Produção e consumo de aves e suínos devem bater novos recordes em 2021 e 2022

Expectativa é de aumento da demanda interna e também crescimento das exportações, principalmente para os países asiáticos.

Redação
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andresr/Getty Images
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Mercado continuará demandado para as carnes de frango e suínos

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A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) projeta novos recordes de produção, exportações e consumo para a avicultura e a suinocultura do país neste ano e em 2022. Os dados foram apresentados hoje (16). “Vamos ter um período de demanda no mercado consumidor interno por causa da ajuda oficial. As pessoas vão comprar alimentos”, diz Ricardo Santin, presidente da ABPA. “Em relação ao mercado externo, a China deve continuar demandada.”

Neste ano, a produção de carne de frango deverá alcançar até 14,35 milhões de toneladas, volume 3,5% superior ao registrado no ano passado, com 13,85 milhões de toneladas. Para 2022, a previsão é de até 14,9 milhões de toneladas, equivalente a um crescimento de 4%. O consumo per capita deve alcançar 46 quilos, 2% acima do consumo de 2020, e com previsão de 48 quilos no próximo ano. Isso porque a carne de frango deve permanecer competitiva em relação à carne bovina, principalmente.

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Nas exportações, os embarques totais em 2021 podem chegar a 4,58 milhões de toneladas, volume 8% superior ante 2020. Entre os estados exportadores, destaque para o Paraná com 1,64 milhão de toneladas entre janeiro e novembro, volume 9% acima de 2020. Para o próximo ano, a previsão é de 4,75 milhões de toneladas exportadas, volume que supera em 5% as exportações projetadas para 2021.

CARNE SUÍNA EM ALTA
Para a carne suína, os preços ao consumidor também devem permanecer mais aquecidos. Mas ainda será muito atrativa nas gôndolas, prevê Santin. A produção deste ano deve alcançar 4,7 milhões de toneladas, 6% superior ao ano passado. Já o volume projetado para 2022 é de até 4,85 milhões de toneladas, 4% maior em relação a 2021. Com relação ao consumo per capita, a previsão é de 16,8 quilos neste ano, 5% acima do registrado no ano passado. Para 2022, o consumo previsto é 17,3 quilos, número 3% maior que o esperado para 2021.

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As projeções de embarque totais neste ano são de até 1,13 milhão de toneladas, 10,5% superior ao alcançado em 2020, Para o próximo ano, a previsão é de 1,2 milhão de toneladas, 7,5% das exportações projetadas para 2021. A ABPA sinaliza que a PSA (Peste Suína Africana) terá impactos menos no comércio global, embora continue demandado.

No caso da China, por exemplo, a produção interna do país asiático aumentou neste ano, mas deverá se estabilizar em 2022. “A China continuará como um grande cliente do país”, diz Santin. No ano passado, os chineses importaram de todo mundo, 5,28 milhões de toneladas, neste ano a previsão são 5,4 milhões e no próximo ano, 4,75 milhões de toneladas. O Brasil vem ganhando espaço na China, com 11% desse mercado em 2021, ante 9% em 2020.

CUSTOS DE PRODUÇÃO
Na produção, os custos devem continuar pressionando os preços e as margens dos produtores. Os insumos compõem 70% da composição de custos.

Desde janeiro de 2019 até dezembro de 2021, em média, o preço do milho aumentou em 124% e a soja em 127%. A saca de 60 quilos, que custava R$ 38,90, hoje está em R$ 87,10. O mesmo vale para a soja: passou de R$ 72 para R$ 163,70.

“Os produtores devem se organizar, por exemplo, comprando os cereais de inverno com antecedência”, diz Santin. A oferta tem aumentado desse tipo de insumo, entre eles aveia, trigo, centeio, cevada e triticale, da ordem de 25%. No ano passado foram 6,23 milhões de toneladas e neste ano a previsão é de 7,81 milhões de toneladas.

 

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