Ser precoce é um dos aspectos definidores da carreira de Gabriel Rosa. O paulistano de Itapevi nem havia se formado em Arquitetura quando abriu seu próprio escritório, com apenas 19 anos. Em 2024, estreou na CASACOR São Paulo como o arquiteto mais jovem da mostra – e logo recebeu o prêmio de Melhor Ambiente.
Desde então, teve uma coleção de mobiliário assinada para a Breton, foi premiado pela Bienal de Arquitetura Brasileira e, em 2025, foi eleito destaque da Forbes Under 30 na categoria de Design.
Para entender como a trajetória de um dos nomes mais promissores da nova geração se consolidou, Gabriel Rosa conversou com Giovanna Simonetti, subeditora de ForbesLife, no podcast Under 30 – A Jornada, apresentado por Johnnie Walker*.
A assinatura antes da fama
A relação de Gabriel com a arquitetura começou na infância, incentivada pela mãe, com quem costumava desenhar e reorganizar os móveis de casa. Durante a faculdade, no entanto, sentia que sua criatividade era limitada pelos escritórios onde estagiava. A resposta foi criar o próprio caminho.
Eu preciso me impressionar com o meu trabalho. Eu não quero a aprovação de terceiros.
Gabriel Rosa
“Eu não conseguia, de alguma forma, me sentir inserido naquele lugar. Então eu comecei a pensar: já que eu não posso fazer por essas pessoas, vou fazer pra mim.”
Sua linguagem autoral nasceu dessa busca e passou a incorporar referências de moda, música e experiências pessoais. Em 2022, ainda na graduação, abriu o escritório e usou as redes sociais para mostrar processos, referências e projetos. A estratégia rapidamente trouxe clientes.
O reconhecimento veio em escala maior dois anos depois, quando Gabriel participou pela primeira vez da CasaCor São Paulo. Para o ambiente inspirado na relação da tribo Himba, da Namíbia, com a terra, colocou sua assinatura contemporânea sem apostar em caricaturas.
O projeto recebeu o prêmio de melhor ambiente de sua categoria. Para Gabriel, o reconhecimento teve menos a ver com aprovação externa do que com a coragem de apresentar algo que considerasse genuinamente seu. “Eu preciso me impressionar com o meu trabalho. Eu não quero a aprovação de terceiros”, diz.
O próximo capítulo
A arquitetura já não é o único campo de atuação de Gabriel. Depois da coleção para a Breton, ele planeja lançar uma linha de joias. Também criou a mentoria ARQmétodo, voltada a profissionais em início de carreira, e mantém o Núcleo Amandla, iniciativa dedicada ao desenvolvimento de pessoas negras.
A próxima meta é levar sua assinatura para outros mercados. “Quero conseguir migrar minha profissão para o exterior.”
Sobre o legado que pretende construir, a resposta é menos sobre projetos e mais sobre identidade: “Uma pessoa de verdade que conquistou o mundo sendo quem ela é”.
Confira a entrevista na íntegra no novo episódio do podcast Under 30 – A Jornada:
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