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Como a IA Está Mudando o Recrutamento

A automação acelerou as contratações, mas criou um efeito colateral inesperado – e levou o RH a repensar onde a decisão humana ainda faz diferença.

2 min

Sete de cada 10 empresas brasileiras já usam inteligência artificial em alguma etapa do recrutamento, segundo levantamento do Pandapé em parceria com a Adecco. Ainda assim, encontrar talentos segue difícil: 67% das companhias no Brasil relatam dificuldade para preencher vagas, aponta o ManpowerGroup. A digitalização dos processos, portanto, não tornou as contratações necessariamente mais simples.

Candidatar-se ficou mais rápido. Em poucos minutos, um profissional aplica para dezenas de oportunidades. O alcance das empresas cresceu, mas trouxe um efeito colateral: o excesso. Hoje, áreas de RH lidam com volumes cada vez maiores de candidaturas, e muitos recrutadores passam mais tempo organizando fluxo do que avaliando pessoas. De um lado, há pressão por velocidade em um mercado de escassez; de outro, candidatos convivem com jornadas longas, etapas repetitivas e processos que podem parecer impessoais antes mesmo do contato humano.

A discussão sobre automação começa a mudar por causa disso. O foco deixa de ser apenas acelerar tarefas e passa a ser reduzir os atritos acumulados na digitalização do recrutamento. Ferramentas de candidatura simplificada ganham espaço. O Pandapé Fast Apply, por exemplo, permite candidaturas diretamente pelo WhatsApp, presente na rotina de 93% dos brasileiros. Em vez de múltiplas plataformas e formulários longos, o processo acontece em um canal já familiar.

Velocidade sozinha, no entanto, não resolve. Segundo a Deloitte, 89% das falhas de contratação estão ligadas a fatores comportamentais, o que ampliou a demanda por ferramentas capazes de gerar contexto além da experiência técnica. É aí que inteligência artificial e análises preditivas avançam. Com o Pandapé Genoma, empresas identificam aderência comportamental, potencial de performance e alinhamento cultural por meio de IA, testes gamificados e neurociência, ampliando a análise para além do currículo e dos conhecimentos técnicos.

Para Ana Paula Prado, CEO da Redarbor Brasil, detentora do Pandapé, o recrutamento muda de lógica.

“Durante muito tempo, a tecnologia foi usada para acelerar processos. Agora, as empresas percebem que velocidade sem contexto gera ruído.”

O currículo segue importante. Mas, em um mercado acelerado e cheio de ruído, ele já não explica sozinho quem vai performar, permanecer e crescer dentro de uma empresa.

*BrandVoice é de responsabilidade exclusiva dos autores.

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