O preço do aluguel em São Paulo teve sua 12ª alta consecutiva no mês de maio, conforme dados do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), publicado pelo FGV-Ibre.
O índice monitora quatro capitais – São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Todas as quatro cidades analisadas registraram alta no preço do aluguel residencial no mês de maio.
No caso de São Paulo, a variação foi de 0,22%, a menos intensa da amostragem. Além disso, mostrou uma desaceleração ante o mês anterior.

Entretanto, São Paulo segue com uma alta acumulada em 12 meses que chegou a 7,56% em maio. Analisando uma janela de 12 meses finda em abril, essa taxa ficava em 0,86%, mostrando uma aceleração de mais de 6 pontos percentuais (p.p.).
Olhando para as demais capitais, em maio, o preço do aluguel residencial em solo carioca saltou 0,34%, ante 0,32% da capital gaúcha e 0,64% de Belo Horizonte, que anotou a maior variação na janela em questão.
Deste modo, olhando para o recorte interanual, há um quadro mais heterogêneo, dado que três das quatro capitais desaceleraram na comparação de 12 meses. Na janela, Porto Alegre e Rio de Janeiro apresentam as quedas mais expressivas no preço do aluguel residencial.
São Paulo foi a única capital a acelerar no acumulado em 12 meses.
Índice cheio subiu 0,33%, em desaceleração
O IVAR nacional – que agrega as quatro capitais – subiu 0,33% no acumulado do mês de maio, desacelerando ante os 0,52% anotados em abril.
O acumulado em 12 meses subiu de 4,49% para 5,42%, o maior patamar desde janeiro de 2026.
“O IVAR acumulado em 12 meses ainda reflete, em grande medida, a volatilidade de 2024 a 2025. Para 2026, espera-se que os dados passem a capturar um cenário de maior estabilidade nos preços. Esse movimento tende a resultar em uma desaceleração do mercado imobiliário e em índices de indexação contratual inferiores aos registrados no mesmo período do ano anterior”, analisa Matheus Dias, economista do FGV-IBRE.
O índice é calculado com base em contratos reais de aluguel fornecidos por administradoras de imóveis a partir das quatro capitais. Assim, o IVAR acompanha o valor efetivamente pago pelo inquilino ao longo do tempo, inclusive quando um mesmo imóvel troca de locatário ou passa por reajuste contratual.
Ou seja, o índice destoa de pesquisas baseadas em preços anunciados. Nesse caso, o cálculo leva em conta o dinheiro que sai do bolso de quem mora, não o que o proprietário pede.