Reino Unido testa anti-inflamatórios e remédios de câncer como possível terapia para Covid-19

Thomas Peter/Reuters
Thomas Peter/Reuters

Casos graves de Covid-19 podem ser desencadeados por uma hiper reação do sistema imunológico

Dois remédios anti-inflamatórios e contra o câncer estão sendo testados como possíveis terapias para pacientes de Covid-19, anunciaram as universidades britânicas de Birmingham e Oxford hoje (10).

Acredita-se que casos graves de Covid-19 são desencadeados por uma hiper reação do sistema imunológico, conhecida como tempestade de citocina, e pesquisadores estão investigando se remédios que suprimem certos elementos do sistema imunológico podem desempenhar um papel na contenção de uma escalada rápida dos sintomas.

VEJA TAMBÉM: Inscreva-se no Canal Forbes Pitch, no Telegram, e fique por dentro de tudo sobre empreendedorismo

O Namilumab, um anticorpo monoclonal da Izana Bioscience já nas fases finais de testes para tratamento de artrite reumatoide e uma doença inflamatória conhecida como espondilite anquilosante, é o primeiro de quatro candidatos do teste Catalyst.

Ele visa a uma citocina chamada GM-CSF, que se acredita que, em níveis descontrolados, é um catalisador essencial da inflamação pulmonar excessiva e perigosa vista em pacientes com Covid-19.

O remédio já está sendo testado como terapia para Covid-19 na Itália.

O segundo medicamento, Infliximab (CT-P13), desenvolvido pela Celltrion Healthcare UK, sediada na cidade inglesa de Slough, é uma terapia de fator de necrose tumoral alfa (TNF) usada para tratar oito doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e a síndrome do intestino irritável.

Ben Fisher, investigador de testes coclínicos da Universidade de Birmingham, disse: “Indícios emergentes estão demonstrando um papel crítico de anti-inflamatórios na tempestade de citocina associada à infecção grave de Covid-19”.

LEIA MAIS: Uso generalizado de máscaras pode prevenir segunda onda de Covid-19, diz estudo

“No estudo Catalyst, esperamos mostrar, com uma única dose destes tipos de remédios em pacientes hospitalizados, que conseguimos adiar ou evitar a deterioração rápida para o tratamento intensivo e a exigência de ventilação invasiva neste grupo crítico de pacientes.”

Entre os outros remédios para doenças autoimunes que estão sendo estudados devido à sua capacidade de conter a tempestade de citocina em testes estão o Regeneron, o Kevzara da Sanofi, o Actemra da Roche e o otilimab da Morphosys e da GlaxoSmithKline.

A japonesa Takeda tem uma participação acionária estratégica na Izana. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Inscreva-se no Canal Forbes Pitch, no Telegram, para saber tudo sobre empreendedorismo.

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).