M. Dias Branco revela estratégia para conquistar o Sul e o Sudeste do país

Na esteira dos bons resultados de 2020, companhia alimentícia quer chegar à mesa da maior parte da população brasileira .

Cleber Souza
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Gustavo Theodozio, vice-presidente de investimentos e controladoria da M. Dias Branco

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Com presença hegemônica nas regiões Norte e Nordeste, de onde vem 60% de sua receita, a companhia cearense M. Dias Branco, fabricante nacional de biscoitos e massas e detentora de marcas como Adria, Piraquê e Vitarella, prepara-se para avançar também sobre o Sul e o Sudeste do país. Para isso, a gigante alimentícia desenvolveu uma estratégia que incluiu a aquisição de empresas já consolidadas no mercado, parcerias com startups, investimentos em mídia e novas linhas de produtos. A perspectiva de crescimento financeiro e geográfico vem na esteira dos bons resultados de 2020, ano em que a pandemia de Covid-19 surpreendeu o mundo e provocou inúmeras incertezas, mas impactou positivamente o setor de alimentos e bebidas.

Por aqui, o segmento registrou alta no faturamento de 12,8% no ano passado quando comparado a 2019, atingindo R$ 789,2 bilhões – cifra que inclui tanto exportações quanto vendas para o mercado interno. Esse resultado representa 10,6% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, segundo pesquisa da ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos). Em 2019, foram R$ 699,9 bilhões. Enquanto isso, a M. Dias Branco contabilizou índices de crescimento bem melhores do que a média do setor: a  receita líquida, de R$ 7,3 bilhões, foi 18,8% maior do que em 2019. Já o lucro, de R$ 763,8 milhões, registrou alta de 37,2% em relação ao ano anterior.

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Em entrevista exclusiva à Forbes, Gustavo Theodozio, vice-presidente de investimentos e controladoria do grupo, reconhece que 2020 foi um ano desafiador e  transformador, mas com bons resultados para a companhia. Ele assumiu o cargo em fevereiro do ano passado, sucedendo Geraldo Luciano Mattos Júnior, com o desafio de, logo de cara, enfrentar uma pandemia de proporções gigantescas. O cenário o obrigou a pensar em soluções e estratégias, que tiveram de ser implementadas em curto espaço de tempo. E agora a ideia é expandir, chegando a regiões com grandes potenciais comerciais. 

“[A M. Dias Branco] é líder nacional nas categorias de biscoitos e massas, mas com presença muito forte no Norte e Nordeste. Isso significa que existe uma avenida de crescimento a ser explorada pela companhia, que inclui o Sul e Sudeste. Em 2018, compramos a Piraquê, uma marca forte, com potencial nacional, mas que ainda é muito carioca. Essa aquisição estimulou nosso plano de expansão, começando com a desconcentração da marca, que saiu do Rio de Janeiro em direção a São Paulo e Minas Gerais”, diz o executivo.  

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O ambicioso plano de expansão começou a ser implementado no ano passado. E a estratégia de marketing, que inclui parcerias com outras marcas e anúncios publicitários frequentes, têm desempenhado um papel fundamental na captação de clientes em regiões diferentes daquelas onde a companhia já tem presença massiva. Exemplo disso é a ação “Festa da Piraquê”, no Big Brother 2021, da Rede Globo, que teve a paraibana Juliette Freire como campeã. “A gente tem que gastar. Sabemos que é investindo muito em propaganda que vamos suportar esse plano de crescimento. Estamos apostando também em novas linhas de produção para lançar, por exemplo, uma linha de snacks. E, recentemente, lançamos produtos com chocolate.”

Para o executivo, entender a mudança de mercado e os novos hábitos dos consumidores são dois fatores considerados essenciais. “Nossa estratégia divide o Brasil em dois. Na defesa, estão o Norte e Nordeste, enquanto no ataque temos o Sul e o Sudeste. A ideia é, de um lado, proteger nosso mercado principal, e, de outro, avançar. Para conseguir colocar esse plano em prática, passamos a olhar também para startups brasileiras”, ressalta Theodozio, que selecionou, no começo de março, três empresas (a IndustryCare, a ST-One e a MInT Consultoria) para a entrega de um projeto-piloto, a última fase do Germinar Tecnologia, iniciativa de aceleração da companhia que consumiu R$ 1 milhão em recursos. O objetivo é que as soluções propostas pelas startups ofereçam ganhos de eficiência operacional e redução de custos em alinhamento com a Indústria 4.0. 

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