Ela tem uma tarefa difícil: explicar, todos os dias, as vicissitudes da economia brasileira para investidores brasileiros e internacionais. Economista graduada e com mestrado pela PUC do Rio de Janeiro, Solange Srour, diretora de macroeconomia para Brasil do UBS Global Wealth Management, é um dos destaques da lista Forbes 50 Over 50.
A executiva se define como uma pessoa curiosa. “Essa curiosidade ampla acabou sendo decisiva para o tipo de profissional que me tornei: não consigo deixar de estar a par do que acontece no mundo em todas as áreas”, diz ela.
A disciplina lhe permitiu o que ela considera uma de suas principais realizações: ser reconhecida por análises que ultrapassam o universo do mercado financeiro. “Conseguir levar discussões técnicas, sobre política fiscal, inflação e juros, para um público mais amplo, e de alguma forma contribuir para o debate público no Brasil”, afirma.
“Poder traduzir um conhecimento técnico de forma acessível, sem perder rigor, e ver que ele chega a pessoas fora do meu círculo profissional, é algo que valorizo profundamente.”
Sua carreira transcorreu quase que totalmente no mercado financeiro. Começou a trabalhar como economista na Mellon Brascan em 2001 e passou cerca de 15 anos na gestora de recursos carioca ARX.
Transferiu-se para o banco suíço Credit Suisse em 2020 e permaneceu na casa quando a instituição financeira foi adquirida pelo conterrâneo UBS.
Qual é o conselho para alguém que quer seguir a mesma carreira? “Busque logo uma experiência profissional fora do Brasil”, diz. “Quando você vive dentro de outro sistema, passa a entender a economia e o mercado financeiro com óticas diversas. Num mundo cada vez mais interconectado, mas também mais fragmentado, ter passado por experiências em diferentes geografias se tornou um diferencial real.”
*Reportagem publicada na edição 142 da revista Forbes, em junho de 2026.