Mais forte do que o saquê e mais fraco do que o uísque: se você não provou o shochu, não saboreou nada parecido. Para pessoas com certa predisposição, o primeiro gole de shochu pode causar uma sensação do tipo “onde você estava até hoje?”. Bebida nacional do Japão – mais consumido lá do que o saquê –, ela tem nuances sedutoras. Como bônus, o cerco não dura até o dia seguinte: com 25% a 30% de álcool, o shochu tem um teor alcoólico claramente inferior ao da vodca e ao do uísque, além de menos calorias. As melhores matérias-primas são destiladas a seco, gerando aromas voláteis e efêmeros com notas de frutas cítricas, baunilha, castanhas salgadas, pétalas de rosa e terra úmida. Há um parentesco distante com o saquê pelo fato de que a bebida também captura os seus sentidos, mas sem deixar de ser leve. Diversas marcas destilam shochu em todo o Japão a partir de uma variedade de ingredientes básicos, entre os quais arroz, cevada e batata-doce. Para a maioria dos apreciadores japoneses, o shochu está preso a suas raízes na classe trabalhadora. “Entre alguns produtores, ainda há um sentimento residual de não quererem que o shochu seja chique e entre na moda.”
Tarde demais: vem crescendo consideravelmente o número de conhecedores das bebidas mais artesanais, um conjunto bastante individualizado de sochus que costumam descer muito bem, sejam puros, com gelo, em coquetéis ou servidos à moda tradicional, misturados com água (muitas vezes aquecida). Veja a seguir: