Desemprego cai a 12,1%, mas desânimo segue alto

Apreensões com ritmo fraco da economia continuam a afetar trabalhadores.

Redação, com Reuters
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Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Pessoas procuram por emprego no centro de São Paulo, em 29/07/2017

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A taxa de desemprego no Brasil caiu pela quinta vez seguida no trimestre até agosto, mas as apreensões devido ao ritmo fraco da economia continuam a afetar os trabalhadores, que seguem desanimados quanto ao mercado de trabalho. Nos três meses até agosto a taxa de desemprego foi a 12,1%, de 12,3% no trimestre até julho, informou hoje (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período do ano passado a taxa era de 12,6%. O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de 12,2%.

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“De maneira geral, segue a recuperação do mercado de trabalho, porém um pouco mais lenta que o inicialmente imaginado e sem pressões à vista sobre a inflação”, avaliou a consultoria Rosenberg & Associados em nota. A Pnad Contínua mostrou ainda que no período o número de desempregados no Brasil era de 12,707 milhões, contra 12,868 milhões nos três meses até julho e 13,113 milhões no mesmo período de 2017.

O desalento dos trabalhadores, entretanto, continua sendo a marca do mercado, com 4,754 milhões de pessoas que desistiram de procurar uma recolocação no trimestre até agosto. Nos três meses até julho, o número de desalentados era de 4,818 milhões. O emprego formal também continua perdendo espaço. Nos três meses até agosto, eram 32,968 milhões de pessoas com carteira assinada no setor privado, queda de 1,3% sobre o ano anterior.

O emprego sem carteira no setor privado, por outro lado, registrou aumento de 4% na comparação com 2017, chegando a 11,191 milhões de trabalhadores. O rendimento médio do trabalhador, mostrou ainda o IBGE, alcançou R$ 2.225 no trimestre até agosto, contra R$ 2.216 nos três meses até julho e R$ 2.196 reais no mesmo período de 2017.

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O Brasil registrou em agosto criação líquida de 110.431 mil vagas formais de emprego, segundo dados do Ministério do Trabalho, no melhor desempenho para o mês em cinco anos. No entanto, o cenário é de lentidão do mercado de trabalho em se recuperar e incertezas diante de uma atividade econômica que não consegue engrenar em um ritmo intenso.

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