Lucro da Rumo salta 61% no 3º tri

Operadora de infraestrutura e logística do grupo Cosan registrou resultado de R$ 369 milhões

Os efeitos combinados da safra recorde de milho com o controle das despesas e menores investimentos levaram a Rumo a um salto no lucro do terceiro trimestre.

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A operadora de infraestrutura logística do grupo Cosan anunciou ontem (11) que seu lucro líquido somou R$ 369 milhões no período, um aumento de 61,2% em relação ao mesmo período de 2018.

Já o resultado operacional da medido pelo lucro antes de impostos, juros, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 1,206 bilhão, avanço de 18,5% ano a ano.

A empresa atribuiu o resultado aos maiores volumes transportados e à maior eficiência nos custos e despesas. O volume transportado no trimestre cresceu 7,7% na comparação anual, atingindo 17,4 bilhões de toneladas equivalentes (TKU).

“A safra recorde de milho somada a condições comerciais favoráveis fez com que as exportações permanecessem fortes durante todo o terceiro trimestre”, afirmou a Rumo.

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Além disso, as tarifas tiveram crescimento de 4,6% ano a ano, revertendo cenário desfavorável de trimestres anteriores.

A Rumo afirmou que, para 2020 as projeções para a soja apontam produção recorde do grão no Brasil, com expectativa de exportações em linha com 2019.

“Este cenário pode trazer maiores volumes para a Rumo, principalmente nos primeiros três meses da safra, período em que os preços da commodity são mais altos e há uma boa procura por logística eficiente”, afirmou a empresa.
Já em relação ao milho, a empresa citou projeções de mercado indicando que a produção deve seguir em linha com o número recorde desse ano, com 101 milhões de toneladas.

Além de maiores volumes transportados e do aumento da receita, a última linha do resultado da Rumo também foi beneficiada por menores volumes de investimentos. O capex atingiu R$ 390 milhões de julho a setembro, 29% inferior ao mesmo período do ano anterior.

Em comunicado separado, a Rumo apresentou projeções para o período compreendido nos próximos quatro anos, no qual estimou fazer investimentos de R$ 13 bilhões a R$ 15 bilhões.

A empresa também previu que em 2023 vai transportar de 88 bilhões a 94 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) e que seu Ebitda será de R$ 6,2 bilhões a R$ 6,9 bilhões.

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