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Fórmula 1 em 2026: Previsões para a Temporada e os 5 GPs Que Valem a Viagem

Entre apostas para o campeonato e destinos icônicos do calendário, um guia do que observar dentro e fora das pistas na temporada

9 min

Várias semanas de shakedowns e testes foram concluídas. Houve muita especulação com base nas poucas informações que se pode reunir dessas sessões. A próxima vez que veremos carros de F1 na pista será no Grande Prêmio da Austrália, marcado para este domingo, 8.

Com uma enorme mudança regulatória que inclui novas unidades de potência híbridas e dispositivos aerodinâmicos, é realmente impossível prever como a temporada se desenrolará após 24 corridas. Com base no que reuni até agora, aqui estão minhas seis previsões, seguidas pelas cinco melhores corridas para assistir e por quê.

  1. George Russell vence o Campeonato Mundial de Pilotos (WDC).

Além disso, a Mercedes vence o Campeonato Mundial de Construtores (WCC) e Kimi Antonelli conquista sua primeira vitória na F1.

Esta é uma das opiniões mais populares entre a imprensa da F1 e as casas de apostas. Desde a temporada passada circulava o rumor de que a unidade de potência da Mercedes seria superior, e agora sabemos por quê. Sem entrar em muitos detalhes técnicos, ela consegue aumentar a taxa de compressão de 16:1 para 18:1 em temperaturas mais altas, ganhando cerca de 20 cavalos de potência de freio.

Embora a regra da FIA estabeleça que 16:1 é a taxa máxima de compressão, ela também especifica em que temperatura os motores serão testados. Trata-se de uma clara brecha explorada pela Mercedes, e a controvérsia ainda está em andamento. É justo? Não. É isso que amamos na F1? Sim.

Independentemente disso, Russell sempre foi um dos meus favoritos. Em 2021, quando ainda pilotava pela Williams, eu o entrevistei e sugeri que ele poderia ser o piloto mais rápido do grid. Embora hoje eu considere que Max Verstappen tenha vantagem, colocaria Russell como um segundo lugar muito próximo. Entre os candidatos ao título, ele foi o único outro piloto a vencer corridas (duas delas) em 2025.

Se a Mercedes for tão dominante quanto muitos acreditam, deve ser relativamente simples para Russell conquistar seu primeiro título, com Antonelli desempenhando um claro papel de apoio (sem nenhuma bobagem de “regras de prata”). A menos que a Red Bull reduza a diferença de desempenho até o meio da temporada. Nesse caso, Verstappen seria o único outro candidato ao WDC de 2026, na minha avaliação.

  1. Oscar Piastri tira as luvas e domina Lando Norris

A McLaren provavelmente não estará lutando por campeonatos nesta temporada, embora a equipe esteja entre as quatro melhores e não perca as esperanças. A temporada é longa, e há muito aprendizado e desenvolvimento a serem feitos com as novas regulamentações. Isso tirará parte da pressão sobre os pilotos, que estarão livres para correr de verdade. Para realmente correr.

Minha aposta é que Piastri (e seu empresário, Mark Webber) já informaram à equipe que ele não seguirá ordens arbitrárias de equipe, as chamadas “papaya rules”, e que portanto não devem ser dadas. Caso contrário, Piastri pode simplesmente mandar a equipe se virar. Ele correrá sem qualquer contenção, o que deve levar a uma competição intensa entre os dois e provavelmente alguns contatos ao longo da temporada.

  1. Aston Martin termina em último no WCC e sofre com falhas mecânicas, começando em Melbourne

Mais uma vez, esta é uma opinião popular entre a imprensa de F1. Se a situação for realmente tão ruim quanto parece e não melhorar, poderíamos até ver algo drástico como Fernando Alonso se aposentando no meio da temporada para evitar continuar sofrendo? E o que acontecerá com Lance Stroll? Não é como se ele tivesse conquistado sua vaga por mérito ou devesse algo à equipe. Por que não dar o assento a um piloto júnior disposto a investir os anos necessários para levar a Aston Martin de volta ao pelotão intermediário?

  1. Ferrari decepciona os fãs… de novo

Houve bastante entusiasmo em torno da Ferrari nos testes no Bahrein, já que Charles Leclerc e Lewis Hamilton registraram voltas muito rápidas, além de largadas de treino impressionantes. A Scuderia trouxe várias atualizações interessantes para a segunda semana de testes, e o clima geral na equipe parece bastante positivo. Mas já vimos esse filme antes.

DivulgaçãoO Ferrari SF-26

O maior problema da Ferrari é sua estrutura organizacional, onde facções concorrentes tendem a minar o potencial da equipe. Também não vejo Hamilton se recuperando de sua fase ruim de vários anos, o que não será ajudado por ter mais um novo engenheiro de corrida com quem se adaptar. E, por mais rápido que Leclerc seja, ele é atormentado por erros. Lembre da corrida sprint no Brasil em 2024. Leclerc estava segurando Verstappen, que perseguia Norris. Verstappen estava criticando em tempo real pelo rádio todos os erros de Leclerc. Erros que ele simplesmente nunca comete.

  1. Haas é a grande surpresa positiva

A equipe americana vem progredindo há muitos anos. Pelos testes, parece ser a melhor do restante do grid, o que a colocaria em quinto lugar. De forma semelhante ao que aconteceu com a Williams no ano passado, acredito que veremos um ou dois pódios surpresa, provavelmente com Ollie Bearman, que prevejo superar Esteban Ocon ao longo da temporada.

  1. Sergio Perez vence Valtteri Bottas na Cadillac

Este é um emparelhamento interessante, considerando que ambos foram pilotos número dois — Perez servindo Verstappen em seus quatro títulos e Bottas servindo Hamilton em quatro de seus sete. A Cadillac estará muito em modo de desenvolvimento e aprendizado ao longo da temporada. Eles podem acabar disputando com Williams, Audi e Aston Martin o posto de melhores entre os últimos colocados, mas a disputa interna da equipe pode ser ainda mais interessante.

Eu aposto em Perez, simplesmente porque acho que ele é mais agressivo dos dois pilotos. Bottas provavelmente é mais rápido em uma única volta, o que deve lhe dar vantagem na classificação, mas acredito que Perez levará a melhor no domingo, quando realmente importa.

Corridas para assistir em 2026

Existem corridas icônicas, carregadas de história da F1, e existem corridas-destino, com gastronomia, entretenimento e benefícios fora da pista que as tornam dignas de uma verdadeira viagem. Raramente essas duas coisas são a mesma.

Pessoalmente, eu prefiro as segundas, porque a ação da corrida quase sempre é consumida pela tela da TV. Então é melhor se divertir o máximo possível ao redor da corrida. Estas são minhas cinco principais escolhas para 2026, em ordem do calendário:

Grande Prêmio de Miami (2 a 4 de maio)

A melhor época do ano para estar em Miami coincide justamente com as primeiras semanas de maio. Em termos de clima, pode ser o melhor lugar dos Estados Unidos nessa época — não muito quente e não muito úmido para o fim de semana do GP.

A corrida acontece no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, que não fica exatamente em Miami. Na verdade, fica praticamente equidistante entre Miami e Fort Lauderdale.

Isso oferece várias opções de experiência. Miami oferece uma das melhores vidas noturnas do mundo — pense em Club Space e E11EVEN Miami — enquanto Fort Lauderdale é ideal para uma viagem de praia, com hotéis como o Four Seasons Hotel and Residences Fort Lauderdale oferecendo acesso direto à praia.

Para uma experiência mais imersiva, o Seminole Hard Rock Hotel & Casino é o grande resort mais próximo da pista e tem várias integrações com o GP, incluindo shuttles durante todo o dia.

Quanto à corrida, o Hard Rock Beach Club oferece uma experiência única à beira da pista, com cabanas nas curvas 11, 12, 13 e 14.

Grande Prêmio de Mônaco (5 a 7 de junho)

É a joia da coroa do calendário da F1. Nenhuma corrida chega perto de seu prestígio, tanto para vencer como piloto quanto para assistir como fã. Também é talvez a mais difícil de organizar por conta própria.

Empresas como Grand Prix Grand Tours oferecem pacotes com base em Nice, a apenas 20 minutos de trem de Mônaco. Já a Amber Lounge oferece experiências mais exclusivas, incluindo acomodação em iate de luxo e festas privadas. Mas o elemento essencial é assistir à corrida de um iate no porto. Esse é o ponto máximo da experiência em Mônaco.

Grande Prêmio da Espanha (Barcelona-Catalunya) – 12 a 14 de junho

Com a adição de um circuito de rua em Madri, a Espanha se torna o terceiro país a sediar mais de um GP no calendário. Barcelona recebe corridas no Circuit de Barcelona-Catalunya desde 1991, tornando-se um dos pilares modernos da F1.

Nesse período, Barcelona também se tornou uma das capitais mundiais da vida noturna. Um estudo recente classificou a cidade como o melhor destino de vida noturna do mundo, com mais de 300 bares por 100 km² e locais que funcionam até 6 da manhã.

Grande Prêmio de Las Vegas – 19 a 21 de novembro

Não há nada como o GP de Las Vegas. A comparação mais próxima seria realizar uma corrida dentro da Disneyland, se você também fosse um grande fã da Disney.

Tudo acontece no centro da cidade: corrida, hotéis de luxo, restaurantes, clubes, shows, festas e eventos. É impossível escapar da atmosfera do GP.

Grande Prêmio de Abu Dhabi – 4 a 6 de dezembro

Depois de assistir à corrida final da temporada em 2022 e 2025, é difícil dizer se a maior atração é passar uma semana em Dubai ou assistir à corrida em Abu Dhabi.

A melhor solução é fazer os dois. Hotéis como o Mandarin Oriental Jumeirah ou o Four Seasons Resort Dubai at Jumeirah Beach oferecem bases perfeitas para combinar corrida, luxo e a cena EDM de Dubai, que continua crescendo.

*Matéria originalmente publicada em Forbes.com

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