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Ser Maioria Não Basta: A Próxima Fronteira do Poder Feminino

De banca de feira ao comando de uma das bancas jurídicas mais reconhecidas do Centro-Oeste: Marcela Bocayuva redefine o que significa liderar o Direito no Brasil

3 min

Somos a maioria, mas o poder ainda não é nosso. A advocacia brasileira é majoritariamente feminina. Números, salas de aula e tribunais confirmam. No Supremo Tribunal Federal, apenas uma mulher ocupa uma cadeira. Na política, o Brasil ocupa a 133ª posição no ranking global de representação parlamentar feminina, segundo a ONU Mulheres: apenas 18,1% da Câmara e 19,8% do Senado. É desse contraste que nasce a trajetória de Marcela Carvalho Bocayuva.

De origem humilde, iniciou a carreira em uma banca de feira e percorreu cidades-satélites de Brasília ao lado de seu sócio, Felipe Bocayuva, atendendo pessoas em situação de vulnerabilidade. Ali consolidou o núcleo duro de qualquer carreira: “Ninguém chega a lugar algum sem trabalho árduo e sem valores inegociáveis.”

Liderar em ambientes historicamente masculinos exige mais. “A régua não é a mesma. Excelência não é diferencial, é pré-requisito.” Para ela, lealdade e honestidade são ativos estratégicos que constroem reputação e sustentam decisões complexas.

O mercado jurídico brasileiro movimentou US$ 30 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 57,4 bilhões até 2030 (Grand View Horizon Databooks). Com mais de 80 milhões de processos em tramitação no Poder Judiciário, a complexidade é regra e exige atuação técnica, preventiva e estratégica.

O Bocayuva & Advogados Associados se consolidou como referência nesse ambiente: reconhecido pelo ranking internacional Leaders League como melhor escritório da Região Centro-Oeste em Direito Empresarial e Direito Administrativo, além de destaque na área do Direito Previdenciário.

Marcela coordena a Escola Nacional da Magistratura, braço acadêmico da AMB — a maior associação de juízes do mundo. Mestre em Direito Público, possui certificações internacionais pela Universidade de Chicago e pela Universidade de Harvard.

Ao longo da trajetória, incorporou, sem culpa, habilidades historicamente associadas ao universo masculino. “Falar de dinheiro, negociar, disputar espaço, sustentar posição. Estar à mesa exige preparo técnico e postura estratégica.”

A maternidade ampliou essa força. “Ela desperta um instinto de leoa. De proteção, de conquista, de responsabilidade com o futuro.” Sobre conciliar maternidade e carreira, responde com pragmatismo: “Onde há dificuldade, há crescimento.”

No fim das contas, sua visão é objetiva. “O Direito é isso. Somos resolvedoras de problemas. Vivemos deles. Crescemos com eles.” E para resolvê-los não há atalhos: trabalho diário, dedicação constante e a decisão consciente de fazer, todos os dias, o melhor possível.

Ser mulher na advocacia não é apenas ocupar espaço. É transformá-lo. Converter tensão em estratégia. A lógica ecoa Ruth Bader Ginsburg: quantas mulheres deveriam compor a Suprema Corte? “Quando houver nove.” Não como provocação. Como normalidade. Até lá: trabalho, preparo, reputação e coragem. No Brasil, onde a complexidade é regra, oportunidade é para quem transforma desafio em solução.

*Infomercial é de responsabilidade exclusiva dos autores.

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