Embrapa quer mostrar aos produtores como economizar R$ 5 bi com fertilizantes

Uma caravana itinerante viajará a cerca de 30 polos produtivos a partir de abril, para abordar questões práticas e de impacto imediato.

Redação
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Timothy Hearsum_Gettyimages
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Embrapa quer mostrar no campo como economizar insumos

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A partir de abril, pesquisadores e técnicos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) começam a visitar cerca de 30 polos produtivos de nove macrorregiões agrícolas do país, com o objetivo de promover o aumento da eficiência de uso dos fertilizantes e insumos no campo, diminuir custos de produção dos produtores rurais e estimular a adoção de novas tecnologias e de boas práticas de manejo de solo, água e plantas. A economia poderia chegar a US$1 bi  )(R$ 5 bilhões ) na próxima safra.  O anúncio foi feito hoje 4.

“Nosso objetivo é que o Brasil possa superar a crise dos fertilizantes por meio de capacitação e troca de conhecimentos sistematizados entre os institutos de pesquisa e o setor produtivo, estabelecendo um diálogo da pesquisa com o agronegócio no Brasil, propondo soluções tecnológicas para cada um desses 30 polos agrícola”, disse Celso Moretti, presidente da Embrapa.

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Chamada de Caravana Embrapa FertBrasil, a ação integra o Plano Nacional de Fertilizantes, a ser lançado pelo Governo Federal nas próximas semanas. Moretti diz que a ação vai abordar questões práticas e de impacto imediato, que ao serem adotadas poderão, junto com outras iniciativas do Plano Nacional, promover uma economia de até 20% no uso dos fertilizantes no Brasil, já na safra 2022/23.

Os técnicos da Embrapa vão mostrar a importância do manejo sustentável dos solos e fertilizantes para maximizar a eficiência de uso destes insumos e melhorar a produtividade. “A gente aprende na agronomia que é preciso fazer a aplicação de adubo de acordo com a análise de fertilidade do solo e análise da folha da planta”, diz Moretti.

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“Mas sabemos que em muitos lugares do Brasil, eles acabam utilizando uma receita pronta, um pacote tecnológico genérico. Por exemplo, 500 quilos por hectare de fertilizante NPK [nitrogênio, fósforo e potássio] independentemente da fertilidade do solo ali presente.”

O Brasil, atualmente, consome cerca de 8,5% dos fertilizantes processados no mundo, ocupando a quarta posição. China, Índia e Estados Unidos aparecem no topo da lista de consumo. Mas esses países, ao contrário do Brasil, também são grandes produtores mundiais de fertilizantes. No ano passado, o país importou cerca de 89% do total de 43 milhões de toneladas consumidas na produção agrícola.

No país, as culturas de soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 73% do consumo de fertilizantes. A Rússia é responsável por fornecer 25% dos fertilizantes para o Brasil. Junto com a Bielorrússia, chega a fornecer mais de 50% do potássio consumido pelo agricultor brasileiro anualmente.

Além das orientações aos produtores, a caravana da Embrapa fará um diagnóstico do setor que servirá para aprimorar as ações do Plano Nacional de Fertilizantes. A estimativa é receber para as atividades presenciais cerca de 10 mil multiplicadores, entre técnicos de extensão rural, técnicos de cooperativas, sindicatos e associações rurais, e produtores líderes.

Esta será a segunda caravana itinerante realizada pela Embrapa. Entre 2013 e 2015, a empresa percorreu também os principais polos produtivos do país para divulgar soluções tecnológicas para controlar a lagarta Helicoverpa armigera, praga exótica que invadiu o território brasileiro causando fortes prejuízos para as principais culturas agrícolas.

 

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