Agtech LeveAgro nasce para vender fertilizante online e em tempo real

 Igo Estrela/CNA
Igo Estrela/CNA

Startup nasce para vender fertilizante, um mercado de quase 40 milhões de toneladas por ano

Após um ano de desenvolvimento, na semana passada, foi apresentada ao mercado uma plataforma online destinada ao comércio em tempo real de fertilizantes. O feito é do misto de agtech e fintech, LeveAgro, que tem à frente o empreendedor Eduardo Nunes. A plataforma online permite que o produtor, na pessoa física ou jurídica, realize a cotação e a compra de fertilizantes.

Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo passado por empresas como o Czarnikow
Group e a Louis Dreyfus Company, Nunes fundou em 2014 a NPK Soluções. Agora, vai adiante com a LeveAgro. Ele diz que a ideia da plataforma digital surgiu assim que a pandemia de Covid-19 começou a acelerar a digitalização no agronegócio. “Trabalhando no setor de fertilizantes, com a NPK Soluções, que atendia clientes de porte corporativo, percebemos que todo o trabalho poderia ser agilizado pela plataforma, trazendo vantagens e redução de custos para todos os envolvidos”, afirma Nunes.

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A digitalização é um dos efeitos em todos os setores da economia e o agro não está fora. Produtores rurais, mais do que nunca, têm buscado por ferramentas que possam agilizar seu trabalho. De acordo com um levantamento da McKinsey & Company, realizado no ano passado com 560 agricultores, mais da metade dos entrevistados preferem utilizar interações digitais durante o processo de compra de fertilizantes. O Brasil está perto de 40 milhões de toneladas de fertilizantes entregues no mercado, de acordo com a Anda (Associação Nacional para a Difusão de Adubos).

Divulgação/Elo
Divulgação/Elo

Eduardo Nunes cria startup, de olho na digitalização crescente do agro

Não por acaso, a ideia da LeveAgro foi desenvolvida com recursos próprios, com a meta de torná-la sustentável ao “alcançar cinco mil clientes” em 12 meses, espera Nunes. A startup conta com cerca de 180 fornecedores localizados nos mercados nacional e internacional. Os preços dos produtos de prateleira são gratuitos aos produtores, que pagam por assinatura de contratos através do E-CPF, com prazos de pagamentos de até 180 dias. “Fazemos todo o processo burocrático e de cartório, assim como análise de crédito e emissão de CPR (cédula de produto rural) online”, afirma Nunes. A plataforma também permite cotações antecipadas de até um ano, tornando a ferramenta um benchmark de preço de fertilizantes. Além disso, cuida da parte logística das entregas.

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