Ibovespa fecha em alta de 2% com disparada nas ações da Vale e exterior positivo

O Ibovespa encerrou em alta de 1,97% aos 117.518 pontos no pregão de hoje (5), amparado por uma disparada de 6% nas ações da Vale após o anúncio do programa de recompra de até 5% das ações da companhia em circulação e em sintonia ainda com a valorização nos preços do minério de ferro no exterior.

O apetite por riscos teve suporte também de dados indicando uma forte recuperação na economia dos Estados Unidos. Em março, o país gerou 916 mil postos de trabalho, bem acima das projeções do mercado, levando a taxa de desemprego norte-americana para 6,0%. Também no último mês, o índice de atividade no setor de serviços subiu para 63,7 nos EUA, o maior da história e acima das expectativas de especialistas para março.

“A vigorosa atividade de serviços em março prepara o cenário para uma expansão robusta no segundo trimestre”, disse Oren Klachkin, economista-chefe da Oxford Economics em Nova York.

Os resultados empurraram os índices acionários em Wall Street para máximas recordes no fechamento de hoje. O Dow Jones terminou o dia em alta de 1,13% aos 33.527 pontos, o S&P 500 avançou 1,44% aos 4.077 pontos e o Nasdaq registrou ganho de 1,67% aos 13.705 pontos.

Ainda no exterior, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse hoje que está trabalhando com os países do G20 para chegar a um acordo sobre uma alíquota mínima global de tributos para as empresas, com o objetivo de encerrar uma “guerra fiscal de 30 anos nas alíquotas de imposto corporativo”.

O imposto mínimo global é um pilar fundamental do megaplano de gastos de infraestrutura apresentado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, no valor de US$ 2 trilhões, que prevê aumento na alíquota de imposto corporativo do país de 21% atuais para 28%.

Refletindo o movimento positivo no exterior, o dólar começou a semana em queda de 0,61% frente ao real, negociado a R$ 5,67 na venda, captando ainda algum alívio no noticiário doméstico com avanços nas negociações sobre o Orçamento para 2021.

Em condição de anonimato, uma fonte ouvida pela Agência Reuters no fim de semana afirmou que a equipe econômica do governo e os líderes do Congresso chegaram a um consenso sobre a necessidade de mudanças no Orçamento aprovado para este ano, com revisão de premissas de gastos e redução das emendas parlamentares.

As tratativas sobre os ajustes no Orçamento devem durar mais alguns dias e “só com muita sorte” as mudanças necessárias seriam concluídas até o fim desta semana. Pelo Orçamento aprovado, o valor das emendas parlamentares atingiria R$ 31,5 bilhões, mas a redução acordada entre Executivo e Legislativo pode reduzir o montante para R$ 16,5 bilhões.

O Orçamento endossado pelos parlamentares duas semanas atrás causou alvoroço no mercado. Nas avaliações de analistas e integrantes do próprio governo, o texto trouxe estimativas irreais de gastos e receitas e pelo robusto volume de emendas parlamentares, o que elevou os prêmios de risco dos ativos financeiros locais. (Com Reuters)

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