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Infracommerce contrata bancos para IPO, após avalanche de clientes na pandemia

De acordo com fontes entrevistadas pela Reuters, o coronavírus fez com que a empresa de comércio eletrônico chegasse a valer mais de US$ 1 bilhão

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Nuthawut Somsuk/GettyImages
Nuthawut Somsuk/GettyImagesDe acordo com fontes entrevistadas pela Reuters, o coronavírus fez com que a empresa de comércio eletrônico chegasse a valer mais de US$ 1 bilhão

A plataforma de comércio eletrônico Infracommerce contratou bancos de investimentos para administrar uma oferta pública inicial (IPO, em inglês), depois que a empresa atraiu uma avalanche de clientes em busca de e-commerce com a crise gerada pela pandemia.

A empresa escolheu o BTG Pactual e o Itaú Unibanco para coordenar a oferta, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto à Reuters. A Infracommerce não quis comentar o assunto.

Provedor de tecnologia, marketing, logística e pagamentos para marcas interessadas em vender online – muito semelhante à canadense Shopify – a Infracommerce viu um boom na demanda por seus serviços em meio às medidas de isolamento social.

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Com base nas métricas de avaliação da Shopify, a Infracommerce pode chegar a valer mais de US$ 1 bilhão, disse uma das fontes, já que a Shopify é negociada a mais de 750 vezes seu lucro nos últimos 12 meses, segundo dados da Refinitiv. Entre seus clientes estão Ambev, Nike e Unilever, diz a empresa.

Os recursos arrecadados no IPO devem financiar o crescimento no Brasil, que tem sido maior que o esperado devido aos efeitos da pandemia, de acordo com uma entrevista no ano passado com seu fundador, bem como a expansão internacional. A Infracommerce atua no México, Colômbia e Argentina, além do Brasil.

Fundada pelo alemão Kai Schoppen em 2012, a Infracommerce tem entre seus investidores os fundos de capital de risco Flybridge Capital Partners e Igah Ventures (ex-e.Bricks Ventures). Em 2019, na mais recente rodada de captação, a empresa atraiu também indivíduos de alta renda como Pedro Jereissati, acionista e conselheiro da rede de shoppings Iguatemi, e Guilherme Weege, dono da confecção Malwee. (Com Reuters)

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