Os 10 novos bilionários mais notáveis de 2019

Foto Reprodução Google
No período que antecedeu a eleição presidencial de outubro de 2018 no Brasil, Luciano Hang pediu aos seus 2 milhões de seguidores no Facebook para apoiar o candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, que acabou vencendo.

Eles vêm de todos as partes do mundo – Áustria, Eslováquia, Austrália e até mesmo do Vietnã – e fizeram fortuna em todos os empreendimentos imagináveis: música e maquiagem, software e suéteres. Ao todo, 195 caras novas se juntaram ao grupo das pessoas mais abastadas do mundo em 2019, algumas delas notáveis.

LEIA MAIS: De onde vem a fortuna dos bilionários do mundo

Veja, na galeria de fotos a seguir, os 10 novos bilionários mais notáveis da lista de bilionários 2019:

  • David Steward
    País: Estados Unidos
    Patrimônio: US$ 3 bilhões
    Fonte da fortuna: provedor de TI

    Um entre oito filhos, David Steward ordenhava vacas e porcos na fazenda da família todos os dias, enquanto seu pai, para conseguir pagar as contas, trabalhava como mecânico, coletor de lixo e zelador. Depois de se formar na Central Missouri State University, ele enviou 400 currículos ao longo de três anos antes de conseguir seu emprego dos “sonhos” como vendedor na Missouri Pacific Railroad Company.

    Ele fundou a World Wide Technology, uma empresa de TI, em 1990, que conta com Citi, Verizon e o governo norte-americano entre seus clientes. Sua participação de 59% na empresa avaliada em US$ 11,2 bilhões (em vendas) fez com que ele se tornasse um dos mais ricos afro-americanos dos Estados Unidos. “Espero que isso represente que tudo é possível”, disse Steward, um apaixonado por jazz, que a fim criar um programa de estudos sobre o gênero musical, doou US$ 1,3 milhão para a Universidade de Missouri-St. Louis em 2018. “Os norte-americanos ainda vivem no maior país do mundo, e Deus abençoa os negros também”, afirmou.

  • Luciano Hang
    País: Brasil
    Patrimônio: US$ 2,2 bilhões
    Fonte da fortuna: loja de departamentos

    Depois de criar sua fortuna no varejo, Luciano Hang agora está se concentrando na política. No período que antecedeu a eleição presidencial de outubro de 2018 no Brasil, ele pediu aos seus 2 milhões de seguidores no Facebook para apoiar o candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, que acabou vencendo. Hang chegou a ameaçar deixar o país caso o adversário esquerdista de Bolsonaro, Fernando Haddad, vencesse a disputa eleitoral.

    Fora da política, as lojas de Hang estão fazendo sucesso. A Havan, uma rede de departamentos que fundou aos 24 anos, gerou um recorde de US$ 1,2 bilhão em 2017, um aumento de 40% em relação ao ano anterior. “Contrate pessoas felizes. Deixe os infelizes para a concorrência”, disse Hang.

  • Katie Rodan & Kathy Fields
    País: Estados Unidos
    Patrimônio: US$ 1,5 bilhão (cada)
    Fonte da fortuna: produtos de cuidados com a pele

    As dermatologistas aproveitaram o lucrativo mercado de cuidados com a pele para dar início à uma empresa de marketing de multinível, a Rodan + Fields, que possui US$ 1,5 bilhão em vendas e 300 mil consultores independentes que vendem, entre outros produtos, cremes antienvelhecimento. Em fevereiro, eles lançaram uma nova linha “teen acne”, um retrocesso a sua primeira reivindicação à fama, o produto Acne Proactiv. A marca decolou depois de um acordo de licenciamento com a empresa de informática Guthy-Renker, em 1995, para vender os produtos por meio de anúncios de televisão com celebridades como Jessica Simpson. Elas venderam seus direitos de royalties em 2016, e agora seu foco principal está na Rodan + Fields. Segundo Katie, seu objetivo é ajudar o máximo de pessoas possível a ter uma pele que mude suas vidas.

  • Dani Reiss
    País: Canadá
    Patrimônio: US$ 1,3 bilhão
    Fonte da fortuna: jaquetas

    Reiss, um major inglês que assumiu a pequena empresa de roupas de frio de seu avô em 2001, criou o casaco da década. O CEO da Canada Goose comercializou suas jaquetas oferecendo brindes às pessoas que passavam muito tempo no frio: seguranças de casas noturnas, exploradores polares e participantes de festivais de filmes de inverno, como os de Sundance e Toronto.

    Suas parkas, que custam mais de US$ 1 mil, são hoje conceitos de moda, comuns nas ruas de Londres, Nova York e Tóquio, e têm uma forte presença no meio das celebridades, incluindo Jennifer Lopez, Hugh Jackman e Daniel Craig. As ações subiram três vezes desde sua estreia pública há dois anos e as vendas aumentaram 46%, chegando a US$ 450 milhões em 2018. Reiss, hoje com 45 anos, manteve a fabricação em casa à medida que outras empresas terceirizaram mundo afora. “Fazer uma parca canadense no Canadá é como fazer um relógio suíço na Suíça.”

  • Tatyana Bakalchuk
    País: Rússia
    Patrimônio: US$ 1 bilhão
    Fonte da fortuna: e-commerce

    Ela é a segunda mulher na Rússia a se tornar bilionária, juntando-se ao grupo dos mais ricos do mundo graças ao sucesso de sua empresa de comércio eletrônico, a Wildberries, que faturou US$ 1,9 bilhão no ano passado. Tatyana começou o negócio em 2004, aos 28 anos, em seu apartamento em Moscou, enquanto passava por uma licença maternidade. Ela percebeu a dificuldade para ela e outras jovens mães em comprar roupas para si mesmas tendo um recém-nascido em casa. Seu marido, Vladislav, um técnico da área de tecnologia da informação, logo se juntou a ela para ajudar no crescimento do negócio. Hoje, a Wildberries vende 15 mil marcas de roupas, produtos domésticos e outros itens, e conta com cerca de 400 mil pedidos por dia, além de 2 milhões de visitantes diários na Rússia, Cazaquistão, Armênia e Quirguistão.

  • Safra Catz
    País: Estados Unidos
    Patrimônio: US$ 1 bilhão
    Fonte da fortuna: Oracle

    Em duas décadas na Oracle, Safra, ex-banqueira de investimentos e agora co-CEO da companhia de software, tem todos os créditos sobre a agressiva estratégia de aquisições da Oracle, que inclui duas compras hostis. Em janeiro de 2005, a companhia adquiriu a rival PeopleSoft por US$ 11 bilhões depois de 18 meses de negociações. O valor é mais do que o dobro da oferta original. Três anos depois, em abril de 2008, adquiriu a BEA Systems por US$ 8,5 bilhões, um negócio que também envolveu Carl Icahn, um investidor corporativo bilionário que, além de tudo, era acionista da BEA e pressionou a empresa a fazer o acordo com a Oracle. “Eu não posso falar sobre [trabalhar com Icahn] em sessão aberta”, disse Safra em um discurso de formatura em maio de 2019 na Wharton School. “Seria sem graça.”

  • David Fattal
    País: Israel
    Patrimônio: US$ 1 bilhão
    Fonte da fortuna: hotéis

    Filho de iraquianos que foram para Israel como refugiados, Fattal começou a trabalhar em hotéis aos 23 anos como recepcionista. Também teve outros empregos – mensageiro, segurança, vendedor – antes de fundar sua própria empresa hoteleira em 1999. “Desde o dia em que entrei na indústria hoteleira, me apaixonei”, disse ele. “Existe glamour nisso.”

    Começar um negócio em Israel seria difícil, especialmente para um homem que se baseia no turismo. O segundo conflito com os palestinos começou em 2000 e durou vários anos. Fattal, no entanto, prosperou ao almejar turistas locais, em vez de internacionais, e persuadiu os proprietários de hotéis a mudar de marcas globais para as suas, que eram mais acessíveis.

    Hoje, a Fattal Hotels, que abriu seu capital em fevereiro de 2019, possui e opera 40 localidades em Israel e nos hotéis da rede Leonardo, na Europa. “Quando você está se aproximando dos hóspedes, é como se estivesse em um palco. Você tem que ser cortês, e eu sempre senti que era meu trabalho manter a atmosfera para pessoas felizes.”

  • Kylie Jenner
    País: Estados Unidos
    Patrimônio: US$ 1 bilhão
    Fonte da fortuna: cosméticos

    Aos 21 anos, Kylie Jenner é a bilionária mais jovem de todos os tempos, ganhando uma fortuna de dez dígitos mais cedo do que Mark Zuckerberg, que entrou para a lista de bilionários aos 23 anos, em 2008. “Eu não esperava nada, não previ o futuro”, disse ela. “Mas o reconhecimento é muito bom. Isso é um belo tapinha nas costas.” A jovem empreendedora é a proprietária única da Kylie Cosmetics, a empresa de beleza que, com somente três anos de vida, faturou US$ 360 milhões em vendas no último ano. A maior parte da receita da empresa vem do comércio eletrônico. Mas a Kylie Cosmetics também tem um novo acordo com a Ulta, que coloca seus produtos em todas as 1.163 lojas dos EUA. “Isso serve para que as pessoas que nunca comprariam meus produtos ou até mesmo para que aqueles que não são meus fãs possam vê-los pessoalmente.”

  • Daniel Ek
    País: Suécia
    Patrimônio: US$ 2,2 bilhões
    Fonte da fortuna: Spotify

    Um IPO de sucesso no ano passado foi música para os ouvidos de Ek. O Spotify, serviço de streaming de música que fundou há 13 anos, agora tem um valor de mercado de US$ 24 bilhões. Mas ainda não teve um ano lucrativo, uma vez que seu foco está em canalizar dinheiro para outras aquisições. Em fevereiro, o Spotify anunciou a compra, por US$ 340 milhões, das empresas de podcast Gimlet Media e Anchor FM. Ek fundou o Spotify em 2006, mas, antes disso, ele se viu à deriva como um milionário aos 20 anos de idade – indo à festas e dirigindo uma Ferrari Modena vermelha – depois de uma passagem por outra empresa de tecnologia sueca. “Eu estava profundamente em dúvida sobre quem eu era e sobre quem eu queria ser”, disse em 2012. “Eu pensei que queria ser um cara muito mais legal do que eu era.”

  • Kenny Park
    País: Coreia do Sul
    Patrimônio: US$ 1 bilhão
    Fonte da fortuna: bolsas

    “Nunca pretendi chegar tão longe”, disse Kenny Park, cujo pai era dono de uma empresa de pesca. Mas ele fez sua fortuna fazendo bolsas e acessórios para grifes norte-americanas como Michael Kors, Coach, Mark Jacobs e Alexander Wang. Sua empresa, a Simone Accessories, batizada com o nome de sua esposa, da qual detém 62% com a família, produz cerca de 30 milhões de bolsas e carteiras por ano em suas fábricas no Vietnã, Camboja, Indonésia e China.

    A maior oportunidade de Park surgiu em 1987, depois que ele foi de Seul para a cidade de Nova York com uma sacola de amostras. Fez aos executivos da Donna Karan uma oferta para o fornecimento de malas por quase 30% menos do que pagavam a seus fornecedores europeus, mas com uma ressalva: um rótulo “Made in Korea”. Relutante no início, a grife de luxo concordou com um pedido experimental, e, no ano seguinte, passou a ser um cliente-chave que permanece até hoje.

David Steward
País: Estados Unidos
Patrimônio: US$ 3 bilhões
Fonte da fortuna: provedor de TI

Um entre oito filhos, David Steward ordenhava vacas e porcos na fazenda da família todos os dias, enquanto seu pai, para conseguir pagar as contas, trabalhava como mecânico, coletor de lixo e zelador. Depois de se formar na Central Missouri State University, ele enviou 400 currículos ao longo de três anos antes de conseguir seu emprego dos “sonhos” como vendedor na Missouri Pacific Railroad Company.

Ele fundou a World Wide Technology, uma empresa de TI, em 1990, que conta com Citi, Verizon e o governo norte-americano entre seus clientes. Sua participação de 59% na empresa avaliada em US$ 11,2 bilhões (em vendas) fez com que ele se tornasse um dos mais ricos afro-americanos dos Estados Unidos. “Espero que isso represente que tudo é possível”, disse Steward, um apaixonado por jazz, que a fim criar um programa de estudos sobre o gênero musical, doou US$ 1,3 milhão para a Universidade de Missouri-St. Louis em 2018. “Os norte-americanos ainda vivem no maior país do mundo, e Deus abençoa os negros também”, afirmou.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Forbes no Facebook: http://fb.com/forbesbrasil
Forbes no Twitter: http://twitter.com/forbesbr
Forbes no Instagram: http://instagram.com/forbesbr

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).