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Petrobras, PRIO e Vibra lideram giro bilionário da Bolsa em 2026

Empresas do setor de petróleo, combustíveis e gás movimentaram R$ 356,9 bilhões na B3 entre janeiro e abril

3 min

Com o mercado mais agitado no mundo, ações de empresas de petróleo, combustíveis e gás lideraram as negociações da Bolsa brasileira. Apenas em março, o setor movimentou R$ 133,1 bilhões na B3, o maior volume financeiro registrado em 2026, segundo levantamento da Datawise+, plataforma da bolsa brasileira.

O valor de março ficou 35,5% acima do registrado em abril, quando o setor movimentou R$ 98,2 bilhões, e mais que o dobro de fevereiro, que havia fechado em R$ 56,7 bilhões. Em janeiro, o volume negociado havia sido de R$ 68,8 bilhões. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as empresas do setor movimentaram R$ 356,9 bilhões na Bolsa.

O avanço coincidiu com um período em que o petróleo chegou a operar próximo ou acima de US$ 100 por barril, impulsionado por incertezas geopolíticas e preocupações envolvendo a oferta global da commodity. Em momentos de maior instabilidade externa, investidores costumam ampliar a exposição a setores ligados a commodities e empresas de maior liquidez na Bolsa.

Desempenho das empresas

A Petrobras concentrou boa parte das negociações. O volume negociado com ações da estatal saltou de R$ 34,5 bilhões em fevereiro para R$ 85 bilhões em março, uma alta de aproximadamente R$ 50 bilhões em apenas um mês. Em abril, a companhia ainda movimentou R$ 65,1 bilhões. No acumulado do quadrimestre, os papéis da empresa negociaram R$ 228 bilhões, disparado o maior volume do setor.

A PRIO registrou um dos maiores avanços do período. O volume negociado com ações da petroleira passou de R$ 10,3 bilhões em fevereiro para R$ 30,2 bilhões em março. Em abril, o número recuou para R$ 17,1 bilhões, mas ainda acima do registrado no início do ano. No acumulado de janeiro a abril, a companhia movimentou R$ 69 bilhões na Bolsa.

Entre as distribuidoras de combustíveis, a Vibra negociou R$ 6,3 bilhões em março, acima dos R$ 5 bilhões registrados em fevereiro. A empresa encerrou abril com R$ 5,87 bilhões em negociações e acumulou R$ 21,9 bilhões no quadrimestre.

A Brava Energia também apresentou crescimento relevante ao longo do período. O volume negociado passou de R$ 2,1 bilhões em fevereiro para R$ 4,9 bilhões em março e chegou a R$ 5,8 bilhões em abril. No acumulado do ano, a companhia movimentou R$ 17 bilhões.

Já a Ultrapar, dona da rede Ipiranga, negociou R$ 4,2 bilhões em março, acima dos R$ 3 bilhões registrados em fevereiro. Entre janeiro e abril, a companhia movimentou R$ 13 bilhões na Bolsa.

A PetroReconcavo movimentou R$ 1,4 bilhão em março, contra R$ 785 milhões em fevereiro, encerrando o quadrimestre com R$ 4 bilhões em negociações. A Raízen, por outro lado, teve trajetória mais fraca. Depois de movimentar R$ 716 milhões em fevereiro, a companhia fechou abril com R$ 191 milhões. No acumulado dos quatro meses, o volume negociado foi de R$ 2,2 bilhões.

Entre as menores empresas do setor listadas na B3, a OceanPact movimentou R$ 390,3 milhões no quadrimestre, enquanto a Azteq acumulou R$ 98 milhões. Lupatech, Refinaria de Manguinhos e OSX Brasil registraram volumes mais modestos, de R$ 15 milhões, R$ 735 mil e R$ 316 mil, respectivamente

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