Ibovespa sobe apoiado em alívio na guerra comercial EUA-China

Getty Images
Bolsa se recupera e Ibovespa sobe mais de 1%

A bolsa paulista se recuperou parcialmente da queda da véspera, apoiada por notícias positivas sobre a disputa comercial entre Estados Unidos e China, em sessão também marcada por uma bateria de resultados corporativos domésticos.

LEIA MAIS: Ibovespa cai pressionado por pessimismo internacional

O Ibovespa subiu 1,36%, a 103.299,47 pontos. O volume financeiro do pregão somou R$ 18,2 bilhões. O pregão de hoje (13) também foi marcado por ajuste antes do vencimento dos contratos de opções do Ibovespa e do índice futuro amanhã (14).

O governo norte-americano prometeu adiar a aplicação de tarifas de 10% sobre alguns produtos chineses, incluindo laptops e celulares, prevista para entrar em vigor em setembro, o que animou os mercados acionários globais.

“Estamos fazendo isso para a temporada de Natal” para evitar qualquer impacto adverso sobre os compradores dos EUA, disse o presidente norte-americano, Donald Trump, a jornalistas.

Em paralelo, o Ministério do Comércio chinês disse que o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, falou por telefone com autoridades comerciais dos Estados Unidos, e que novas negociações ocorrerão em duas semanas.

Em Wall Street, as bolsas firmaram alta após os comentários, com o S&P 500 avançando 1,47%. “A divulgação do atraso da implementação das tarifas é na pratica uma demonstração de que há mais tempo para que EUA e China tentem chegar a um acordo comercial”, destacou o estrategista Felipe Sichel, do modalmais.

Houve também uma trégua na bolsa argentina, após o tombo de 37% da véspera por apreensão com a cena eleitoral, com o índice Merval subindo 10% nesta terça-feira.

Segundo estrategistas do Bank of America Merrill Lynch, a América Latina já era a região emergente mais ameaçada pela escalada da guerra comercial EUA-China e queda do iuan para um mínimo de 11 anos antes da surpresa na Argentina.

“A América Latina aparece como a região mais vulnerável não apenas devido à alta exposição à China e aos preços das commodities, mas também porque as ferramentas disponíveis para implementar políticas monetárias anticíclicas são mais limitadas”, disseram estrategistas do Merrill Lynch em nota.

Ainda no radar local, o relator da proposta da reforma tributária em comissão especial na Câmara dos Deputados, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), estimou que apresentará seu parecer em 8 de outubro, além do início dos trabalhos envolvendo a tramitação da reforma da Previdência no Senado.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Tenha também a Forbes no Google Notícias

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).