Cautela guia estratégias para ações em abril após tombo de 30% do Ibovespa em março

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Ibovespa contabilizou uma queda de 29,90% no mês passado

Abril começa com incertezas persistentes sobre os efeitos da pandemia de coronavírus nas economias no exterior e no Brasil, referendando cautela nas estratégias para as ações brasileiras, conforme carteiras compiladas pela Reuters.

“Embora o Ibovespa tenha sofrido um colapso de 30% em março, o impacto da crise nos preços dos ativos brasileiros ainda não está claro”, afirmou a equipe do BTG Pactual.

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“Com um cenário incerto à frente, nós decidimos aumentar a qualidade e o perfil defensivo do nosso portfólio, além de deixá-lo mais diversificado”, escreveram Carlos Sequeira e Osni Carfi, em relatório a clientes.

O Ibovespa contabilizou uma queda de 29,90% no mês passado, maior declínio percentual mensal desde agosto de 1998, ano marcado pela crise financeira russa, o que fez o Ibovespa acumular queda de 36,86% no ano.

Para a equipe da BB Investimentos, o mercado financeiro está vivendo momentos de pânico, apoiados no cenário recessivo da economia global, cujos impactos começam a ser calculados, mas ainda sem uma clara definição do real choque econômico.

“Olhando para frente, acreditamos que os ativos devem continuar voláteis, pois entendemos que atuação dos bancos centrais deverá chegar ao seu limite em determinado momento, com o mercado ficando à espera da eficácia das medidas adotadas.”

Em todo o mundo, a pandemia já infectou cerca de 800 mil pessoas e matou quase 39 mil.

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A equipe da XP Investimentos, que classificou o momento como “tempos de guerra” em relatório recente, afirmou que optou em aumentar a exposição a nomes com receitas mais defendidas no curto prazo.

“Isso inclui principalmente ações de grupos multinacionais e exportadoras, com receitas dolarizadas e grande exposição de receitas para a China, dado os sinais de início de um processo de normalização da economia por lá.”

Nesse contexto, a equipe liderada por Fernando Ferreira reduziu exposição a setores ligados à atividade doméstica, citando os impactos operacionais negativos no curto prazo pelo fechamento de lojas e restrição de circulação de pessoas.

Veja carteiras recomendadas compiladas pela Reuters para abril:

  • BB Investimentos
  • Hypera
  • Itaú Unibanco PN
  • Klabin Unit
  • Marfrig
  • GPA
  • RD
  • Sanepar Unit
  • Taesa Unit
  • ISA CTEEP
  • Vale
  • BTG Pactual
  • Banco do Brasil
  • B3
  • JBS
  • Rumo
  • Multiplan
  • Taesa
  • Totvs
  • Mirae Asset
  • BRF
  • Cogna
  • Fleury
  • Petrobras PN
  • Magazine Luiza
  • Via Varejo
  • XP Investimentos
  • Ambev
  • Copel
  • Engie
  • Localiza
  • Suzano

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