Fiocruz diz que vacina da AstraZeneca é extremamente segura

Bruno Kelly/Reuters
Bruno Kelly/Reuters

Em nota, a Fiocruz reforçou a posição da agência europeia e também citou declarações da OMS e da AstraZeneca a respeito da segurança da vacina

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), responsável pela produção no Brasil da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford, afirmou hoje (16) que o imunizante é extremamente seguro, conforme demonstrado em ensaios clínicos, e que até o momento não há evidência de aumento do risco de formação de coágulos sanguíneos pela vacina.

Diversos países europeus, incluindo os maiores membros da UE (União Europeia) – Alemanha, França e Itália – suspenderam o uso do imunizante nos últimos dias após casos isolados de hemorragia, formação de coágulos sanguíneos e baixa contagem de plaquetas em pessoas que receberam a vacina, à espera do desfecho de uma investigação da EMA (Agência Europeia de Medicamentos) sobre os casos.

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A diretora-executiva da agência reguladora, Emer Cooke, disse que não há indicação de que os incidentes envolvendo a formação de coágulos, que ela chamou de “muito raros”, foram causados pela vacina, e afirmou que os benefícios do imunizante continuam a superar os riscos. A investigação da agência continua.

Em nota, a Fiocruz reforçou a posição da agência europeia e também citou declarações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da AstraZeneca a respeito da segurança da vacina.

“Mais de 17 milhões de pessoas, na União Europeia e no Reino Unido, e cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil já foram vacinadas com esse imunizante sem que houvesse, até o momento, evidência de aumento de risco de formação de coágulos sanguíneos em qualquer faixa etária”, afirma a Fiocruz.

A fundação citou informações divulgadas pela AstraZeneca de que, até 8 de março, haviam sido relatados 15 eventos de trombose venosa profunda e 22 eventos de embolismo pulmonar em investigação da farmacêutica referente à vacinação de mais de 17 milhões de pessoas na União Europeia e Reino Unido, sem demonstrar “evidência de aumento do risco de eventos trombólicos para qualquer faixa etária, gênero ou lote de vacina de determinado país”.

Ontem (15), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disse que vem monitorando cinco casos suspeitos de eventos tromboembólicos ocorridos no Brasil, “não havendo, até o momento, correlação estabelecida entre o uso da vacina Fiocruz/Astrazeneca com eventos adversos relacionados à coagulação sanguínea”, e acrescentou não haver motivo para a adoção de qualquer medida sanitária.

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Segundo a Fiocruz, a área de farmacovigilância da fundação tem se mantido em estreita comunicação com a Anvisa e com o PNI (Programa Nacional de Imunização) para monitoramento e análise de notificações de eventos adversos. “Os eventos adversos compreendem qualquer ocorrência indesejável, sem que necessariamente exista relação causal com a vacina”, afirmou.

A Fiocruz tem contrato para produzir 210 milhões de doses da vacina ao longo de 2021, sendo 100,4 milhões com insumos importados e o restante de produção 100% nacional. Até o momento, no entanto, a fundação não entregou doses envasadas localmente ao Ministério da Saúde, devido a atrasos no cronograma, tendo repassado somente 4 milhões de doses que foram importadas prontas da Índia. (Com Reuters)

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