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Lista Forbes: Dallas Cowboys Bate Recorde e Lidera Franquias Mais Valiosas da NFL

Os 32 times de futebol americano valem, em média, US$ 7,1 bilhões (R$ 38,3 bilhões), um salto de 25% em relação ao ano anterior

12 min

Apesar de não jogar um Super Bowl há três décadas, o Dallas Cowboys voltou a liderar a lista de times mais valiosos da principal liga de futebol americano, a NFL, neste ano. E pela 19ª vez consecutiva. Agora, ele está avaliado em US$ 13 bilhões (R$ 70,2 bilhões), segundo estimativas da Forbes, um aumento de 29% em relação a 2024 e o dobro do valor de quatro anos atrás.

O número representa o nível de apetite dos investidores para entrar no universo das franquias esportivas. E isso não ocorre apenas na NFL, mas também na mais poderosa liga de basquete profissional do mundo, a  NBA.  Só nos últimos 12 meses, o mercado viu negócios tais como o de US$ 6,1 bilhões (R$ 33 bilhões) pelo Boston Celtics e o de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões) pelo Los Angeles Lakers.

Lembrando que, até agosto de 2024, nenhuma equipe esportiva havia rompido o valor de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões), feito conquistado pelos Cowboys. Hoje, o “clube dos US$ 10 bilhões” conta com outras franquias, com o Los Angeles Rams, avaliado em US$ 10,5 bilhões (R$ 56,7 bilhões), e o New York Giants logo atrás, avaliado em US$ 10,1 bilhões (R$ 54,5 bilhões).

Além disso, pela primeira vez, todos os 32 times da NFL valem pelo menos US$ 5 bilhões (R$ 27 bilhões). O Cincinnati Bengals ocupa a última posição da lista, com US$ 5,25 bilhões (R$ 28,3 bilhões). Sozinho, este valor supera a quantia de todas as 32 franquias da NHL (liga americana de hockey) no ranking da Forbes do ano passado. Apenas sete franquias da NBA e da MLB superam os US$ 5 bilhões.

Atualmente, o valor médio de uma equipe da NFL é de US$ 7,1 bilhões (R$ 38,3 bilhões), um aumento de 25% em relação a 2024 e de 104% no comparativo com 2021. Já a receita da liga chegou a US$ 21,2 bilhões (R$ 114,5 bilhões) na temporada de 2024, crescendo 74% em quatro anos.

Os Cowboys, porém, estão em uma categoria à parte. Em 2024, tiveram receita estimada de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,4 bilhões), superando todos os outros times da NFL em pelo menos US$ 400 milhões. Mesmo descontando os US$ 440 milhões (R$ 2,3 bilhões) que cada equipe recebeu da liga — vindos de contratos nacionais de mídia, patrocínios, produtos licenciados e parte da bilheteria compartilhada —, o Dallas arrecadou quase US$ 800 milhões (R$ 4,3 bilhões) apenas em receita local, mais do que a receita total de quase todos os times, exceto o Las Vegas Raiders.

O que impressiona ainda mais é o lucro operacional de US$ 629 milhões (R$ 3,4 bilhões) obtido na última temporada, segundo a Forbes. Com isso, a equipe teve mais lucro do que 16 equipes faturaram em receita.

Essa máquina de fazer dinheiro, somada à enorme base de fãs e à tradição da franquia, levou alguns banqueiros a acreditar que, embora US$ 13 bilhões (R$ 70,2 bilhões) pareçam um preço justo para os Cowboys, considerando a economia atual do futebol americano, o dono Jerry Jones poderia atrair propostas ainda maiores se decidisse vender o time.

E não é só Dallas que tem números astronômicos. Em dezembro, Stephen Ross, dono do Miami Dolphins, vendeu 13% de sua holding — que também inclui o Hard Rock Stadium e o Grande Prêmio de Miami de Fórmula 1 — por uma avaliação de US$ 8,1 bilhões (R$ 43,7 bilhões). No mesmo mês, o Buffalo Bills foi avaliado em US$ 5,8 bilhões (R$ 31,3 bilhões) na venda de 20,6% da equipe, e o Philadelphia Eagles vendeu 8%, com avaliação de US$ 8,3 bilhões (R$ 44,8 bilhões). Em maio, 6,2% do San Francisco 49ers foram negociados por uma avaliação de US$ 8,6 bilhões (R$ 46,4 bilhões), e neste mês o Chicago Bears fechou acordo para vender cerca de 2% da franquia por US$ 8,8 bilhões (R$ 47,5 bilhões).

Apesar desse volume de negociações — que também incluiu as vendas de 8% do Los Angeles Chargers e 15% do Las Vegas Raiders — a NFL não vê uma transação de controle desde julho de 2023, quando o bilionário Josh Harris liderou a compra do Washington Commanders por US$ 6,05 bilhões (R$ 32,7 bilhões). Esse detalhe importa porque, em geral, a avaliação de uma venda minoritária pode não refletir exatamente o valor real de uma franquia. Tradicionalmente, sócios minoritários compram com desconto, de 20% a 25%, já que não participam das decisões. Mas, nos últimos anos, pequenas participações têm sido vendidas até com ágio, pois o valor menor de entrada amplia o número de interessados.

Ainda assim, especialistas de mercado acreditam que a maioria desses negócios recentes ficou próxima do valor de controle, mesmo quando comparados a avaliações feitas meses antes pela Forbes, como no caso do Eagles, avaliado em US$ 6,6 bilhões (R$ 35,6 bilhões) em agosto de 2024, e do 49ers (US$ 6,8 bilhões). Vale destacar que, depois que a NFL alterou suas regras em agosto passado para permitir a entrada de fundos de private equity no grupo de donos, a Ares Management investiu no negócio do Dolphins, e a Arctos Partners comprou fatias do Bills e do Chargers. Em regra, investidores institucionais não costumam deixar ego ou emoção inflacionarem os preços que estão dispostos a pagar.

Potencial gigantesco

O atrativo de ser dono de uma equipe da NFL começa com os contratos nacionais de mídia, que entraram em vigor em 2022 e 2023 e garantem US$ 125,5 bilhões (R$ 678 bilhões) em receita para a próxima década. No entanto, muitos esperam que esse número seja ainda maior, já que a liga poderá renegociar a maioria desses acordos em 2029, aproveitando o exemplo da NBA, que fechou um contrato de 11 anos e US$ 76 bilhões (R$ 410 bilhões) com Amazon, ESPN e NBC no ano passado. Neste mês, a NFL também acertou a compra de 10% da ESPN em troca do NFL Network e de outros ativos de mídia, incluindo os direitos de transmissão do canal RedZone.

Enquanto isso, a NFL continua ampliando sua receita de marketing, que chegou perto de US$ 2,5 bilhões (R$ 13,5 bilhões) em patrocínios na última temporada, 6% a mais do que no ano anterior, segundo a consultoria SponsorUnited. O futebol americano também tem espaço para crescer internacionalmente, já que os direitos de transmissão fora dos EUA ainda são pequenos e só recentemente os times começaram a investir de forma consistente no programa de expansão global da liga.

Outro benefício claro de ser dono de um time da NFL é que se tornou praticamente impossível perder dinheiro. Na última temporada, as 32 equipes tiveram lucro operacional médio de US$ 127 milhões (R$ 685,8 milhões), e nenhuma delas registrou menos do que US$ 21 milhões (R$ 113,4 milhões), segundo a Forbes. Essa lucratividade não é garantida em outros esportes, como a MLB, onde 11 times fecharam no vermelho no ano passado. O resultado de todos esses fatores é que a Forbes agora calcula que o múltiplo médio de receita da NFL está em 10,7 vezes, contra 9 vezes em 2024 e 6,4 vezes cinco anos atrás. Sem contar que a liga está próxima de um novo marco: o New York Giants está procurando comprador para cerca de 10% da franquia. Entenda a dimensão das equipes no ranking abaixo.

As equipes mais valiosas da NFL 2025

#1. R$ 74,75 bilhões

Dallas Cowboys
Variação em um ano: 29%
Receita: R$ 7,09 bilhões
Lucro operacional: R$ 3,61 bilhões
Dono: Jerry Jones

#2. R$ 60,38 bilhões

Los Angeles Rams
Variação em um ano: 38%
Receita: R$ 4,39 bilhões
Lucro operacional: R$ 1,40 bilhão
Dono: E. Stanley Kroenke

#3. R$ 58,08 bilhões

New York Giants
Variação em um ano: 38%
Receita: R$ 4,06 bilhões
Lucro operacional: R$ 1,04 bilhão
Donos: John Mara e Steven Tisch

#4. R$ 51,75 bilhões

New England Patriots
Variação em um ano: 22%
Receita: R$ 4,38 bilhões
Lucro operacional: R$ 1,28 bilhão
Dono: Robert Kraft

#5. R$ 49,45 bilhões

San Francisco 49ers
Variação em um ano: 26%
Receita: R$ 4,15 bilhões
Lucro operacional: R$ 661 milhões
Dono: Família York

#6. R$ 47,73 bilhões

Philadelphia Eagles

Variação em um ano: 26%
Receita: R$ 3,95 bilhões
Lucro operacional: R$ 672 milhões
Dono: Jeffrey Lurie

#7. R$ 47,15 bilhões

Chicago Bears
Variação
em um ano: 28%
Receita: R$ 3,61 bilhões
Lucro operacional: R$ 460 milhões
Dono: Família McCaskey

#8. R$ 46,58 bilhões

New York Jets
Variação em um ano: 17%
Receita: R$ 3,81 bilhões
Lucro operacional: R$ 1,03 bilhão
Dono: Família Johnson

#9. R$ 44,03 bilhões

Las Vegas Raiders
Variação em um ano:
15%
Receita: R$ 4,78 bilhões
Lucro operacional: R$ 1,02 bilhão
Dono: Mark Davis

#10. R$ 43,70 bilhões

Washington Commanders
Variação em um ano:
21%
Receita: R$ 3,48 bilhões
Lucro operacional: R$ 627 milhões
Dono: Josh Harris

#11. R$ 39,98 bilhões

Miami Dolphins
Variação em um ano: 21%
Receita: R$ 3,54 bilhões
Lucro operacional: R$ 340 milhões
Dono: Stephen Ross

#12. R$ 39,96 bilhões

Houston Texans
Variação em um ano:
21%
Receita: R$ 3,71 bilhões
Lucro operacional: R$ 842 milhões
Dono: Cal McNair

#13. R$ 36,72 bilhões

Denver Broncos
Variação em um ano:
24%
Receita: R$ 3,48 bilhões
Lucro operacional: R$ 556 milhões
Dono: Greg Penner

#14. R$ 36,25 bilhões

Seattle Seahawks
Variação em um ano: 23%
Receita: R$ 3,37 bilhões
Lucro operacional: R$ 772 milhões
Dono: Paul G. Allen Trust

#15. R$ 35,91 bilhões

Green Bay Packers
Variação em um ano:
19%
Receita: R$ 3,88 bilhões
Lucro operacional: R$ 448 milhões
Dono: Acionistas

#16. R$ 35,64 bilhões

Tampa Bay Buccaneers
Variação em um ano:
22%
Receita: R$ 3,40 bilhões
Lucro operacional: R$ 702 milhões
Dono: Família Glazer

#17. R$ 35,10 bilhões

Pittsburgh Steelers
Variação em um ano:
23%
Receita: R$ 3,36 bilhões
Lucro operacional: R$ 739 milhões
Donos: Arthur Rooney II e Daniel Rooney Trust

#18. R$ 34,56 bilhões

Cleveland Browns
Variação em um ano:
24%
Receita: R$ 3,70 bilhões
Lucro operacional: R$ 486 milhões
Donos: Dee e Jimmy Haslam

#19. R$ 34,29 bilhões

Atlanta Falcons
Variação em um ano:
22%
Receita: R$ 3,29 bilhões
Lucro operacional: R$ 199 milhões
Dono: Arthur Blank

#20. R$ 33,96 bilhões

Tennessee Titans
Variação em um ano:
29%
Receita: R$ 3,14 bilhões
Lucro operacional: R$ 502 milhões
Dono: Amy Adams Strunk

#21. R$ 33,75 bilhões

Minnesota Vikings
Variação em um ano:
24%
Receita: R$ 3,28 bilhões
Lucro operacional: R$ 378 milhões
Dono: Zygmunt Wilf

#22. R$ 33,48 bilhões

Kansas City Chiefs
Variação em um ano:
28%
Receita: R$ 3,29 bilhões
Lucro operacional: R$ 356 milhões
Dono: Família Hunt

#23. R$ 32,94 bilhões

Baltimore Ravens
Variação em um ano:
22%
Receita: R$ 3,35 bilhões
Lucro operacional: R$ 621 milhões
Dono: Stephen Biscotti

#24. R$ 32,04 bilhões

Los Angeles Chargers
Variação em um ano:
18%
Receita: R$ 3,20 bilhões
Lucro operacional: R$ 567 milhões
Dono: Dean Spanos

#25. R$ 31,59 bilhões

Buffalo Bills
Variação em um ano:
42%
Receita: R$ 3,16 bilhões
Lucro operacional: R$ 562 milhões
Donos: Terrence e Kim Pegula

#26. R$ 31,86 bilhões

Indianapolis Colts
Variação em um ano:
23%
Receita: R$ 3,20 bilhões
Lucro operacional: R$ 588 milhões
Dono: Família Irsay

#27. R$ 30,91 bilhões

Carolina Panthers
Variação em um ano: 27%
Receita: R$ 3,18 bilhões
Lucro operacional: R$ 194 milhões
Dono: David Tepper

#28. R$ 29,81 bilhões

Jacksonville Jaguars
Variação em um ano:
22%
Receita: R$ 2,98 bilhões
Lucro operacional: R$ 572 milhões
Dono: Shahid Khan

#29. R$ 30,83 bilhões

Arizona Cardinals
Variação em um ano: 28%
Receita: R$ 3,08 bilhões
Lucro operacional: R$ 335 milhões
Dono: Michael Bidwill

#30. R$ 31,59 bilhões

Detroit Lions
Variação em um ano:
30%
Receita: R$ 3,16 bilhões
Lucro operacional: R$ 113 milhões
Dono: Família Ford

#31. R$ 32,78 bilhões

New Orleans Saints
Variação em um ano:
20%
Receita: R$ 3,28 bilhões
Lucro operacional: R$ 621 milhões
Dono: Gayle Benson

#32. R$ 30,94 bilhões

Cincinnati Bengals
Variação em um ano:
28%
Receita: R$ 3,09 bilhões
Lucro operacional: R$ 270 milhões
Dono: Michael Brown

Metodologia utilizada

Os números de receita e lucro operacional (ganhos antes de juros, impostos, depreciação e amortização) são estimados para a temporada de 2024/25 e já descontam o serviço da dívida dos estádios. A dívida inclui tanto a da equipe quanto a do estádio atribuída aos donos. A Forbes apresenta seus números de DRE em base de caixa, e não em regime de competência contábil.

Os valores das equipes são de empresa (equity mais dívida líquida) e incluem a economia do estádio do time (incluindo receita fora da NFL que pertence ao dono), mas não o valor do imóvel do estádio em si. Também ficam de fora outros negócios relacionados à equipe com demonstrações financeiras próprias, como The Star, sede e distrito de entretenimento do Dallas Cowboys. Os valores das equipes são arredondados para o múltiplo de US$ 50 milhões (R$ 270 milhões) mais próximo, e o lucro operacional estimado é arredondado para o milhão mais próximo.

As fontes para as avaliações da NFL feitas pela Forbes incluem executivos de times, banqueiros esportivos e consultores da liga; documentos públicos, como contratos de arrendamento de estádios e relatórios de agências de classificação de crédito; além de executivos das indústrias de patrocínio e transmissão.

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