14,5 bilhões: esse é o prejuízo estimado por ano causado pela mortalidade de bezerros no Brasil. Uma perda silenciosa, muitas vezes naturalizada pelo pecuarista. Ou seja, a gente se acostuma.
Mas essa perda estimada pela Terra Desenvolvimento Agropecuário compromete diretamente a rentabilidade do negócio e a eficiência da cadeia como um todo. O país tem cerca de 230 milhões de cabeças, segundo o IBGE. das quais consideramos 30% de vacas matrizes. Somente a taxa de mortalidade de bezerros pode chegar a 15% da produção.
Traduzindo em números, significa que cerca de 6,75 milhões de bezerros perdidos entram no nascimento da desmama. A conta é simples. Com o valor médio de R$ 12,00 o quilo, o peso de 180 quilos por bezerro, o resultado é um rombo bilionário. E o mais alarmante, a maior parte dessas perdas pode ser evitada aplicando as boas práticas de bem-estar animal.
Com esse foco, por exemplo, reduzimos as perdas de 14% para 2,3% no Orvalho das Flores. Portanto, esse ganho é factível, constatado por nós. Os ajustes precisam ser feitos antes do nascimento, com manejo calmo em todo o processo reprodutivo e a correta nutrição das fêmeas que entrarão em reprodução.
Depois, seguir por toda a fase da gestação, até os primeiros cuidados com os bezerros. É preciso ter atenção, calma, cuidados com a nutrição, saúde, ambiente, sombra, fazer ajustes de boas práticas com os recém-nascidos e todo o monitoramento. Se a mortalidade fosse reduzida de 15 para 4, o setor deixaria de perder quase 5 milhões de bezerros por ano ou 10,7 bilhões de reais.
Cuidar dos bezerros é mais do que uma questão de bem-estar animal. É um passo estratégico, econômico e urgente. É uma mudança que não requer investimentos, mas uma decisão de inserir as boas práticas de bem-estar animal na rotina da fazenda. Faça as contas. Pense nisso.