Bill e Melinda Gates doam US$ 100 milhões para coronavírus, depois de pedido da OMS

GettyImages/ CBS Photo Archive
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A doação será usada para a pesquisa de uma vacina e para proteger populações em risco na África e no sul da Ásia

Bill e Melinda Gates estão doando US$ 100 milhões para os esforços de pesquisa de vacinas contra o coronavírus, como parte do pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS) de US$ 675 milhões em contribuições globais para combater a propagação da doença.

O maior número de casos foi registrado nas 24 horas que antecederam a conferência de imprensa da OMS hoje (5), disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da entidade. O número total de infecções agora ultrapassa 24 mil.

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Apesar do aumento no número de pacientes, Ghebreyesus afirma que existe uma “janela de oportunidade” para “controlar este surto”, porque apenas 190 casos são confirmados fora da China.

A OMS deseja usar os US$ 675 milhões solicitados para um plano de resposta de três meses, com US$ 60 milhões destinados para financiar suas operações, enquanto o restante será destinado a países em risco com sistemas de saúde menos robustos.

Além de focar na pesquisa de vacinas e diagnóstico, a doação de US$ 100 milhões da Fundação Gates será usada para proteger populações em risco na África e no sul da Ásia.

“Essa resposta deve ser guiada pela ciência, não pelo medo, e deve se basear nos passos que a Organização Mundial da Saúde adotou até o momento”, disse o CEO da Fundação Gates, Mark Suzman, em comunicado.

Durante uma conferência de imprensa ontem (4) a diretora de Riscos para Infecções da OMS, Dra. Sylvia Briand, disse que o surto de coronavírus não foi classificado como uma pandemia, mas a organização declarou o coronavírus uma emergência internacional de saúde pública em 30 de janeiro.

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Segundo Ghebreyesus, “US$ 675 milhões é muito dinheiro, mas muito menor do que a conta que enfrentaremos se não investirmos em preparação agora durante a janela de oportunidade que temos”.

Das cerca de 24 mil pessoas infectadas, mais de 490 morreram. A doença, que começou no mercado de alimentos em Wuhan em dezembro, se espalhou para quase 30 países e impactou o turismo e as viagens locais. Empresas como McDonald’s, Starbucks, IKEA, Hyundai, Tesla, Disney e outras empresas fecharam temporariamente suas portas nas áreas afetadas. Vários navios de cruzeiro foram colocados em quarentena depois que os passageiros foram testados para o vírus.

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