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BrazilFoundation Arrecada R$ 2,5 Milhões em Noite de Gala e Recordes em São Paulo

Celebrando 25 anos de impacto, evento na Casa Fasano reuniu empresários e personalidades de peso para homenagear nomes como Ronaldo e Celina Locks, Ana Eliza Setúbal e Flávia Alessandra

10 min

Na última terça-feira (2), a Casa Fasano recebeu a edição 2025 do Gala São Paulo da BrazilFoundation, em uma noite que celebrou não apenas os 25 anos da instituição, mas o poder da filantropia em um momento de reconexão. Sob o tema “Honrando o passado, celebrando o futuro”, o evento superou a meta de R$ 2 milhões e arrecadou R$ 2,5 milhões, destinados a fortalecer organizações sociais nas áreas de educação, equidade e meio ambiente.

Como Media Partner oficial, a Forbes Brasil acompanhou de perto a movimentação de um salão repleto de empresários, personalidades da mídia e nomes influentes da sociedade. “Estamos super agradecidos pela parceria com a Forbes. Me dá muita emoção”, disse Tiffany Kearney, presidente e CEO da BrazilFoundation. Para a executiva, o retorno do gala a São Paulo em uma data tão simbólica reforça a missão iniciada pela fundadora Leona Forman: “Ela criou essa ideia de fazer a ponte entre os recursos de um lado e as organizações sociais do outro, que estão fazendo realmente uma transformação social no Brasil”.

A noite foi conduzida por um trio de peso: a bailarina Ingrid Silva, a comunicadora Silvia Braz e o jornalista Hugo Gloss. “É uma responsabilidade muito grande. Os projetos da BrazilFoundation são incríveis, têm uma atuação muito sólida e confiável”, destacou Silvia. Já Ingrid Silva, em sua sétima vez como mestre de cerimônias da fundação, reforçou seu vínculo antigo: “É uma instituição que eu apoio já tem muitos anos e que apoia vários projetos sociais em forma de transformação”.

Entre os homenageados, o clima era de colaboração. Ronaldo Nazário e Celina Locks receberam o Prêmio de Filantropia Familiar, reconhecendo o trabalho conjunto da Fundação Fenômenos. “É super importante unir forças, unir fundações”, afirmou o casal. “Estamos honrados de receber esse prêmio e dividir um pouco da nossa história enquanto Fundação Fenômenos”.

Lu PreziaRonaldo Nazário e Celina Locks

Ana Eliza Setubal, à frente do Oportunidade do Bem, foi agraciada com o Prêmio de Liderança Filantrópica. “Eu acho que o mais importante na iniciativa de cada um de nós é a materialização do bem. Fazer o bem, todos nós sabemos como funciona. Mas a questão é materializar isso, transformando vidas, trazendo impacto social”, disse.

Já a atriz e empresária Flávia Alessandra, embaixadora da BrazilFoundation há uma década, recebeu o Prêmio Solidariedade em Ação. Acompanhada do marido, Otaviano Costa, ela se emocionou ao relembrar sua trajetória. “Foi amor à primeira vista por todo o espírito deles, não só de resultado, mas de organização, de empenho, de transparência”, contou Flávia. Otaviano complementou, ressaltando a importância da confiança na filantropia: “A gente quer primeiro que seja uma coisa absolutamente honesta, verdadeira, com propósito, para que a gente possa mergulhar de cabeça”.

Para Taciana Veloso, chair do evento e sócia da Index Conectada, a noite foi a culminação de um esforço coletivo. “É uma noite muito especial que reúne grandes doadores, grandes almas dispostas a contribuir para um Brasil melhor e honrar o legado da Leona Forman”, celebrou.

Veja quem marcou presença no gala de 25 anos da BrazilFoundation

Leilão disputado e recorde

Entre mesas cheias e salão atento, o leilão beneficente rapidamente assumiu o protagonismo da noite. Bastaram os primeiros lotes para o ritmo acelerar: plaquetas levantadas em segundos, disputas animadas e uma sucessão de experiências, joias e obras de arte mudando de mãos.

Logo nos primeiros lotes ficou claro que ninguém estava ali apenas para “olhar”. O salão cheio, mesas disputadas por empresários, filantropos, artistas e amigos da fundação, e um telão exibindo destinos dos sonhos preparavam o terreno para a primeira disputa acalorada: quatro noites no Txai Resort Spa, em Itacaré, na Bahia, com direito a bangalô de luxo, banheira e experiência gastronômica exclusiva.

Avaliada em cerca de R$ 23 mil, a estadia começou “barata” no martelo, com o leiloeiro cravando R$ 5 mil como lance inicial “para animar a sala”. Em poucos segundos, os valores dispararam: 7 mil, 10 mil, 14 mil, 20 mil… até chegar a R$ 36 mil, arrematados pela plaqueta 30.

Lu PreziaObra de Kobra leiloada na noite de 25 anos da BrazilFoundation

Se a Bahia aqueceu o começo do leilão, as joias da Vivara incendiaram a generosidade da plateia. A marca, parceira de longa data da BrazilFoundation, levou ao palco peças da coleção Majesta. Primeiro, brincos em ouro amarelo com diamantes em formato de gota, joia que o leiloeiro descreveu como “para entrar e iluminar qualquer sala”. No site da marca, a peça aparece por R$ 40.990. No salão da Casa Fasano, o jogo começou em R$ 15 mil, mas rapidamente ganhou ritmo: 20 mil, 24 mil, 28 mil, 30 mil. Depois de idas e vindas entre as mesas, a peça foi finalmente arrematada por R$ 32 mil pela plaqueta 8, sob aplausos.

Na sequência, para “fechar o look”, entrou o colar rígido da mesma coleção. Com valor de mercado em torno de R$ 80 mil, começou em 25 mil e virou um verdadeiro duelo de elegância: 32 mil, 36 mil, 40 mil (“metade do preço da loja!”, reforçava o leiloeiro), 46 mil… até bater o martelo em R$ 46 mil, para a plaqueta 39.

Se as joias brilhavam, as artes plásticas sustentaram alguns dos momentos mais simbólicos da noite. Uma obra de Taly Cohen, da série Sol de Primavera, representando a força da arte contemporânea brasileira, foi o ponto de partida: começou em 5 mil e, entre lances firmes de colecionadores já conhecidos da casa, chegou a R$ 35 mil, ficando com Celina Locks e Ronaldo, grandes apoiadores da instituição.

Mas foi a escultura em alumínio de Rizza Bomfim que transformou o salão em arena. Peça de presença forte, da artista que ocupa espaços públicos como a Avenida Paulista e a Praça das Artes, começou em 10 mil e, em poucos minutos, já estava em 40 mil. Os lances seguiram quase coreografados: 52 mil, 60 mil, 72 mil, 90 mil, 100 mil… até estacionar em R$ 115 mil, arrematada pela plaqueta 12.

Entre um lote de arte e outro, experiências pelo mundo reforçavam o caráter global do leilão. Uma estadia no hotel & spa Le Barthelemy, em St. Barth, com acesso a spa exclusivo, coquetéis privados e programa de apoio a recifes de coral, começou em R$ 31 mil e foi escalando até R$ 42 mil.

Pouco depois, um dos lotes mais comentados: o safári Wild Wonders em Botswana, três noites em camp de alto padrão da Wilderness, referência mundial em conservação. Avaliada em cerca de R$ 120 mil, a experiência começou em 40 mil e virou um giro de globetrotters filantropos: lances de 50, 60, 70, 75, 80, 85, 90 mil… Até que, em R$ 90 mil, o martelo desceu, com o lote indo para a mesa 9.

O ápice emocional do leilão, porém, ficou reservado para a arte urbana. Em vídeo exibido no telão, Eduardo Kobra apareceu falando diretamente aos convidados. Contou sobre o peso de sua obra em projetos sociais, lembrou de um leilão recente em Nova York – onde uma peça menor havia sido arrematada por US$ 98 mil – e apresentou a obra criada especialmente para a noite: “Spiral Ballet”, tela de 1,60 m por 1,20 m, com o clássico jogo de cores, formas geométricas e movimento que marcam sua carreira.

Depois do momento Kobra, a atenção se voltou para um dos lotes mais aguardados pelo público: um almoço na casa da Sabrina Sato, na Fazenda Boa Vista, preparado por ela mesma. O lote começou tímido nos lances, mas rapidamente ganhou tração. Da fileira da direita veio o primeiro movimento aos R$ 18 mil; logo depois, a plaqueta 19 colocou R$ 20 mil na mesa. A disputa seguiu em ritmo firme: 22 mil com a plaqueta 36, 24 mil de volta na 19, 26 mil pela esquerda, 28 mil… até chegar aos R$ 36 mil, quando o martelo finalmente desceu.

Em seguida, entrou na tela mais um combo disputado: Carnaval com Sabrina Sato no Rio de Janeiro, com acesso VIP ao Camarote Nº1, na Marquês de Sapucaí, na terça-feira de Carnaval. A experiência oferecia bastidores, interação com passistas e a chance de acompanhar de perto a entrada de Sabrina como rainha da bateria da Vila Isabel – noite histórica para qualquer fã de samba. O lote já começou acelerado: 10 mil, 12 mil, 20 mil, 24 mil, 30 mil, 32 mil… até saltar para 40 mil no centro da sala. Daí em diante, virou corrida de resistência: 42 mil, 44 mil, 46 mil, e o lance final – R$ 50 mil, arrematado por Ronaldo, sob aplauso geral.

A sequência manteve o mesmo clima. O hotel Atlantis The Royal, em Dubai – símbolo da nova hotelaria ultra high-end do Oriente Médio – trouxe ao palco duas noites para duas pessoas, com café da manhã diário, acesso ao centro fitness, wellness e entrada ilimitada ao Aquaventure, o maior parque aquático do mundo. O início ficou em 10 mil, mas o lote rapidamente evoluiu: 14, 16, 18, 20 mil… até fechar em R$ 28 mil, com a plaqueta 19 levando o combo.

Logo depois, o lote dedicado aos fãs de música ao vivo: um show da Ivete Sangalo em 2026, com data e cidade à escolha dentro da agenda oficial, incluindo meet & greet, foto oficial e acesso aos bastidores. A disputa foi leve e animada: começou em 10 mil e, entre plaquetas erguidas com energia, chegou a R$ 28 mil, novamente para a placa 19.

O lote 14 trouxe história afetiva: o vestido usado por Preta Gil no gala da BrazilFoundation em Nova York, em 2012, uma das edições mais icônicas da instituição. Em tela, um registro da cantora usando a peça dava o tom. Começou em 5 mil e seguiu para 6, 7, 8… até uma disputa final entre as placas 9 e 6, culminando em R$ 20 mil. No desfecho, um gesto emocionou o salão: a compradora anunciou que doaria o vestido para Marina Morena, irmã de Preta — e a sala aplaudiu de pé.

Para encerrar o leilão, entrou o lote mais diferente – e, possivelmente, o de maior impacto de longo prazo: criar uma sandália exclusiva ao lado de Alexandre Birman, que levaria o nome do comprador e teria 200 pares produzidos e vendidos em benefício da BrazilFoundation. O próprio Birman subiu ao palco para explicar que a pessoa vencedora participaria integralmente da criação: escolha do couro, palmilha, construção e assinatura. Um modelo “Patrícia”, “Ana”, “Dani” – qualquer nome poderia nascer ali.

O lance começou em 10 mil e virou uma disputa épica: 20 mil, 28 mil, 32 mil, 52 mil, 72 mil, 86 mil, 100 mil, 116 mil, 130 mil, 150 mil, 160 mil, 170 mil… até encerrar em R$ 170 mil, na mesa 9. Mas o auge veio depois do martelo: Birman anunciou que dobraria sua oferta, criando não uma, mas duas sandálias exclusivas, multiplicando o impacto para ultrapassar a marca de R$ 1 milhão arrecadado.

A vencedora, Ana Lopes, foi chamada ao palco para a foto oficial – e saiu ovacionada.

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