PF prende ex-presidente de Banco Prosper

Executivo é acusado de pagar para que a entidade vencesse o leilão do Berj.

Redação, com Reuters
Compartilhe esta publicação:
Agência Brasil
Agência Brasil

Edson Figueiredo Menezes foi preso pela PF por suspeita de pagamento de propina

Acessibilidade


A Polícia Federal prendeu hoje (16) o ex-presidente do Banco Prosper, Edson Figueiredo Menezes, por suspeita de pagamento de propina para a contratação da instituição financeira no leilão do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral, que está preso por comandar um esquema bilionário de corrupção na administração estadual.

LEIA MAIS: Eike Batista é condenado a 30 anos de prisão em desdobramento da Lava Jato

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) também está sendo investigada pela mesma operação, uma vez que foi contratada pelo governo do RJ para elaborar uma consultoria no processo de leilão do Berj e depois fez pagamento de mais de R$ 3 milhões ao Prosper a título de prestação de serviço.

A operação foi deflagrada pela força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, em mais um desdobramento do esquema de corrupção comandando por Cabral, que está preso desde novembro de 2016 e já foi condenado em diversas ações por corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes.

De acordo com um dos delatores do esquema, Cabral condicionou a realização do leilão do Berj e da folha de pagamento dos servidores do Estado à contratação do Prosper para recebimento de propina, o que foi confirmado, segundo o MPF, nas investigações envolvendo Menezes e a FGV.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

“Em contrapartida, Edson Menezes realizou pagamentos ao grupo de Sérgio Cabral tanto em espécie quanto por meio da aquisição de vinhos de mais de US$ 1 mil no mercado internacional”, disse o MPF em comunicado sobre a operação, chamada Golias.

VEJA TAMBÉM: MPF denuncia executivo da GE e mais 22 por fraude

O MPF também ressaltou vínculo de amizade de Menezes com o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Carlos Arthur Nuzman, que foi denunciado pelos procuradores por corrupção devido à suspeita de compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Menezes chegou a ocupar a presidência do comitê organizador da Olimpíada após o afastamento de Nuzman em decorrência das investigações.

O Banco Prosper teve liquidação decretada pelo Banco Central em 2012. Em janeiro de 2016, o BC cessou a liquidação extrajudicial a que o banco havia sido submetido, passando a liquidação para a Justiça.

Não foi possível localizar representantes de Menezes para comentar o assunto. A FGV também não estava disponível imediatamente para entrevista.

Compartilhe esta publicação: