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Strategie Grains reduz previsões para safra de trigo da UE

Meses de chuvas fortes na França pioraram as perspectivas, com a produção de trigo agora prevista para ser a menor desde 1986

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A Strategie Grains reduziu a previsão mensal para a produção e as exportações de trigo “soft” da União Europeia. A drástica redução aponta  para o nível mais baixo em seis anos, diante dos rendimentos piores que o esperado na França e na Alemanha. Ambos os países foram atingidos pelas chuvas.

A projeção da consultoria para a principal safra de cereais da UE foi reduzida para 116,5 milhões de toneladas métricas, abaixo das 122,3 milhões de toneladas previstas em julho e agora 8,4% inferior à safra da última temporada.

Meses de chuvas fortes na França pioraram as perspectivas para o maior produtor e exportador de trigo da UE, com a produção de trigo agora prevista em 25,6 milhões de toneladas, 27% abaixo do ano passado e a menor desde 1986. A previsão é ligeiramente superior à da empresa francesa da Argus Media, ex-Agritel, divulgada na terça-feira.

“Um desenvolvimento importante para este relatório é a grande revisão para baixo da produção de trigo em um momento em que as colheitas ainda estão ocorrendo nos países do norte da UE”, disse a Strategie Grains.

“Além disso, muitos países da UE estão relatando problemas relacionados à qualidade dos grãos, principalmente pesos específicos e níveis de proteína. A Romênia e a Bulgária são os únicos países a produzir grãos de boa qualidade este ano”, acrescentou.

A produção mais baixa, a demanda lenta e a falta de competitividade em comparação com outras origens devem provocar uma queda acentuada nas exportações da UE nesta temporada, agora prevista em 26,9 milhões de toneladas, 20% abaixo dos 33,6 milhões estimados para 2023/24.

Para a cevada, a Strategie Grains reduziu sua perspectiva de produção na UE para 50,6 milhões de toneladas, de 51,3 milhões de toneladas em julho, embora isso representasse um aumento de 6% em relação à safra atingida pela seca do ano passado.

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Para o milho, a previsão de colheita foi reduzida de 62,0 milhões de toneladas para 60,0 milhões de toneladas em julho, após condições de crescimento muito quentes e secas na Romênia e na Bulgária. Espera-se agora que a produção fique 4,5% abaixo do nível do ano passado.

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