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C-Suite: Fábio Sant’Anna é novo diretor de gente, diversidade e inclusão da Arcos Dorados

Acompanhe também a movimentação de outros executivos C-Level na última quinzena

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DivulgaçãoFábio Sant’Anna [foto] é novo diretor de gente, diversidade e inclusão da Arcos Dorados
De olho na troca de cadeiras corporativas da última quinzena, a C-Suite destaca, nesta edição, o setor de alimentos. A Subway, rede mundial de alimentação rápida, anunciou William Giudici como novo presidente para o Brasil e América do Sul. Já o Atacadão, rede de atacados do Grupo Carrefour, comunicou que Marco Oliveira é o novo CEO da companhia. Anteriormente, o executivo dividia a posição com Roberto Müssnich. 

No mercado de tecnologia, a fornecedora de soluções inteligentes Lenovo fez duas importantes mudanças: promoveu o engenheiro Leandro Lofrano, que agora responde como diretor de produtos, e contratou Sérgio Severo como novo presidente para a América Latina, posição deixada por José Luis Fernández, novo vice-presidente global de canais. Enquanto isso, Rodrigo Dienstmann assume a presidência da desenvolvedora de softwares Ericsson para Brasil, Argentina, Chile, Peru e Uruguai.

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Já no segmento educacional, a rede Cruzeiro do Sul apresentou Fábio Fossen como novo diretor-presidente. O executivo vai substituir os então copresidentes Fábio Ferreira Figueiredo e Renato Padovese, que agora se dedicarão exclusivamente ao conselho de administração da empresa. 

Nesta edição, a C-Suite conversou com Fábio Sant’Anna, novo diretor de gente, diversidade e inclusão da Arcos Dorados, gigante do segmento de alimentação rápida e responsável pela operação do McDonald’s na América Latina e Caribe. Formado em química pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o executivo se especializou em estratégia de recursos humanos pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Ao longo da sua trajetória profissional, Sant’Anna atuou em empresas como a AB InBev, Vale, Votorantim Cimentos, Dotz e a Alliar. 

Leia, a seguir, os planos do executivo na nova posição:

Forbes: Quais são os objetivos estratégicos da Arcos Dorados ao reestruturar a área de recursos humanos para diretoria de gente, diversidade e inclusão?

FS: Com essa reestruturação, a diretoria passa a estar mais alinhada às prioridades estratégicas da Arcos Dorados, que são guiadas pela plataforma de atuação ESG da companhia, que chamamos de Receita do Futuro. Recentemente, a companhia anunciou a diversidade e inclusão como parte dos pilares fundamentais para essa estratégia, que contempla a forma como impactamos a sociedade e o planeta. As mudanças têm como objetivo tornar a rede cada vez mais diversa e inclusiva, reforçando nosso programa Cooltura de Serviço, que busca incentivar os funcionários a se portarem e agirem como realmente são, desde a maneira que se comunicam com os clientes até o uso, por exemplo, de penteados, maquiagem e acessórios com que cada um se identifique e se sinta bem. Desde a implementação dessa forma de servir, a rede tem registrado uma queda de turnover e aumento da satisfação do cliente, o que reforça a relevância desse direcionamento.

F: A pauta da diversidade e inclusão nunca esteve tão em alta no meio corporativo. Na sua opinião, quais os maiores deveres das empresas em relação ao tema?

FS: Acredito que as empresas que querem promover a diversidade e inclusão genuinamente devem se preocupar em promover um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para serem elas mesmas e confiantes para atingirem seu completo potencial profissional. Na Arcos Dorados, contamos com um Comitê de Diversidade e Inclusão que tem o propósito de promover a conscientização dos funcionários e o respeito às individualidades por meio de políticas e treinamentos periódicos sobre o tema. Um avanço desse comitê são os grupos de afinidade, Rede de Mulheres e Orgulho Arcos, voltado aos funcionários LGBTQIA+, que contribuem para reforçar os compromissos da companhia e estabelecer prioridades para tornar a empresa cada vez mais inclusiva. Além  disso, é importante que as grandes corporações se unam em movimentos coletivos, que acabam tendo um alto potencial de impacto. Nós assinamos ao lado de outras empresas e multinacionais o compromisso Mover, que tem foco em empregabilidade, conscientização e promoção da diversidade racial, com objetivo de gerar 10 mil novas posições de liderança para pessoas negras nos próximos anos, por meio de ações práticas.  

F: Ainda nesse sentido, quais os maiores déficits no Brasil em relação à inclusão e diversidade? Como superá-los?

FS: Acredito que não basta às grandes empresas oferecerem posições de trabalho para diferentes grupos, mas elas devem proporcionar oportunidades de crescimento profissional para todos e meios para que as pessoas evoluam e busquem esses objetivos. Investimos cerca de R$ 40 milhões anualmente em treinamentos e capacitação aqui na Arcos Dorados, dando essas ferramentas para nossos colaboradores. Um reflexo disso é que nosso quadro de liderança está cada vez mais diverso. Como exemplo, 81% das oportunidades de promoção para cargos de gerência em nossos restaurantes no último ano foram conquistadas por pessoas que se identificam como pretas ou pardas. Também contamos com um trabalho diferenciado voltado para pessoas com deficiência, onde não só oferecemos vagas para este público como também proporcionamos um programa personalizado, no qual o funcionário pode se desenvolver nas estações que ele tem mais habilidades, com acompanhamento de uma equipe especializada, e assim também evoluir internamente.

F:O que você espera dos primeiros seis meses como diretor de gente, diversidade e inclusão da Arcos Dorados no Brasil?

FS: Nosso foco principal é evoluir o programa Cooltura de Serviço, sobre o qual comentei anteriormente, tornando a rede cada vez mais diversa, inclusiva e segura e permitindo aos funcionários que evoluam sendo eles mesmos, criando conexões mais espontâneas com nossos clientes. Além disso, já temos um calendário movimentado para esse semestre, que tem início agora com várias atividades e oportunidades que giram em torno do Dia da Juventude. Hoje, 70% dos nossos colaboradores são jovens de até 24 anos, e somos  um dos maiores geradores de primeiro emprego formal do país, então também temos um olhar muito atento a esse público. Um dos meus objetivos é também dar continuidade ao processo de transformação digital por meio da intensificação de um olhar inovador para a jornada de experiência dos funcionários (hire to retire), oferecendo-lhes uma experiência mais digital, gerando mais oportunidades e respeitando as singularidades individuais.

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Veja, abaixo, outras movimentações C-Level que ocorreram nos últimos 15 dias:


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