Para pesquisadora do Albert Einstein, meditação é fundamental para melhorar a atenção

Marija Javovic/GettyImages
Prática de meditação ajuda a desenvolver uma atenção relaxada

O estresse e o burnout estão entre os grandes males do ambiente corporativo atual. “Sintomas e depressão e de ansiedade são maiores em mulheres que estão estressadas”, alerta Elisa Kozasa, pesquisadora e professora titular do programa de pós-graduação do Hospital Israelita Albert Einstein. A profissional falou sobre a neurociência aplicada a carreira e negócios no palco FORBES Mulher, durante a programação da São Paulo Tech Week.

Com base em uma tese de mestrado de uma aluna, que pesquisou líderes mulheres com queixa de estresse, Elisa mostrou leituras cerebrais que comprovam que quando alguém está passando pela situação, as exigência do cérebro nas atividades cotidianas é maior.

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“À medida que ficamos mais estressados, vamos tendo dificuldade de nos concentrar, perdemos o foco e nos distraímos mais”, caracterizou Elisa como algumas causas da desatenção fruto da perturbação.

A pesquisadora também destacou que a distração e a falta de foco são sinais de um cérebro infeliz. “Nós conseguimos nos concentrar em uma coisa por vez”, disse Elisa. “A prática de meditação ajuda a desenvolver uma atenção relaxada”, completou. Além disso, ajuda a manter os profissionais atentos e com a mente leve, evitando o cansaço mental.

Em outro estudo (tese de pós-doutorado de Elisa publicado na revista científica “NeuroImage”), a pesquisadora mostrou dados comparando pessoas que meditavam há pelo menos três anos e as que não. “Quem não meditava tinha de fazer um esforço a mais do cérebro para ter uma mesma performance”, mostrou a professora com base nos testes de sua pesquisa.

Outra parte do estudo contemplou enviar as pessoas pesquisadas, as que meditavam e as que não, para um “retiro zen” de uma semana. Os participantes tinham horários para acordar, dormir, comer, meditar e caminhar. Alguns resultados foram os mesmo do primeiro estudo, comprovando o menor esforço cerebral de quem medita. No entanto, com o exercício, quem não praticava meditação começou a se igualar aos meditadores frequentes.

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Depois de apresentar as evidências científicas, Elisa contou que Steve Jobs, fundador da Apple, meditava. Citou também um trecho de sua biografia: “Se você apenas sentar e observar, verá como sua mente está inquieta”. A professora reforçou que com a prática a mente fica mais aberta para insights e soluções para problemas.

Elisa deu sugestões de como implementar as técnicas de meditação em uma empresa. Segundo ela, é preciso apresentar a ideia e depois “falar sobre como a prática traz benefícios, manejando o estresse e trazer mais equilíbrio emocional”. Ela reforçou também que ter um espaço físico dedicado a isso e mostrar quais grandes empresas fazem o mesmo valoriza a percepção de importância.

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