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Os 10 Jogadores Mais Bem Pagos da Liga de Beisebol dos EUA em 2026

Juntos, os dez jogadores mais bem pagos da MLB devem ganhar US$ 537 milhões em 2026

15 min

Depois de consolidar seu status como o Babe Ruth do século 21 com um segundo anel consecutivo da World Series e mais um prêmio de MVP — tornando-se apenas o segundo jogador da MLB (a liga de beisebol dos Estados Unidos e Canadá) a vencer o prêmio por três anos seguidos — Shohei Ohtani também está fazendo história fora de campo.

A sensação de mão dupla do Los Angeles Dodgers está prestes a receber estimados US$ 127 milhões em 2026 antes de impostos e taxas de agentes, um recorde para um jogador de beisebol. A vasta maioria desse montante — estimados US$ 125 milhões — vem de contratos de patrocínio, licenciamento, memorabilia e outros empreendimentos comerciais, com cerca de duas dúzias de patrocinadores nos Estados Unidos e no Japão, terra natal de Ohtani, pagando um prêmio elevado para se associar a ele.

Desde que a Forbes começou a acompanhar os ganhos de atletas, em 1990, apenas um superou o total projetado de Ohtani, de 31 anos, fora de campo em um único ano enquanto ainda estava em atividade em seu esporte: a estrela do MMA Conor McGregor, que arrecadou estimados US$ 158 milhões nos 12 meses encerrados em maio de 2021, quase tudo com a venda de sua marca de uísque irlandês, Proper No. Twelve.

Ohtani alcançou essa estratosfera financeira por um caminho muito mais convencional, por meio de parcerias com marcas americanas como Fanatics e New Balance, que lhe deu uma linha própria de tênis, além de uma longa lista de empresas japonesas. A Japan Airlines, por exemplo, usa um “Dream Sho Jet” especialmente pintado em algumas rotas, e a Kowa comercializa tanto seus adesivos analgésicos quanto as bebidas esportivas Syncron com Ohtani.

Somando os US$ 2 milhões que Ohtani receberá diretamente dos Dodgers nesta temporada — com US$ 68 milhões em salário adiados por outra década como parte do contrato de dez anos e US$ 700 milhões que assinou com Los Angeles antes da temporada de 2024 —, o único rebatedor designado/arremessador cotidiano das grandes ligas tem uma vantagem confortável sobre o segundo jogador mais bem pago da MLB nesta temporada, o outfielder do New York Yankees Cody Bellinger, que deve embolsar estimados US$ 56,5 milhões.

Juntos, os dez jogadores mais bem pagos da MLB devem ganhar US$ 537 milhões em 2026, o segundo maior valor que a Forbes já mediu desde que começou a publicar um ranking de ganhos do beisebol, em 2011.

O total deste ano representa uma queda de 7% em relação aos US$ 576 milhões de 2025, mas o recuo está quase totalmente ligado ao outfielder do New York Mets Juan Soto, que estabeleceu no ano passado um recorde da MLB com seus US$ 126,9 milhões, mas agora cai para US$ 51,9 milhões — e para a quarta posição no ranking —, à medida que seu bônus de assinatura de US$ 75 milhões sai da conta.

Fora de campo, o top 10 deste ano estabelece um novo recorde, com US$ 144 milhões, alta de 20% em relação a 2025 e impressionantes 863% em relação a apenas quatro anos atrás. Isso, claro, se deve inteiramente a Ohtani, cujos US$ 125 milhões são mais de seis vezes os US$ 19 milhões que os outros nove jogadores mais bem pagos da MLB devem ganhar com seus negócios — somados. Profissionais do marketing dizem que Ohtani efetivamente monopolizou o Japão apaixonado por beisebol, mesmo com seus companheiros de Dodgers Yoshinobu Yamamoto e Roki Sasaki se tornando estrelas em ascensão.

Os anunciantes “estão no negócio da atenção, e quem vence leva tudo”, diz Shoto Zhu, CEO da SponsorForce, sediada em Tóquio. “Quem captura mais olhares leva tudo.”

Essa força de marketing permitiu que Ohtani aceitasse seu contrato favorável ao time em dezembro de 2023, o que, por sua vez, ajudou os Dodgers a abrir o talão de cheques para cercá-lo de outros All-Stars, incluindo sua mais nova joia, Kyle Tucker. O outfielder de 29 anos estreia na lista de ganhos da MLB da Forbes como o terceiro jogador mais bem pago do beisebol, com US$ 56 milhões, a maior parte vinda do bônus de assinatura de US$ 54 milhões que acompanhou o contrato de quatro anos e US$ 240 milhões assinado em janeiro.

Os outros dois estreantes no ranking são Bellinger (nº 2, com US$ 56,5 milhões), que renovou com o New York Yankees na offseason, e Bo Bichette (nº 6, US$ 42,4 milhões), que deixou o Toronto Blue Jays na free agency para ir para o New York Mets. Na verdade, os seis jogadores mais bem pagos da lista atuam por Dodgers, Yankees ou Mets, que têm as três maiores folhas salariais da MLB. (Outro Yankee, o arremessador Gerrit Cole, aparece na décima posição neste ano, com estimados US$ 37,5 milhões.)

A concentração de riqueza tornou-se um ponto sensível para outros donos de times, que fazem lobby por um teto salarial para ajudar a garantir equilíbrio competitivo, além de encher os próprios bolsos. O debate se intensifica às vésperas do vencimento do acordo coletivo entre liga e jogadores, em dezembro, preparando o terreno para uma renegociação que pode ameaçar a temporada de 2027.

“Se os proprietários estiverem absolutamente decididos a ter um teto salarial e não aceitarem nada além disso, então acho que isso eventualmente acontecerá, mas perderemos pelo menos uma temporada completa de beisebol”, diz Michael Haupert, professor de economia da Universidade de Wisconsin-La Crosse e copresidente do comitê de negócios do beisebol da Society for American Baseball Research.

Haupert espera que os proprietários ofereçam um aumento substancial no salário mínimo de US$ 780 mil para jogadores das grandes ligas, além dos salários das ligas menores, para tentar trazer a maioria dos atletas para seu lado, às custas do 1% do topo. Mas esta offseason ofereceu um contraponto financeiro, quando o arremessador Tarik Skubal venceu seu caso de arbitragem contra o Detroit Tigers e recebeu um salário de US$ 32 milhões para este ano, quebrando o recorde anterior decidido por um painel arbitral, de US$ 19,9 milhões.

Como serão as folhas salariais do beisebol no ano que vem pode ser incerto, mas pelo menos em 2026 os jogadores das grandes ligas continuam tentando mandar a bola para fora do parque também no aspecto financeiro.

Os 10 jogadores mais bem pagos da liga de beisebol dos EUA

1. US$ 127 milhões – Shohei Ohtani

Idade: 31 | Posição: Rebatedor designado/Arremessador | Time: Los Angeles Dodgers | Em campo: US$ 2 milhões • Fora de campo: US$ 125 milhões

O quatro vezes MVP rebateu 55 home runs no ano passado, a maior marca de sua carreira, e voltou a jorgar pela primeira vez desde passar pela cirurgia Tommy John (reconstrução de ligamento) em 2023, arremessando de forma eficaz na segunda metade da temporada e nos playoffs. Ohtani fez feitos sem precedentes parecerem rotineiros, como quando lançou seis entradas sem ceder corridas e também rebateu três home runs no jogo em que os Dodgers garantiram o título da liga contra o Milwaukee Brewers. Não é surpresa que as marcas ainda estejam disputando seus serviços, e ele recentemente adicionou à sua longa lista de patrocinadores uma parceria promovendo suplementos de saúde imunológica da japonesa Kirin. Com esse apoio, os ganhos estimados de Ohtani, de US$ 127 milhões, vão superar os totais combinados dos jogadores nº 2 e nº 3 da lista da Forbes neste ano, já que Cody Bellinger e Kyle Tucker devem somar US$ 112,5 milhões entre os dois.

2. US$ 56,5 milhões – Cody Bellinger

Idade: 30 | Posição: Outfielder | Time: New York Yankees | Em campo: US$ 55 milhões • Fora de campo: US$ 1,5 milhão

Chris Coduto/GettyCody Bellinger: o outfielder e primeira base de 30 anos é apoiado por marcas como Louisville Slugger e a marca masculina de joias Jaxxon

O primeiro ano de Bellinger no Bronx, em 2025, foi sua melhor temporada desde a campanha de MVP de 2019 com os Dodgers, dando-lhe a oportunidade de optar por sair do contrato para se tornar free agent e renovar com os Yankees em janeiro por cinco anos e US$ 162,5 milhões, incluindo um bônus de assinatura de US$ 20 milhões. Em abril passado, ao estrear com o uniforme listrado, Bellinger fez parceria com a marca de cosméticos Revlon para um vídeo nas redes sociais sobre sua rotina para cumprir a política de cuidados com pelos faciais de seu novo time. O outfielder e primeira base de 30 anos também é apoiado por marcas como Louisville Slugger e a marca masculina de joias Jaxxon.

3. US$ 56 milhões – Kyle Tucker

Idade: 29 | Posição: Jardineiro direito | Time: Los Angeles Dodgers | Em campo: US$ 55 milhões • Fora de campo: US$ 1 milhão

Ronald Martinez/GettyKyle Tucker escolheu os Dodgers em janeiro, com o contrato de quatro anos e US$ 240 milhões

Um dos outfielders mais consistentes da MLB, vindo de quatro seleções consecutivas para o All-Star Game, Tucker foi cortejado por vários dos maiores gastadores da liga em sua primeira offseason no mercado de free agents. Ele escolheu os Dodgers em janeiro, com o contrato de quatro anos e US$ 240 milhões lhe dando um aumento enorme em relação aos US$ 16,5 milhões de salário que recebeu em 2025 durante sua única temporada com o Chicago Cubs. O novo acordo inclui US$ 30 milhões em dinheiro diferido, mas também veio com um bônus de assinatura de US$ 64 milhões, sendo US$ 54 milhões pagos neste ano e os US$ 10 milhões restantes em 2027. Fora de campo, os parceiros de Tucker incluem Anheuser-Busch, a fabricante de bonés New Era e a empresa de software financeiro Sage.

4. US$ 51,9 milhões – Juan Soto

Idade: 27 | Posição: Outfielder | Time: New York Mets | Em campo: US$ 46,9 milhões • Fora de campo: US$ 5 milhões

Um ano concluído, 14 ainda por cumprir no contrato recorde de US$ 765 milhões que Soto assinou com os Mets em dezembro de 2024. O jogador de 27 anos, que deve passar do campo direito para o esquerdo em 2026, foi eficiente em seu primeiro ano no Queens depois que o dono Steve Cohen o tirou dos Yankees, rebatendo 43 home runs e registrando um percentual de chegadas em base de .396, o melhor da Liga Nacional, para terminar em terceiro na votação de MVP. Soto também está entre os jogadores de maior sucesso fora de campo, trabalhando com marcas como Under Armour e a bebida energética Celsius, além da cervejaria Presidente e do banco Banreservas, em sua República Dominicana natal.

5. US$ 46,1 milhões – Aaron Judge

Idade: 33 | Posição: Jardineiro direito | Time: New York Yankees | Em campo: US$ 40,1 milhões • Fora de campo: US$ 6 milhões

Em uma disputa apertada pelo prêmio de MVP da Liga Americana na temporada passada, Judge superou o catcher do Seattle Mariners Cal Raleigh para conquistar o troféu pela terceira vez em quatro anos, após rebater 53 home runs enquanto liderava a MLB em média de rebatidas, percentual de chegadas em base e slugging. Entrando na quarta temporada de um contrato de nove anos e US$ 360 milhões com os Yankees, o rosto da franquia mais valiosa da liga, hoje avaliada em US$ 8,5 bilhões, ganha mais fora de campo do que qualquer jogador da lista de ganhos da MLB da Forbes que não se chame Ohtani, com parcerias com marcas como Polo Ralph Lauren e Prime Hydration, de Logan Paul.

6. US$ 42,4 milhões – Bo Bichette

Idade: 28 | Posição: Infielder | Time: New York Mets | Em campo: US$ 42 milhões • Fora de campo: US$ 0,4 milhão

Jogando com uma lesão no joelho, Bichette rebateu um home run da virada contra Shohei Ohtani no épico Jogo 7 da World Series de 2025 que poderia tê-lo transformado em herói para sempre em Toronto, mas os Blue Jays não conseguiram segurar a vantagem. Um grande pagamento na offseason pode ajudar a aliviar a dor daquela derrota. Bichette assinou com os Mets em janeiro por três anos e US$ 126 milhões, com a maior parte de seus ganhos deste ano vindo de um bônus de assinatura de US$ 40 milhões. Depois de passar todos os seus sete anos em Toronto como shortstop, Bichette, cujos parceiros fora de campo incluem Tucci bats, Junk headbands e Cadillac, deve atuar na terceira base pelos Mets, ao lado de Francisco Lindor.

7. US$ 42,2 milhões – Zack Wheeler

Idade: 35 | Posição: Arremessador | Time: Philadelphia Phillies | Em campo: US$ 42 milhões • Fora de campo: US$ 0,2 milhão

Como o arremessador em tempo integral mais bem pago da liga — e o jogador mais bem colocado que não disputa seus jogos em casa em Nova York ou Los Angeles — Wheeler caminha para voltar ao campo em abril depois que sua forte temporada de 2025 foi interrompida por um coágulo sanguíneo perto do ombro em agosto. O ace de 35 anos dos Phillies, que passou por cirurgia de descompressão do desfiladeiro torácico em setembro para corrigir o problema, chamou atenção em junho ao dizer ao The Athletic que pretende se aposentar quando seu contrato terminar após a temporada de 2027, mas, no spring training deste ano, soou menos certo sobre esses planos. Fora de campo, Wheeler é apoiado por Nike e Fanatics.

8. US$ 39 milhões – Mike Trout

Idade: 34 | Posição: Outfielder | Time: Los Angeles Angels | Em campo: US$ 35,5 milhões • Fora de campo: US$ 3,5 milhões

Trout disputou 130 jogos no ano passado — seu maior total desde 2019 em uma carreira digna do Hall da Fama que foi atrapalhada por lesões — e, embora sua produção siga em queda, com média de rebatidas de .232 em 2025, rebateu 26 home runs para ultrapassar a marca de 400 na MLB. O jogador de 34 anos, que espera voltar ao campo central nesta temporada após um ano atuando no campo direito e como rebatedor designado, está programado para ganhar US$ 35,5 milhões por ano até 2030 em seu contrato com os Angels, e sua linha exclusiva de tênis da Nike continua popular entre seus colegas e entre jovens jogadores de beisebol em todo o país. Ele também deve inaugurar o Trout National, um clube de golfe em sua cidade natal de Vineland, Nova Jersey, projetado pela empresa de design de Tiger Woods, em abril.

9. US$ 38,3 milhões – Jacob deGrom

Idade: 37 | Posição: Arremessador | Time: Texas Rangers | Em campo: US$ 38 milhões • Fora de campo: US$ 0,3 milhão

Assim como Mike Trout, deGrom vem de sua temporada mais saudável em anos, arremessando 172 entradas em 30 partidas como titular em 2025, depois de não alcançar 100 entradas em nenhuma das cinco temporadas anteriores, incluindo a temporada encurtada pela pandemia em 2020. O ace de 37 anos, que ainda tem mais duas temporadas garantidas no contrato de cinco anos e US$ 185 milhões que assinou com os Rangers em dezembro de 2022, também conquistou sua primeira seleção para o All-Star desde 2021 e terminou entre os dez primeiros na votação do prêmio Cy Young, com ERA de 2,97. Fora de campo, deGrom tem parcerias com Nike e Rawlings.

10. US$ 37,5 milhões – Gerrit Cole

Idade: 35 | Posição: Arremessador | Time: New York Yankees | Em campo: US$ 36 milhões • Fora de campo: US$ 1,5 milhão

Cole perdeu toda a temporada de 2025 após passar por cirurgia Tommy John em março passado e não deve fazer sua estreia na temporada regular deste ano até maio ou junho, mas voltou ao montinho para lançar uma entrada sem permitir corridas pelos Yankees em um jogo de spring training contra os Red Sox na semana passada. O retorno do seis vezes All-Star, patrocinado pela marca de roupas masculinas Untuckit, além de Rawlings e Fanatics, será crucial para uma equipe de arremessadores dos Yankees que sofreu sem ele em uma derrota desigual para os Blue Jays em uma série de playoffs em outubro.

Metodologia

O ranking da Forbes dos jogadores de beisebol mais bem pagos reflete os ganhos em campo para a temporada 2026 da MLB, incluindo salários-base, bônus de assinatura e pagamentos diferidos, para contratos assinados até 23 de março. Também está incluída a remuneração por seleção nacional vinculada ao World Baseball Classic; no entanto, incentivos contratuais da MLB baseados em desempenho individual ou da equipe são omitidos. Os números em campo são arredondados para os US$ 100 mil mais próximos.

As estimativas de ganhos fora de campo são determinadas por meio de conversas com fontes da indústria e refletem o caixa anual proveniente de patrocínios, licenciamento, aparições e memorabilia, bem como retornos em dinheiro de quaisquer negócios nos quais o atleta tenha participação relevante. Rendimentos de investimentos, como pagamentos de juros ou dividendos, não estão incluídos, mas a Forbes contabiliza pagamentos provenientes da venda de participações societárias por atletas. A Forbes não desconta impostos nem taxas de agentes.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

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