COO do TIDAL fala sobre as estratégias da empresa no Brasil

Kevin Mazur / Getty Images
Na foto, alguns dos “donos” do Tidal como Jay-Z, Beyoncé, Rihanna e Madonna se juntam em um evento da marca

Resumo:

  • A Forbes Brasil conversou com o COO Lior Tibon do TIDAL, serviço de streaming presente em mais de 50 países e que é líder em remuneração de seus artistas;
  • O TIDAL é totalmente “artist-owned”, o que significa que um grupo de artistas controla as principais decisões da empresa;
  • Entre esses artistas, estão Jay-Z, fundador, e a cantora e esposa, Beyoncé.

Formado em negócios, Lior Tibon, COO do serviço de streaming TIDAL, trabalha com pessoas com formação levemente diferente da sua. Apesar de a empresa ser conhecida por ter entre os proprietários o cantor Jay-Z, alguns dos “colegas de trabalho” de Tibon são não menos famosos: Beyoncé, Rihanna e Calvin Harris.

LEIA MAIS: 3 lições do acordo entre Beyoncé e Adidas

O TIDAL, como o site da própria plataforma diz, pertence a artistas. A lista de líderes da empresa vai de Coldplay a Nicki Minaj e Madonna. Em entrevista à Forbes Brasil, Tibon afirmou que cada artista tem seu jeito diferente de contribuir com o serviço de streaming. “Para mim, é muito interessante, porque vejo as ideias que eles têm para o app ganhar vida”, diz o COO.

O serviço de streaming oferece podcasts e vídeos, mas seu carro chefe mesmo é a música, o que não poderia ser diferente em uma empresa comandada por músicos. É nisso, aliás, que o TIDAL se diferencia de outros aplicativos semelhantes no mercado, como o Spotify e o Apple Music. “Temos pacotes exclusivos com vídeos ou podcasts, transmissão ao vivo de festivais de música, conteúdos únicos. A ideia é oferecer uma experiência completa”, afirma Tibon.

Além disso, o TIDAL se orgulha por oferecer ao assinante uma qualidade de som acima da média do mercado. O serviço não possui plano gratuito. A opção mais barata, de R$ 16,90, é a assinatura premium, que permite acesso aos conteúdos exclusivos — o que só é possível graças à proximidade dos artistas com a empresa –, além do streaming de música offline. A assinatura mais cara, de R$ 33,80, conta com tecnologia HiFi. Tecnologia, que, de acordo com Tibon, reproduz uma versão não comprimida das faixas, permitindo que o ouvinte experiencie todos os instrumentos usados na gravação, cada som ou ruído, “do jeito certo, exatamente como o artista deseja.”

Divulgação
COO do TIDAL, Lior Tibon

“O TIDAL hoje é o líder do mercado em relação à tecnologia usada no streaming e à qualidade da música sendo reproduzida” Tibon disse.

Além do serviço de streaming

A plataforma também aposta no novo, com programas como o “TIDAL Rising”, em que um artista emergente pode se inscrever para ser promovido pelo serviço — promovido pelas mesmas pessoas que gerem a lista de grandes nomes presentes no aplicativo.

Tibon lembra que alguns dos artistas selecionados pelo “TIDAL Rising” tiveram a oportunidade de dividir o palco com uma das líderes do serviço, Alicia Keys.

VEJA TAMBÉM: Como Jay-Z conquistou seu primeiro bilhão de dólares

O TIDAL em território brasileiro

Tibon diz como o serviço de streaming vê o Brasil: como um mercado promissor. “O Brasil é um mercado muito interessante”, diz Tibon. “Conseguimos estabelecer um ótimo time aqui, que se conecta com a comunidade e com os artistas locais. É um mercado animador.”

Tibon faz referência especificamente à parceria do TIDAL com a Vivo, em que clientes da operadora têm descontos e acesso a ofertas especiais de assinatura do serviço de streaming. Essa parceria é boa para o TIDAL, que aumenta seu número de assinantes, e para os artistas brasileiros, já que o TIDAL é o serviço de streaming que mais bem remunera seus artistas. “O TIDAL é liderado por artistas. Nós nos importamos com a música”, diz Tibon.

 

 

 

 

 

 

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Tenha também a Forbes no Google Notícias

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).