromisso em ajudar, liderar ou orientar.

    Mais uma vez, isso é verdade para a maioria dos líderes, mas é especialmente verdade para médicos e cuidadores e para qualquer pessoa que esteja à frente de uma crise. As pessoas querem acreditar que você está prestando atenção em suas necessidades, especialmente quando suas vidas dependem dessa atenção. Mas, ao usar pronomes pessoais, amortecemos esse sentimento, sinalizando que o objetivo é implementar uma solução que consideramos melhor para nós mesmos. A melhor opção é discutir questões que incluam todos que enfrentam o desafio com você.

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  • “Eu estava certo sobre isso.” (Incompetência)

    Além de usar “eu” novamente, o problema com essa frase é que ela sugere que você está se autoafirmando. Você quer que as pessoas saibam que você está certo desde o início. No entanto, na maioria dos contextos, se você está certo ou não, realmente não importa. Então, quando você afirma isso, parece (e é) inseguro e incompetente de sua parte. A organização acertar é importante, é claro, mas não sua opinião pessoal.

    Os fenômenos psicológicos em ação nestes casos são complicados. É algo conhecido como “Efeito Dunning-Kruger”. Vários estudos sobre o tema apontam que mais de 90% das pessoas acreditam que estão acima da média em capacidade (ou seja, o número real deve ser próximo a 49%). No entanto, as pessoas mais competentes costumam se classificar como abaixo da média. Em outras palavras, pessoas competentes reconhecem competência na humildade e são modestas em suas realizações. Assim, quando você se parabeniza, você se expõe excessivamente confiante. É um problema fácil de evitar, apenas pare de se auto afirmar o tempo todo.

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  • “Vamos esperar para ver o que vai acontecer” (Falta de cuidado para evitar erros)

    Muitos líderes tentam abrir caminhos sem pensar. Mesmo quando colegas ou analistas mais cuidadosos oferecem recomendações que contradizem a direção que esperam tomar, eles jogam a cautela no lixo. E dizem coisas como: “Vamos ver o que vai acontecer”. Claro, isso é um assassino de credibilidade. Todos ao seu redor sabem o que você acabou de fazer ou não fazer.

    Esse tipo de colocação mostra que você não se preocupa com o desenrolar das complicações. Também mostra que você realmente não valoriza outras opiniões ou evidências, nem mesmo busca mais informações. Você simplesmente quer seguir em frente. Altere esta declaração para “vamos investigar mais”. É uma abordagem muito melhor.

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  • “Eu não me importo com o que todo mundo está dizendo” (Falta de identificação)

    Uma pesquisa sugere que as pessoas geralmente colocam credibilidade em outras pessoas que seus similares endossam. Isso é chamado de “identificação”. Mas quando você diz “eu não me importo com o que os outros pensam” ou algo semelhante, você está deixando de lado o apoio dos colegas.

    Dessa maneira, as pessoas que o seguem e gostam do seu trabalho ficam confusas. Inicialmente, essas pessoas gostam de você, em parte, por causa de seus semelhantes e colegas. Agora que você está destruindo a opinião desses colegas, elas se perguntam o que mudou. Assim, ao minar a credibilidade de outros porque não gostou de uma avaliação, você prejudica a sua própria. Em vez disso, se você realmente acha que é necessário resistir a alguma sabedoria convencional ou opiniões alheias, você deve dizer coisas como “vamos ver se todos estão vendo isso da mesma maneira” ou “vamos nos certificar de que todos acreditem nisso ou concordem com isso primeiro”.

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“Eu acho que…” (Falta de competência)

Competência é a marca da credibilidade, seja no empreendedorismo, na medicina ou nas redes sociais. As pessoas querem acreditar que você tem um conhecimento mais profundo de um assunto, além de apenas uma opinião. As celebridades, por exemplo, entendem a repercussão de tudo o que postam.

No entanto, quando você faz declarações que sugerem que está deixando de lado a opinião de um especialista e abrindo seu próprio caminho, você prejudica sua própria credibilidade. Ironicamente as pessoas querem que você indique especialistas para que pareça um especialista. Vemos esse problema rotineiramente em organizações onde os executivos desconsideram as opiniões de consultores ou pessoas de fora. Eles acham que isso é atraente para os seguidores. Mas é o tipo de coisa que acaba com a confiança e mostra teimosia. Uma frase melhor seria: “Minha experiência diz que…” ou “Minha experiência me faz concluir que…”. Assim, as pessoas pelo menos verão que você é especialista o suficiente para saber quando não é um especialista.

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