Sobre Lennon Medeiros
Da Baixada Fluminense aos fóruns globais, Lennon Medeiros transformou a própria história em motor de ação climática. Cofundador da Visão Coop, ele lidera a prototipagem de tecnologias de regeneração e adaptação, unindo inteligência comunitária, natural e computacional. O início foi no curso de letras na PUC-Rio. “De Queimados até a Gávea, gastava três horas, de moto, trem, metrô e ônibus. Quando um deles atrasava, perdia aulas e, por isso, também perdi a bolsa. Fiz Enem de novo, iniciei o curso de ciências sociais na UFRRJ, acumulei experiência como conselheiro governamental de meio ambiente da Casa Fluminense, como embaixador da Open Knowledge e no grupo de pesquisa do ITS Rio”, conta. A virada veio em 2013, quando a pior enchente que Queimados já havia visto destruiu parte da casa da família de sua companheira. “Eles reconstruíram a casa e adaptaram toda a rua”, conta. A partir dali, passou a mobilizar vizinhos, organizou um mutirão de 150 voluntários para mapear vulnerabilidades e apoiar a Defesa Civil. Assim nasceu, em 2020, a Visão Coop, um movimento que se tornou startup. O trabalho, que reúne pessoas do território e de ciência e tecnologia, rompeu o ciclo de danos graves provocados por enchentes em Queimados. “Se a cidade voltar a sonhar, a sociedade consegue se reinventar”, afirma. O reconhecimento o levou ao BNDES Garagem, ao Top 100 do Sebrae Startups e ao cargo de coordenador ambiental do Startup20, no G20, em que estruturou modelos econômicos para a inovação climática. Representou o Brasil em Climate Weeks, como as de Nova York e Londres, e foi destaque na COP30, desenhando a metodologia do Mutirão Global pelo Clima.