Ibovespa avança com vacina da Moderna e recuperação industrial na China

O Ibovespa abre a segunda-feira (16) em alta de 1,32% e chegando ao patamar dos 106 mil pontos – não observado desde março – nos primeiros negócios do dia, acompanhando o bom humor do mercado internacional após a Moderna anunciar que sua vacina experimental é 94,5% eficaz na prevenção da Covid-19 com base em dados preliminares de um estudo clínico em estágio avançado.

Os investidores no cenário doméstico também aguardam nesta semana uma retomada dos trabalhos no Congresso após o primeiro turno das eleições municipais, com a discussão de pautas fundamentais para a manutenção do teto dos gastos, como a criação do Renda Cidadã. O mercado acionário também começa a semana com o resultado da Azul divulgado mais cedo e os números da Qualicorp e Notre Dame Intermédica previstos para após o fechamento do pregão, que ainda será marcado por vencimento de opções sobre ações.

O movimento positivo do dia derruba a cotação do dólar contra o real, que perde 1,62% e vai a R$ 5,38 na venda. Nos Estados Unidos, a confirmação cada vez maior da vitória eleitoral de Joe Biden colabora para o enfraquecimento global do dólar, já que a percepção do mercado é de diminuição dos riscos externos sob um presidente norte-americano mais previsível do que o atual chefe da Casa Branca, Donald Trump.

No exterior, além do anúncio da Moderna, os mercados são ainda impulsionados por dados de uma recuperação robusta no setor industrial chinês em outubro, com crescimento de 6,5% na comparação com 2019. Também ontem (15), quinze economias da Ásia-Pacífico anunciaram a formação o maior bloco de livre comércio do mundo, num acordo apoiado pela China e que exclui os Estados Unidos, país que deixou um grupo comercial rival na região sob o governo Trump.

O novo bloco, chamado RCEP, agrupa os 10 membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático, China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia, e visa reduzir progressivamente as tarifas comerciais entre os países nos próximos anos.

“Quando os indicadores chineses vêm melhores, geram otimismo forte no mercado de que a recuperação no país está mais célere do que inicialmente se esperava, dando gás ao apetite por risco”, disse à Reuters Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos.

Nos indicadores, o Boletim Focus, levantamento semanal do Banco Central, apontou crescimento na expectativa para o IPCA este ano em 0,05 ponto percentual, a 3,25%, na 14ª semana de aumento da projeção. Para 2021, a inflação é calculada agora em 3,22%, de 3,17% antes, quarto aumento seguido.

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