AstraZeneca nega que vacina contra Covid-19 seja menos eficaz em idosos

Steve Parsons/Pool via Reuters
Steve Parsons/Pool via Reuters

A AstraZeneca disse que uma forte resposta imunológica à vacina foi demonstrada em análises de sangue de idosos participantes do ensaio

A AstraZeneca negou ontem (25) que sua vacina contra a Covid-19 não seja muito eficaz para pessoas com mais de 65 anos, depois que reportagens da mídia alemã disseram que as autoridades temem que o imunizante pode não ser aprovado na União Europeia para uso em idosos.

Os alemães “Handelsblatt” e “Bild” disseram em reportagens separadas que a vacina – codesenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford – tinha uma eficácia de 8% ou menos de 10%, respectivamente, em pessoas com mais de 65 anos.

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Autoridades alemãs estão receosas de que a vacina possa não receber aprovação da autoridade de medicamentos da União Europeia para uso em pessoas com mais de 65 anos, disse o “Bild” em sua edição online.

As reportagens marcam outro problema potencial para a AstraZeneca, que disse à União Europeia na última sexta-feira (22) que não poderia cumprir as metas de fornecimento acordadas até o final de março, depois de enfrentar problemas de produção de vacinas. A frustração já estava crescendo entre os países europeus porque a Pfizer e a parceira BioNTech anunciaram uma redução temporária no fornecimento de vacinas no início de janeiro.

Em uma resposta por escrito, a AstraZeneca descreveu as reportagens da mídia alemã dizendo que sua vacina demonstrou ter uma eficácia muito baixa em idosos como “completamente incorretas”.

A farmacêutica disse que o Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização do Reino Unido apoiou o uso da vacina em idosos. Ele também disse que uma forte resposta imunológica à vacina foi demonstrada em análises de sangue de idosos participantes do ensaio.

Em 30 de dezembro, o Reino Unido se tornou o primeiro país a aprovar a vacinação com dose dupla e não impôs um limite máximo de idade. Até agora, ela se concentrou nos idosos e nos profissionais de saúde para sua campanha de imunização. (Com Reuters)

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