Global Citizen planeja 6 fundos de impacto sustentável de até US$ 1 bi cada

Os países mais pobres precisam de cerca de US$ 400 bi anuais para atingir metas de entidade.

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Afolabi Sotunde/File Photo/Reuters
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Os países mais pobres do mundo precisam de cerca de US$ 400 bilhões anuais para atingir metas de cesso à água potável e o combate às mudanças climáticas

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A organização internacional sem fins lucrativos Global Citizen, que tem como meta ajudar a acabar com a pobreza, disse hoje (18) que planeja lançar seis fundos de até US$ 1 bilhão cada, focados em gerar impacto ambiental e social para países em desenvolvimento.

Os Global Citizen Impact Funds visam a ajudar a preencher uma lacuna no financiamento para os países mais pobres que lutam para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2030 das Nações Unidas, que incluem o acesso à água potável e o combate às mudanças climáticas.

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Os países mais pobres do mundo precisam de cerca de US$ 400 bilhões anuais para atingir essas metas, mas atualmente recebem apenas uma fração disso, disse à Reuters o diretor de políticas da Global Citizen, Mick Sheldrick.

Para ajudar a impulsionar mudanças mais rápidas, a Global Citizen disse que seus fundos, criados com o parceiro NPX, reuniriam filantropos e investidores usando um modelo de financiamento que acredita ser escalável rapidamente.

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A organização espera começar a captar dinheiro de doadores nos próximos seis a nove meses e tem como meta pelo menos US$ 25 milhões  para cada fundo, embora a maioria das ONGs escolhidas para receber financiamento possa escalar rapidamente e absorver até US$ 1 bilhão de doadores.

Sob o modelo, os investidores dariam dinheiro à ONG com o objetivo de atingir determinadas metas. Se for bem-sucedido, e após os resultados serem verificados de forma independente por terceiros, o fundo liberaria dinheiro dos doadores para as ONGs para reembolsar os investidores.

Com isso, os investidores receberiam um retorno sobre seu capital de cerca de 5% a 6%, a ONG receberia um pagamento de incentivo, enquanto os doadores teriam a garantia de que financiariam apenas iniciativas que funcionassem.

Os outros fundos se concentrarão na detecção e tratamento da malária, melhorar a alfabetização e mapeamento de crianças em condição de crise, dar acesso a água potável, tirar mulheres marginalizadas da pobreza e melhorar a segurança alimentar.

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