1. Início
  2. /
  3. Forbes Agro
  4. /
  5. StoneX reduz previsão de safra de trigo do Brasil, mas ainda vê recorde
Forbes Agro

StoneX reduz previsão de safra de trigo do Brasil, mas ainda vê recorde

O estado do Rio Grande do Sul foi o maior produtor de trigo do Brasil no ano passado

2 min
Trigo
Wenderson Araujo/Trilux/CNAA estimativa de produção de trigo foi reduzida em 2,3% ante a previsão de julho, mas ainda deverá superar ligeiramente o recorde do ano passado

A safra de trigo do Brasil 2023/24, cuja colheita está começando, está estimada em recorde de 11,19 milhões de toneladas, ainda que os números apontem para uma produção abaixo das projeções iniciais, afirmou nesta quarta-feira (16) a consultoria StoneX.

A estimativa de produção foi reduzida em 2,3% ante a previsão de julho, mas ainda deverá superar ligeiramente o recorde do ano passado, de 11,14 milhões de toneladas.

Leia também

“O principal responsável por essa queda da produção esperada foi o ajuste da área plantada do Rio Grande do Sul para baixo, com a queda acentuada das cotações tendo influenciado o plantio em algumas regiões do Estado, desestimulando parte dos produtores”, disse a StoneX.

O Rio Grande do Sul foi o maior produtor de trigo do Brasil no ano passado.

“Pelo lado da produtividade, houve estabilidade, com as perspectivas se mantendo bastante positivas”, acrescentou a StoneX.

A importação de trigo pelo Brasil foi estimada em 5,77 milhões de toneladas em 23/24, estável ante julho, mas crescimento de 27,9% ante 22/23.

Já a exportação do cereal pelo Brasil em 23/24 foi prevista em 2,49 milhões de toneladas, ante 2,24 milhões na previsão de julho e 2,66 milhões de toneladas em 22/23.

“O balanço de oferta e demanda da safra 2023/24 trouxe um recuo na estimativa de estoques finais, que ficou em 1,46 milhão de hectares. Esse resultado foi influenciado tanto pela queda na produção esperada para o ciclo em andamento, quanto pelo aumento estimado para as exportações, além dos estoques iniciais mais baixos”, afirmou.

Segundo a consultoria, após a finalização do ano-safra 2022/23 (agosto a julho), identificou-se um número de importação “um pouco abaixo do que o esperado anteriormente”, impactando a oferta e os estoques finais do ciclo passado, com reflexos também na safra nova.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.