Ibovespa opera em alta com sanção do orçamento e Cúpula do Clima no radar

O Ibovespa abre em alta o pregão desta quinta-feira (22), ganhando 0,67% aos 120.860 pontos às 10h09, horário de Brasília. No radar dos mercados está a expectativa de recuperação econômica global após a divulgação de novos dados positivos sobre o mercado de trabalho norte-americano e a Cúpula de Líderes sobre o Clima, que tem entre os participantes o presidente Jair Bolsonaro.

No contexto doméstico, o mercado acompanha ainda o fim do impasse em torno do orçamento, após semanas de negociações entre o Executivo e o Legislativo. O presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), já aprovada pelo Congresso Nacional, segundo edição extra do Diário Oficial da União de ontem.

Ao sancionar o Projeto de Lei do Congresso Nacional 2 (PLN 2), Bolsonaro vetou apenas um dispositivo, que permitia a assinar contratos e realizar transferências e doações para municípios em situação de inadimplência com a União.

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria-Geral da Presidência da República, o trecho foi vetado a pedido do Ministério da Economia, por entender que “a medida enfraqueceria o controle das contas públicas e a fiscalização do correto emprego dos valores transferidos pela União”.

O PLN traz ajustes à LDO de 2021, flexibilizando regras para despesas com enfrentamento à pandemia da Covid-19 e permitindo que o governo corte por decreto (e não por lei, como normalmente ocorre), despesas discricionárias, caso de investimentos e aquelas voltadas para a manutenção da máquina pública, para garantir o atendimento à totalidade das despesas obrigatórias.

Segundo Vanei Nagem, responsável pela mesa de câmbio da Terra Investimentos, os desdobramentos em torno do orçamento de 2021 foram como um pouco de “areia na fogueira” após semanas de impasse: “acalmaram os ânimos um pouco, uma vez que ficaram dentro das expectativas recentes dos mercados.”

Também repercutindo a sanção do orçamento, o dólar tem forte queda contra o real nesta quinta-feira pós-feriado, recuando 1,15% e negociado R$ 5,49 na venda.

Nos indicadores domésticos, a confiança da indústria no Brasil deve recuar para seu menor patamar em oito meses em abril, mostraram dados preliminares da FGV (Fundação Getulio Vargas) hoje (22), em meio a uma piora na percepção dos empresários sobre o momento atual.

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) deve cair 1,1 ponto no mês, a 103,1 pontos, mostrou a prévia da Sondagem da Indústria de abril. Se confirmada, essa será a quarta queda consecutiva, a seu menor patamar desde agosto de 2020, quando registrara 98,7 pontos.

No exterior, o ​Banco Central Europeu deixou inalterada sua política monetária nesta quinta-feira, mantendo o forte estímulo mesmo enfrentando questões sobre como reduzir o suporte quando a economia da zona do euro reabrir após a pandemia. O BCE tem mantido os custos de empréstimos perto de mínimas recordes através de compras de títulos em estímulo ao bloco de 19 países diante da recessão.

A expectativa é de que o crescimento se recupere rapidamente a partir de meados do ano conforme as infecções por Covid-19 sejam controladas, o ritmo de vacinação acelere e as restrições sejam removidas.

Em Wall Street, os índices futuros operam sem direção definida nesta amanhã, após registrarem fortes ganhos na sessão de ontem. Hoje, o mercado digere uma nova queda nos novos pedidos de seguro desemprego nos EUA, para 547 mil na semana encerrada em 17 de abril, contra 586 mil na semana anterior.

Essa é a segunda semana seguida em que os pedidos ficam abaixo do nível de 700 mil solicitações desde março de 2020, quando paralisações obrigatórias de serviços não essenciais, como restaurantes e bares, foram adotadas para conter a primeira onda de infecções por Covid-19. (Com Reuters)

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