Inflação acumulada no ano foi maior para baixa renda, aponta BC

No grupo de três a dez salários mínimos, a inflação geral foi calculada em 1,35%. Já entre os que ganham entre 10 e 40 salários mínimos, o percentual ficou em 0,32%.

Redação
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Priscila Zambotto / GettyImages
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No grupo de três a dez salários mínimos, a inflação geral foi calculada em 1,35%. Já entre os que ganham entre 10 e 40 salários mínimos, o percentual ficou em 0,32%.

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Banco Central apontou hoje (12) que a inflação acumulada no ano foi maior para as famílias com renda entre um e três salários mínimos em função do maior gasto proporcional com alimentação em domicílio –item que tem mais subido– e da maior variação de preços de serviços e alimentos consumidos nessa faixa de renda.

Segundo a autoridade monetária, em todas as regiões do Brasil as famílias deste grupo foram as mais impactadas pela inflação medida de janeiro a setembro, mas ressalvou que, mesmo para este grupo, “a inflação se encontra em patamar baixo, com variação de 2,29% no acumulado do ano para o país (3,01% em termos anualizados)”.

No grupo de três a dez salários mínimos, a inflação geral até setembro foi calculada em 1,35%. Já entre os que ganham entre 10 e 40 salários mínimos, o percentual ficou em apenas 0,32%.

“Entre os itens que mais pressionaram a inflação das famílias com rendimentos entre um e três salários mínimos no ano de 2020, destacam-se cereais, leguminosas e oleaginosas e leites e derivados, em todas as regiões, e carnes, no Brasil e no Centro-Oeste, Norte e Nordeste”, trouxe o BC, em box sobre o tema em seu Boletim Regional publicado nesta manhã.

Ainda pelo recorte regional, o BC destacou que a inflação de alimentos foi mais alta no Norte e no Nordeste, inclusive para a faixa de renda mais baixa, o que sugere efeito do auxílio emergencial mais significativo nessas regiões sobre a demanda desses produtos.

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A inflação de serviços, prosseguiu o BC, é mais baixa para a faixa de renda alta e principalmente no Sul e Sudeste, “em parte pela maior participação de itens como passagem aérea, transportes por aplicativos e hospedagem, que foram impactados pela menor mobilidade.”

Na média do Brasil, a alta da alimentação em domicílio foi de 10,27% de janeiro a setembro para as famílias de um a três salários mínimos, de 8,92% para as famílias com renda de três a dez salários mínimos e de 8,16% para as famílias com dez a 40 salários mínimos.

A inflação de serviços também subiu mais para os que ganham menos: 0,89% para o primeiro grupo e 0,22% para o segundo. Para as famílias com renda de 10 a 40 salários mínimos, no entanto, houve diminuição de preços de 1,24%. (Com Reuters)

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