Sobre Lucas Mota Bomfim
É difícil extrair de Lucas Mota Bomfim alguma declaração de orgulho por suas conquistas. Tudo é mérito da equipe, ideia que surgiu nas visitas a lojas, evolução natural do negócio… Esse senso de trabalho coletivo é justamente o que o destaca nos negócios. “Sala de diretor? Eu tenho uma… mas nunca sentei nela”, diz. “Fico junto com o time.” Não só com o time direto, de cerca de 20 pessoas, mas com os gerentes, supervisores, coordenadores em toda a rede da Centauro, a principal vendedora de material esportivo da América Latina, com faturamento de R$ 7,48 bilhões nos 12 meses até setembro. “Este ano eu visitei mais de cem lojas, de Manaus até Rio Grande, no extremo sul do país”, contabiliza. Foi seu primeiro ano como diretor comercial, na área de futebol, uma das quatro da empresa. Antes disso fez uma rotação pelos diversos departamentos, como preparação para suceder o pai, Sebastião Bomfim Filho, o fundador, hoje presidente do conselho de administração. A promoção de Lucas, formado em administração, coincide com um momento de revitalização da empresa: o faturamento tem crescido a uma média de 8% ao ano. “O esporte está em alta, as pessoas querem mais com qualidade de vida”, avalia. “E nós fizemos uma reorganização que permite olhar a operação no detalhe.” Uma dessas mudanças foi voltar a ter um diretor de futebol. Fez diferença. Lucas percebeu, por exemplo – como sempre, em conversas com gerentes de lojas –, que era preciso voltar a vender camisetas de times menores. Outra realização: o lançamento da bola da próxima Copa do Mundo, simultâneo em todas as lojas, foi o maior da história no Brasil. “As vendas de artigos relacionados à Copa estão muito maiores do que na Copa passada.”