Exclusivo: Gympass quer funcionalismo público para crescer no Brasil

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Startup unicórnio mira 12 milhões de novos clientes com sua nova frente de atuação

A Gympass deu início a uma nova fase de crescimento no Brasil: a startup vai oferecer seu serviço de assinatura de academias e atividades físicas para o setor público, mirando um universo possível de 12 milhões de clientes no país.

A startup fechou um acordo com a Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), revelado com exclusividade à FORBES, em que 250 mil membros pagarão entre R$ 29,90 e R$ 489,90 para usar os serviços de atividade física oferecidos por meio da plataforma.

A meta é que nos próximos 12 a 18 meses, as ações de promoção do serviço entre os associados da entidade resultem em uma adesão de mais de 62 mil usuários.

“Estamos olhando para isso como uma nova fronteira para a Gympass: pavimentar o que seria o caminho para lá na frente ajudar milhões de pessoas a saírem do sedentarismo, que no setor público entendemos ser ainda maior do que no setor privado”, diz o CEO da empresa no Brasil, Leandro Caldeira.

“O governo não tem experiência para contratar este tipo de serviço, mas por outro lado há uma enorme demanda [de funcionários públicos] que querem praticar atividade física e terem acesso ao Gympass, assim como é possível no setor privado”, aponta.

A parceria com a AFPESP, que é a maior instituição associativa da América Latina, é o ponto de partida para os trabalhos nesse novo espaço. A base de membros da maioria dessas associações não é grande, o que fez com que a Gympass decidisse firmar parcerias com “poucas e boas” entidades.

“Temos de garantir que estes cases iniciais sejam bem executados para depois almejar uma expansão mais ampla e garantir que os milhões de brasileiros que integram o funcionalismo público sejam atendidos”, ressalta.

Segundo Caldeira, a entidade paulista é interessante por conta da diversidade representada em seu corpo de membros, em características como idade, renda e ocupação, com um leque de profissões que inclui médicos, professores, juízes, enfermeiros e policiais.

“É uma amostragem interessante para avaliarmos como conseguiremos atuar junto a um universo de usuários muito diferentes”, avalia. “O atendimento a essa diversidade de perfis está bem alinhado com o ethos do Gympass de ser um serviço acessível para todos. Essa relevância é chave para começar com o pé direito.”

A startup vem sendo procurada por vários tipos de associações de funcionários públicos. A ideia do unicórnio é entender o nível de comprometimento da gestão destas organizações e fazer um investimento conjunto.

“Tipicamente, terá uma parte gerencial do Gympass investindo para mostrar que [contratar o serviço] faz sentido para que a associação consiga justificar o investimento necessário para viabilizar o programa”, explica. “Estamos sendo bem criteriosos para selecionar estas entidades e organizações, de acordo com o que imaginamos que terá uma maior chance de sucesso.”

A Gympass também quer fornecer serviços para empresas públicas. Existem complexidades relacionadas a contratação e licitação de um serviço que foge dos moldes tradicionais de benefício, mas a startup diz não se intimidar.

“Licitar algo que é uma inovação é desafiador por não existir uma referência no mercado, então, há uma série de desafios, mas estamos buscando cases com empresas públicas para tentar mostrar que faz sentido e obter uma base de dados para licitações futuras”, ressalta.

Outros desafios se apresentam em frentes como a promoção do serviço: quando a startup fecha com empresas, existe um trabalho de engajamento dos funcionários em eventos corporativos ou por meio de canais como intranet ou redes sociais, possibilidades que são mais limitadas no setor público.

“Trabalhar com este público é mais desafiador, desde a contratação até o engajamento”, aponta. “Porém, uma vez que a pessoa utiliza o Gympass, ela se fideliza como o funcionário da empresa privada, pois está ativa da maneira mais fácil possível.”

Segundo Caldeira, a movimentação da Gympass para atender o funcionalismo público pode funcionar como um precedente para que outras startups ofereçam seus produtos e serviços para estes clientes.

“O Ministério da Economia tem uma mentalidade interessante e está disposto a conversar com startups para ajustar ou criar novas regras e participar de toda essa onda de inovação que as startups estão trazendo”, ressalta.

“Acho que o Gympass, como uma empresa um pouco mais madura dentro do mundo de startups, pode sim abrir portas, para junto ao governo criar um modelo que seja viável para contratação de uma startup por um ente público.”

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Estudo investiga ecossistema de startups no Rio

A grande maioria das startups cariocas está concentrada na capital, segundo o RioTech Report, estudo elaborado pela empresa de inovação aberta Distrito, com apoio da consultoria KPMG e da aceleradora corporativa portuguesa Fábrica de Startups. Existem 469 startups no Estado, 85,7% instaladas na capital.

Na capital, o centro concentra a maior parte das startups, com 25% dos empreendimentos baseados naquela região. Em segundo lugar está a Barra da Tijuca, com 17,6% das startups. Depois da capital, outras cidades relevantes no ecossistema de inovação do Rio de Janeiro são Niterói, com 5,5% das startups, Volta Redonda, com 1,9%, e Macaé, com 0,9%.

Entre os 32 setores mapeados, edtechs e fintechs lideram a relação de startups fluminenses, com 56 empresas em cada categoria. Outras categorias relevantes estão ativas em Indústria 4.0 e healthtech.

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Setor financeiro lidera transformação digital

Os executivos do setor financeiro são os que se dizem mais confortáveis com as demandas da transformação digital. Segundo a pesquisa Business Impact Insights, realizada pela empresa de tecnologia CI&T, 67,2% dos 1064 executivos do setor que foram consultados dizem estar totalmente preparados. A maioria dos executivos do setor (67,7%) ressaltou que a transformação digital tem impactado o resultado financeiro de seus negócios, contra 37,4% dos empresários do setor de serviços e 41,1% de varejo e comércio.

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Qualcomm e BNDES lançam fundo para IoT

A Qualcomm Ventures e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram um fundo de investimento em participações de R$ 160 milhões focado em startups em estágio inicial que desenvolvam produtos e serviços para Internet das Coisas (ou IoT, na sigla em inglês). As duas partes planejam investir 50% do valor total esperado para o fundo, o equivalente a R$ 80 milhões, e outros investidores, a serem convidados, ajudarão na composição do valor total.

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Banco BV adquire Just

O banco BV, nova marca do Banco Votorantim, comprou a plataforma de empréstimo pessoal online Just, criada em 2016 pelo Guiabolso. O banco BV pretende utilizar a Just para apoiar o desenvolvimento e oferta de outros produtos digitais de crédito, utilizando inteligência analítica. O Just diz ter realizado mais de 65 mil empréstimos, originando cerca de R$ 500 milhões em operações de crédito.

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Agrofy fecha nova aporte

O marketplace de agronegócio Agrofy anunciou uma rodada série B de US$ 23 milhões para continuar seu processo de crescimento e consolidação no Brasil, expansão para América Latina e aperfeiçoamento da plataforma. O investimento foi liderado pela SP Ventures e teve a participação de dois representantes do Vale do Silício, a Fall Line Capital e a Acre Capital, além da Brasil Agro.

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Vitacon abre loja conceito em São Paulo

A proptech Vitacon abriu uma loja conceito na esquina das ruas Oscar Freire e Augusta, em São Paulo. O espaço inclui interfaces touchscreen interativas para que os visitantes conheçam a oferta de moradia compacta da empresa e as tecnologias instaladas nos prédios.

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Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

 

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