"Eu quebrei o sistema", avalia Conor McGregor, estrela do UFC e atleta mais bem pago do mundo

A maior parte dos ganhos de McGregor nos últimos 12 meses veio da venda por US$ 150 milhões da participação em sua marca de whiskey

David Dawkins
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Jeff Bottari/Getty Images
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Em 2016, McGregor afirmou para Cristiano Ronaldo que um dia iria ultrapassá-lo no ranking das estrelas mais bem pagas do esporte

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“Já faz muito tempo que estou esperando essa ligação, para ser honesto”, diz McGregor, depois de saber que foi o atleta mais bem pago do ano passado. É um reconhecimento que o lutador irlandês, ex-campeão do UFC e boxeador profetizou em um famoso vídeo de 2016, no qual ele brinca com o astro do futebol Cristiano Ronaldo – o nº 1 daquele ano, com US$ 88 milhões – dizendo que ele o superaria, “talvez no próximo ano”. Em maio, McGregor, de 32 anos, cumpriu sua promessa, celebrando sua ascensão ao twittar fotos de um bolo recém-feito que parecia uma capa da Forbes. “Estou feliz por ter superado Ronaldo este ano”, diz ele.

Escolher suas lutas sempre foi a chave para o sucesso de McGregor – e a origem de constantes controvérsias. Ele começou sua carreira aos 12 anos no Crumlin Boxing Club, nos subúrbios de Dublin. Enquanto trabalhava como aprendiz de encanador e vivia desempregado, ele começou a lutar por sobras no circuito local de MMA (artes marciais mistas).

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Ele fez sua estreia no UFC em 2013, com uma sequência de vitórias que o tornaram campeão Peso Pena em 2015, e campeão Peso Leve um ano depois. Ele não é considerado o melhor lutador em técnica, mas sua mistura explosiva de habilidade, estilo e conversa fiada, além de sua grande personalidade, fizeram dele um nome popular. Seu maior pagamento veio quando ele escapou da jaula do MMA para uma luta de boxe em 2017 com o nove vezes campeão mundial Floyd Mayweather Jr. McGregor perdeu, mas ganhou US$ 85 milhões por seu trabalho, parte de uma arrecadação de US$ 99 milhões para a lista de 2018 da Forbes. Mayweather levou para casa US$ 285 milhões no mesmo período.

Alegações de mau comportamento, incluindo agressão sexual, o acompanharam em sua ascensão à fama. Um caso na Irlanda foi arquivado após uma investigação policial, mas ele ainda enfrenta um processo civil sobre o assunto. Ele nega todas as acusações. Em 2019, uma briga em um bar de Dublin com um homem mais velho foi registrada em vídeo. “Eu estava errado”, disse McGregor à ESPN. “Aquele homem merecia desfrutar de seu tempo no pub sem que acabasse da forma como acabou.”

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Nem problemas legais, nem a pandemia deixaram McGregor de lado, visto que ele ganhou US$ 22 milhões em sua única luta no octógono do UFC no ano passado (a qual ele perdeu), além de US$ 8 milhões em patrocínio. A maior parte de seus ganhos nos últimos 12 meses veio dos US$ 150 milhões (antes dos impostos) que obteve vendendo sua participação majoritária em sua marca de whiskey, “Proper No. Twelve”. Isso o levou a ultrapassar Lionel Messi, segundo lugar no ranking de 2021 dos atletas mais bem pagos do mundo, com US$ 130 milhões, e Ronaldo, em terceiro lugar, com US$ 120 milhões.

A mudança de McGregor para o ramo de bebidas foi totalmente estratégica. “Eu poderia ter aceitado o dinheiro fácil”, diz ele sobre sua decisão de ir além dos patrocínios tradicionais e iniciar seu negócio em 2018. “Eu poderia ter aceitado o dinheiro rápido. [Mas] eu corri o risco. Eu coloquei meu coração e alma nisso, e valeu a pena.”

Para se inspirar, ele procurou o já conhecido fornecedor irlandês de bebidas, Arthur Guinness, e começou a criar um whiskey inconfundível de Éire: solo irlandês, água de nascente irlandesa e grãos irlandeses, todo destilado em um “terreno perfeito” no condado de Antrim, na Irlanda do Norte. Na Destilaria Bushmills, de propriedade da gigante mexicana de bebidas Becle (popularmente conhecida por Jose Cuervo), que no início possuía uma participação minoritária na “Proper No. Twelve”.

“Na Irlanda, temos destiladores e bebedores especializados. Meu avô era um bebedor especializado”, diz McGregor. “Ele sempre me dizia que a Irlanda era a campeã mundial na fabricação de whiskey.” Em menos de três anos, 6 milhões de garrafas da Proper foram distribuídas e, em abril, a Becle e a Proper No. Twelve anunciaram que a Becle havia comprado a maior parte da participação de McGregor.

Ainda em boa forma, ele provavelmente tem bastante luta pela frente. “Eu conheço muitos dos atletas desta lista, você sabe que eles ganham muito com seu esporte, muito com seus patrocínios”, diz ele, como forma de notar que ganhou a maior parte de seu dinheiro não no ringue, mas como um empreendedor. “Provavelmente sou o oposto. Eu fujo do padrão. Eu sou disruptivo.”

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