A transformação digital está remodelando a indústria de alimentos e bebidas, tornando processos mais eficientes, sustentáveis e integrados. Um exemplo concreto vem da parceria entre a Siemens e a Greylogix, que criaram a Grey Beer, uma microcervejaria-modelo totalmente digitalizada. O projeto demonstra como os conceitos da Indústria 4.0 podem ser aplicados a negócios de qualquer porte — da automação ao controle de qualidade, passando por simulações virtuais e monitoramento em tempo real.
“O objetivo foi mostrar que é possível digitalizar todo o ciclo produtivo, mesmo em operações menores”, explica Diego Cadete, head da vertical de Alimentos e Bebidas da Siemens, durante o ForbesCast. Segundo ele, tecnologias como gêmeos digitais, sensores inteligentes e softwares de automação permitem visualizar e otimizar toda a linha de produção antes mesmo que ela exista fisicamente. “Com o digital twin, conseguimos antecipar gargalos, reduzir desperdícios e ajustar parâmetros sem interromper o processo produtivo.”
A Siemens tem ampliado seu portfólio de soluções voltadas para o setor, conectando desde equipamentos industriais até sistemas de gestão. “Trabalhamos para que nossos clientes possam tomar decisões baseadas em dados, com mais eficiência energética e rastreabilidade em toda a cadeia de valor”, afirma Cadete.
Para Renato Leal, sócio-fundador da Greylogix, o projeto vai além da demonstração tecnológica — é também uma ferramenta de aprendizado. “A Grey Beer é uma vitrine viva da Indústria 4.0. Mostramos que a digitalização não é um custo, mas um investimento que aumenta a produtividade, reduz desperdícios e melhora a qualidade do produto final.”
A parceria entre as empresas reforça uma tendência global: a democratização da tecnologia industrial. Se antes a automação avançada era restrita a grandes players, hoje ela se torna acessível também a pequenas e médias fábricas. “O futuro dos alimentos e bebidas passa pela integração digital, e estamos ajudando o setor a dar esse salto”, conclui Cadete.