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12 países das Américas estão em alerta máximo por causa da gripe aviária

Brasil não está na lista da Organização Pan-Americana de Saúde, mas por conta própria já colocou seu sistema sanitário em atenção máxima

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agro_aveBgeorgeclerk_GuettyimagesAnimais infectados com a gripe aviária precisam ser sacrificados

A OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) vem monitorando a gripe aviária nas Américas e fazendo alertas sobre a situação do vírus dessa enfermidade que ataca aves domesticadas, aves silvestre e também, raramente, pode acometer humanos. A OPAS é uma agência internacional de saúde animal, com sede em Washington e ligada à OMS (Organização Mundial da Saúde), subordinada à Organização das Nações Unidas.

Em meados de janeiro, a OPAS emitiu um alerta em resposta à crescente detecção de surtos de gripe na região e à recente confirmação do primeiro caso de infecção humana de gripe aviária A(H5) na América do Sul.

LEIA MAIS:  Gripe aviária: por que ela é perigosa aos animais e como ficam os humanos

Na região, o vírus da influenza A(H5N1) foi identificado pela primeira vez em aves domésticas e selvagens em dezembro de 2014, na América do Norte. Desde então e até a primeira semana de janeiro de 2023, a OPAS listou os seguinte países: Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Honduras, México, Panamá, Peru e Venezuela. Nestes dias, mais dois países, ainda oficialmente fora da lista da OPAS, detectaram a presença do vírus: Uruguai e Argentina. O Brasil não registrou nenhum caso da doença e está fora da lista, mas, por conta própria o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) também já determinou máxima atenção sanitária.

OPAS alerta para o controle da infecção nas aves

No alerta epidemiológico emitido no dia 11 de janeiro, a OPAS enfatizou a importância do controle da infecção em aves como a principal medida para reduzir o risco para os seres humanos e recomendou que os países reforcem a vigilância da gripe sazonal e zoonótica nas populações animais e humanas.

A OPAS também reiterou suas diretrizes sobre diagnóstico precoce de laboratório em amostras humanas e animais e a respectiva investigação de casos e contatos, e recomendou que estas e outras ações de vigilância, prevenção e controle sejam realizadas em coordenação entre os setores de saúde, agricultura e meio ambiente.

As infecções deste vírus em humanos, que muitas vezes podem ter sintomas graves, têm sido muito menos frequentes. Mas sempre que o vírus da gripe aviária circula entre as aves, há um risco de casos humanos esporádicos. Até agora, duas infecções humanas foram confirmadas na região: a primeira em abril de 2022 nos Estados Unidos e a segunda em 9 de janeiro de 2023 no Equador.

Em geral, os casos humanos são ocasionais e, quando ocorrem, não se espalham facilmente de pessoa para pessoa. Entretanto, existe o risco de estabelecer uma transmissão sustentada de pessoa para pessoa e pode eventualmente levar a um surto ou mesmo a uma pandemia.

As pessoas em risco são aquelas expostas a aves infectadas (domésticas, silvestres ou em cativeiro), tais como criadores de aves e pessoal envolvido no controle de surtos. Os profissionais da saúde também estão em risco de infecção se não forem observadas medidas adequadas de prevenção e controle. A OPAS recomenda o uso de equipamentos de proteção individual e outras medidas de higiene e saneamento.

Mais de 150 milhões de aves já foram sacrificadas em diversos países do mundo. Em humanos, de 2003 a 11 de novembro de 2022, foram registrados um total 868 casos de infecção por influenza em todo o mundo, com 457 mortes em 21 países.

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