Fatia na Infracommerce leva Iguatemi a prejuízo no 1º trimestre

Reuters
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A gestora de shoppings de alto padrão Iguatemi teve prejuízo líquido de R$ 16,4 milhões no primeiro trimestre de 2022, em um resultado pressionado por desvalorização da participação da companhia na Infracommerce.

A Iguatemi havia registrado lucro líquido de R$ 39,8 milhões no mesmo período de 2021. Excluindo o efeito da queda no valor das ações da empresa de infraestrutura de software para comércio eletrônico, a Iguatemi teria lucro líquido de R$ 40,9 milhões de janeiro a março.

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A companhia teve um resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 147,8 milhões entre janeiro ao fim de março, ganho de 53,7% contra um ano antes. A margem cresceu 8,2 pontos percentuais, para 64,7%, mas ainda ficou atrás do patamar de 72,6% visto no mesmo período de 2019, antes da pandemia.

Analistas, em média, projetavam Ebitda de R$ 160,5 milhões, segundo dados da Refinitiv.

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As units da Iguatemi exibiam queda de 3,5% às 11h, enquanto o Ibovespa recuava 1,14%. Os papéis de Infracommerce, que não fazem parte do principal índice da bolsa brasileira, recuavam 5,45%.

A receita líquida subiu 34,3% ano a ano, para R$ 228,4 milhões, com crescimento de 77,2% nas vendas totais e de 70,7% em mesmas lojas.

O efeito desses números no balanço, entretanto, foi abatido por perda de R$ 126,6 milhões no resultado financeiro. Uma participação na plataforma de comércio eletrônico Infracommerce gerou sozinha prejuízo de R$ 86,9 milhões, já que as ações da empresa desabaram 18,3% no primeiro trimestre.

A fatia na Infracommerce pode continuar pressionando os resultados da Iguatemi, visto que uma reação negativa do mercado a um novo plano de incentivo a executivos da plataforma de comércio eletrônico, aliado à baixa forte da bolsa brasileira como um todo a partir de abril, levou a ação a acumular até então queda de 59,5% no segundo trimestre.

No ano passado, a Iguatemi disse que tinha uma fatia indireta de 65% na Engadin Investments, que, por sua vez, detinha 16% da Infracommerce. A participação faz parte do programa de investimentos em empresas vistas como de alto potencial de crescimento pela gestora de shoppings centers.

A Engadin, que é subsidiária do Navigator One Fund, tem atualmente 10% da Infracommerce.

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