Trump diz que haverá negociações com a China

Aly Song/Reuters
Mercado recuou em resposta a novas tarifas da China e dos Estados Unidos

Os Estados Unidos e a China buscaram aliviar as tensões sobre a guerra comercial hoje (26), com Pequim pedindo calma e o presidente norte-americano, Donald Trump, prevendo um acordo depois que os mercados recuaram em resposta a novas tarifas de ambos os países.

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Trump, falando durante a cúpula do G7 de líderes mundiais na França, afirmou que as autoridades chinesas entraram em contato com os representantes comerciais dos EUA e ofereceram voltar à mesa de negociações.

O vice-premiê chinês, Liu He, que tem liderado as negociações com Washington, afirmou nesta segunda-feira que a China está disposta a resolver a disputa comercial através de negociações “calmas” e se opõe à intensificação do conflito.

Trump elogiou essa linguagem e, dias depois de se referir ao presidente chinês Xi Jinping como um inimigo, elogiou o líder chinês.

“Eles querem calma, e isso é ótimo, sinceramente. E um dos motivos de ele ser um grande líder, o presidente Xi, e um dos motivos de a China ser um grande país é que eles entendem como a vida funciona”, disse Trump.

“A China ligou na noite passada para nosso pessoal de comércio e disse ‘vamos voltar à mesa’, então vamos voltar à mesa, e acho que eles querem fazer algo”, disse ele.

Em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, afirmou não saber de uma ligação entre os dois lados. Entretanto, o Ministério do Comércio é que normalmente divulga comunicados sobre ligações comerciais. Ele não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

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Quando pressionado sobre se uma ligação havia ocorrido, Trump enfatizou os comentários de Liu. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que foi feito contato entre os dois lados, mas se recusou a dizer com quem.

Hu Xijin, editor do jornal estatal chinês “Global Times”, tuitou: “Com base no que eu sei, os principais negociadores chineses e norte-americanos não mantiveram conversas telefônicas nos últimos dias. Os dois lados mantêm contato em nível técnico, o que não tem a relevância que o presidente Trump sugeriu. A China não mudou de posição. A China não cederá à pressão dos EUA.”

A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo se intensificou na última sexta-feira (23), com ambos os lados adotando mais tarifas sobre as exportações um do outro.

Trump anunciou uma taxa adicional sobre cerca de US$ 550 bilhões de produtos chineses, horas depois de a China divulgar tarifas retaliatórias sobre US$ 75 bilhões em mercadorias dos EUA.

No domingo, a Casa Branca disse que Trump se arrependeu de não aumentar ainda mais as tarifas. Mas o presidente também pareceu se afastar de sua ameaça de mandar empresas norte-americanas para fora da China.

Liu, falando em uma conferência na China, afirmou que ninguém se beneficia de uma guerra comercial.

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“Estamos dispostos a resolver a questão através de consultas e cooperação com uma atitude calma e nos opomos firmemente à intensificação da guerra comercial”, disse Liu, que é o principal assessor econômico de Xi, de acordo com transcrição do governo.

A guerra comercial prejudicou o crescimento global e elevou os temores do mercado de que a economia mundial entrará em recessão.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse que o país retaliaria se Trump aplicar as últimas tarifas sobre os EUA.

Questionado se abandonaria as tarifas, Trump disse: “Tudo é possível. Posso dizer que estamos tendo conversas muito significativas, muito mais significativas do que nunca, francamente”.

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