São Paulo cria a primeira exposição em formato drive-thru

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Luis, Mario e Mauricio: “sopro de vitalidade”

A forma usual como as pessoas consomem arte e cultura também foi reconfigurada. A experiência presencial abriu espaço para exposições online, viewing rooms e lives. Mas nada se compara a sentir de perto as cores, os traçados, as texturas, as dimensões e até o cheiro de uma obra de arte.

Com isso em mente, durante uma inquietante madrugada, o galerista Luis Maluf ficou imaginando como seria uma exposição em formato drive-thru para que, depois de tanto tempo trancado em casa, o público pudesse respirar, mesmo que da janela dos carros, arte. Convocou os sócios da Arca (um galpão de 9 mil metros quadrados na Vila Leopoldina, em São Paulo), Mario Sergio Albuquerque e Mauricio Soares, para idealizar o projeto. Reuniram obras inéditas de 18 artistas. Nascia o drivethru.art, marcado para o período entre 17 de julho e 9 de agosto. A “loucura”, noticiada globalmente, virou a cabeça de muita gente – especificamente para cima, para admirar os painéis.

Forbes: Como funciona essa experiência?

Mario Sergio Albuquerque: O galpão tem capacidade para 200 carros por dia – 20 carros a cada 30 minutos. Cada um pode estar com até quatro espectadores. Os carros percorrem um trajeto predefinido de 18 obras. No total, são 36 pessoas trabalhando no staff. O fator coronavírus trouxe algumas questões, como o controle do monóxido de carbono dentro do galpão, mas é mais fácil conter carros do que aglomerações [a dupla Soares e Albuquerque organizou o Tomorrowland, evento para 65 mil pessoas].

O formato daria certo sem a pandemia ou no pós-pandemia?

Luis Maluf: É muito do momento, e as obras que estão lá funcionam perfeitamente nesse formato. Tudo o que envolve experiência de arte e espaço expositivo também está vinculado ao momento. É o desafio que teremos no futuro do lado operacional, curatorial e também para os artistas: achar lugares que se encaixam e surpreendem o público.

O que isso traz de bônus para a cena cultural de São Paulo?

Mauricio Soares: O que nos motivou desde o início foi pensar na maneira segura de oferecer o consumo presencial de arte e emocionar as pessoas, pelo fato de elas estarem saindo de casa com a família e terem contato com uma experiência diferente de tudo o que já viram. É como um sopro de vitalidade no meio da pandemia. Esse é o maior presente que nós podemos trazer para quem mora em São Paulo.

Reportagem publicada na edição 79, lançada em agosto de 2020

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