Ibovespa oscila na abertura com cautela global e discussões sobre o Orçamento

O dólar opera em queda contra o real nesta terça-feira, perdendo 0,48% e negociado a R$ 5,65 na venda.

Ana Paula Pereira
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O Ibovespa opera próximo da estabilidade e sem direção definida na abertura do pregão desta terça-feira (6), avançando 0,04% aos 117.564 pontos às 10h16, horário de Brasília, alinhado ao movimento de cautela global dos mercados após ganhos robustos na sessão de ontem. O índice brasileiro terminou a segunda-feira em alta de 2%, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 fecharam em máximas recordes, impulsionados por dados de recuperação da economia dos Estados Unidos.

“Esta será uma semana majoritariamente de comportamento internacional”, disse Raphael Figueredo, sócio-analista da Eleven Financial. “Tem um sentimento de uma sensação de recuperação, uma aposta do mercado, que procura apetite por recuperação do risco global. Isso vai impulsionando os mercados no mundo inteiro”, completou.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou novamente sua perspectiva para o crescimento econômico global nesta terça-feira, projetando que a produção mundial aumentará 6% neste ano, taxa não vista desde a década de 1970, graças principalmente a respostas de política econômica sem precedentes à pandemia de Covid-19.

No contexto doméstico, segue no radar dos investidores as negociações em torno do Orçamento de 2021. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que um entendimento em torno do Orçamento deve atender a requisitos políticos, mas também jurídicos.

“Você pode até ter politicamente uma solução mais fácil, mas juridicamente ela deixa o governo exposto lá na frente a uma eventual não aprovação de contas pelo TCU lá no ano que vem, em maio do ano que vem”, disse Guedes em videoconferência promovida pela XP Investimentos.

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Ele disse acreditar que uma solução para a lei orçamentária será definida “bem antes” da data limite para sanção ou veto do texto pelo presidente da República, em 22 de abril, e ressaltou a “boa vontade” de todos os envolvidos no processo.

Nos indicadores, o PMI de serviços do Brasil caiu a 44,1 em março, de 47,1 em fevereiro, aprofundando-se pelo terceiro mês seguido ainda mais abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração, segundo dados do IHS Markit. Além disso, foi o ritmo mais forte de redução desde julho de 2020.

O resultado foi atribuído à fraqueza contínua da demanda, intensificação da crise de Covid-19 e restrições mais rigorosas para conter a doença, o que levou a forte queda na entrada de novos trabalhos.

O dólar opera em queda contra o real nesta terça-feira, perdendo 0,48% e negociado a R$ 5,65 na venda, em dia de oscilações discretas nos demais mercados de câmbio e com investidores voltados para o noticiário sobre o impasse do Orçamento no Brasil.

Em Wall Street, os índices futuros trabalham em queda nesta manhã, em correção após os ganhos robustos observados nos últimos dias. Na sessão de ontem, o apetite por riscos foi impulsionado por sinais de uma forte recuperação na economia dos EUA. Em março, o país gerou 916 mil postos de trabalho, bem acima das projeções do mercado, levando a taxa de desemprego norte-americana para 6,0%. Também no último mês, o índice de atividade no setor de serviços subiu para 63,7 nos EUA, o maior da história e acima das expectativas de especialistas para março. (Com Reuters)

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